Lei Kandir completa 21 anos de prejuízos. Estudo da Fapespa aponta perdas de R$ 35,7 bilhões em duas décadas. Matéria dos jornais O LIBERAL e Amazônia deste domingo, 10 de setembro:
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Artigo "Política, Governo e Cosmovisão Bíblica: O Manual para a Construção de Nações Justas, Felizes, Pacíficas e Prósperas"
Compartilho mais um artigo que escrevi para o jornal gente Gospel:
"Política, Governo e Cosmovisão Bíblica: O Manual para a Construção de Nações Justas, Felizes, Pacíficas e Prósperas"
Texto na íntegra:
Política,
Governo e Cosmovisão Bíblica: O Manual para a Construção de Nações Justas,
Felizes, Pacíficas e Prósperas
Eduardo Costa
Professor da UFPA, Doutor em Economia pela
Unicamp, Conselheiro Efetivo do Conselho Federal de Economia, Presidente da Fundação
Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (FAPESPA), Mantenedor do Instituto
Aviva e membro da Comunidade Evangélica Integrada da Amazônia (CEIA). Correio
eletrônico: ejmcosta@gmail.com
“Procurei
entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e
em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só.”
(Ezequiel 22:30)
A sociedade brasileira encontra-se numa
encruzilhada civilizatória. Assistimos a cada dia o aumento da descrença nos
políticos e no processo político como instrumento de transformação social,
principalmente em decorrência dos seguidos escândalos de corrupção.
De acordo com levantamentos da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) nos últimos dez anos foram desviados
no Brasil aproximadamente 720 bilhões de reais dos cofres públicos. Anualmente
são desviados aproximadamente 85 bilhões de reais, o equivalente a 2,3% do Produto
Interno Bruto (PIB).
Com esses recursos desviados seria possível a
cada ano: construir 28 mil escolas públicas; formar 312 mil médicos; pagar 17
milhões de sessões de quimioterapia para tratamento do câncer; custear 32
milhões de diárias em UTIs nos melhores hospitais particulares; construir 241
quilômetros de metrô nas principais cidades brasileiras; construir 33 mil
unidades de pronto atendimento 24h; construir 36 mil quilômetros de estradas,
ampliando a malha rodoviária do país em aproximadamente 20%; construir 1,5
milhão de casas populares; custear em apenas um ano mais de duas usinas do
porte de Belo Monte; e erradicar a miséria do Brasil tirando desta situação
mais de 16 milhões de pessoas.
Não resta dúvida de que a corrupção se tornou
um mal crônico da sociedade brasileira, reflexo de uma cultura social de
inversão de valores, na qual a transgressão passa a ser aceita como padrão de
comportamento normal chamada “carinhosamente” de “jeitinho”. Contudo, após
décadas de tolerância para com esta deformação de caráter, a sociedade
brasileira começa a entender que a corrupção e o “jeitinho brasileiro” destroem
a qualidade de vida da população como um todo na medida em que os recursos
desviados deixam de cumprir a sua finalidade fundamental, a prestação de
serviços públicos com qualidade.
Diante desse cenário a sociedade brasileira
anseia por líderes políticos que pautados na moralidade e na probidade sejam
capazes de recolocar o país numa trajetória sustentada de desenvolvimento, organizando
a gestão do Estado de modo que os recursos públicos garantam a prestação de
adequados serviços públicos (educação, saúde, segurança, saneamento...).
Percebendo esse anseio “messiânico”, eleição após eleição o processo
político-eleitoral é conduzido por estratégias de marketing que tentam apresentar ao eleitor a figura do “salvador”.
Todavia, após as eleições é muito comum a ocorrência de uma nova onda de desilusão,
na medida em que percebe-se a inexistência de um efetivo compromisso com um
efetivo projeto de transformação social, emergem as velhas práticas ligadas à
corrupção e a gestão passa a se notabilizar pela incapacidade de cumprimento da
agenda apresentada no processo eleitoral.
Em função disso a crise civilizatória
brasileira se manifesta na descrença crescente com o processo político.
Contudo, tem as suas raízes numa cultura social e na ausência de valores éticos
e morais adequados para o desenvolvimento. Esses valores são baseados em crenças
sociais que produzem atitudes, individuais e coletivas, que nos aprisionam numa
trajetória do subdesenvolvimento. Nessa trajetória não se vislumbra um claro e
viável Projeto de Nação que objetive primeiramente a consolidação de adequados valores
éticos e morais das famílias brasileiras para a construção de uma sociedade
mais justa, pacífica, feliz e próspera. Isso nos leva a uma dura conclusão:
verdadeiramente somos subdesenvolvidos porque não nos determinamos individual
e, sobretudo, coletivamente a sermos diferentes.
A ruptura dessa trajetória passa sem dúvidas
por uma profunda revolução cultural, que deve ser precedida necessariamente por
investimentos maciços em educação, ciência e tecnologia. E isso somente pode
ser alcançado por meio do processo político do qual, como cristãos, não podemos
nos eximir ou afastar. Nesse ponto a Igreja e o cristão precisam compreender
que têm um papel social fundamental para essa mudança de trajetória.
Mas o que pode fazer a Igreja e o cristão
para mudar este contexto?
Respostas à essa pergunta devem ser
encontradas na Bíblia, que não deve ser vista apenas como uma referência de fé
e conduta individual, mas como uma proposta de organização e desenvolvimento
social colocada pelo Senhor para a humanidade baseada em uma moralidade
transcendente. É nesse manual que precisamos balizar todas as nossas condutas,
incluindo as edificações institucionais, as nossas leis, as práticas de gestão
e governo, e a nossa forma de participação no processo político. Ou seja, a
Bíblia precisa ser compreendida como um manual pleno para a construção de
Nações justas, pacíficas, felizes e prósperas.
Diversos cientistas sociais que estudaram o
processo de formação das Nações contemporâneas, demostraram que estas são o
resultado de um processo histórico de construção social que em sua trajetória
moldam a cultura específica de um povo e, como consequência, as instituições
sociais que estabelecem os seus alicerces: indivíduos, famílias, Igreja e
Estado.
Indo um pouco além, as Escrituras Sagradas
apresentam três pilares bíblicos para a construção de uma grande Nação
(Deuteronômio 4.5-9): a construção de uma memória histórica coletiva que dê aos
seus habitantes um sentimento de unidade e pertencimento; a promoção da
justiça; e uma relação próxima de Deus. Focalizando neste último pilar, há de
acordo com a Bíblia um princípio espiritual para o desenvolvimento de uma
Nação, e é importante ressaltá-lo, a relação próxima desse povo com Deus.
Logo, diante de uma cosmovisão bíblica, a
Igreja apresenta-se como uma instituição fundamental para o desenvolvimento
social, principalmente por ser um instrumento importante para a consolidação de
uma nova cultura com valores e crenças adequadas para a superação do
subdesenvolvimento. Um assunto pouco discutido nos meios eclesiásticos ou
teológicos é que o próprio Cristo apresentou um projeto político para a
sociedade do qual a Igreja é parte importante. Mas para o entendimento pleno
disso é necessário compreender a visão da Igreja na Cosmovisão Bíblica, e para
isso precisamos ir à raiz da palavra Ekklesia.
No grego a palavra Ekklesia (Ek Kaleo) significa “chamados para
fora”. Assim, o entendimento do conceito bíblico original de Igreja nos leva a
entender que somos vocacionados a transformar a sociedade, rompendo assim com
as paredes do “templo”.
A Igreja, dentro de uma perspectiva social
sistêmica e interdependente, pode ser um instrumento de restauração e
transformação da sociedade. Infelizmente, ao contrário do que a Cosmovisão Bíblica
apresenta, a igreja cristã contemporânea normalmente vem se constituindo como
um enclave na sociedade, principalmente ao se focar exclusivamente na salvação,
deixando de trabalhar a transformação social. E isso acontece porque a
membresia da Igreja não é discipulada, mentoriada, com o objetivo de impactar,
transformar e discipular a sociedade. Por outro lado, se a Igreja não discípula
a sociedade, acaba sendo discipulada pela sociedade; prova disto é a onda de
relativização de valores que está invadindo as nossas igrejas. Exemplos claros
disso é o péssimo testemunho dado por políticos “cristãos”, que são eleitos
pelos votos da igreja, mas que se envolvem em escândalos de corrupção; ou
políticos corruptos, com padrão social de comportamento antibíblico, que não
são membros do Corpo de Cristo, mas que são apoiados por algumas igrejas.
A transformação que queremos para o nosso
país precisa começar em nós mesmos, nas nossas famílias e dentro das nossas
igrejas. Especificamente em relação à Igreja, esta precisa adotar uma nova
postura, não apoiando candidaturas que apresentem posicionamentos
comportamentais e ideológicos que afrontam os preceitos bíblicos. Ademais, a
Igreja não deve se limitar a visão limitada de colocar “crentes” na política,
mas, sobretudo, deve participar do processo político mediante um propósito.
Mas qual propósito?
A Igreja precisa apoiar aqueles que queiram
servir a coisa pública, a sociedade e, sobretudo, ao Reino. Para isso, precisa
selecionar candidatos que sejam verdadeiramente vocacionados, chamados pelo
Senhor para o exercício de um ministério junto à sociedade, um ministério
movido pelos preceitos bíblicos de respeito às autoridades constituídas, anseio
pela justiça, amor ao próximo e temor do Senhor. Um ministério que defenda os
princípios bíblicos de governo: liberdade (Jo 8.32, 36; Gl 5.1; Ex 20.1,2);
prosperidade coletiva (Jr 29.5-7; 1Tm 2.1,2; 2Co 9.10,11); misericórdia para
com os pobres, crianças e mulheres (Mc 12.31; Tg 1.27; Tg 2.14-17; 1Tm 5.1-3;
Gl 3.28); igualdade e direitos humanos (Gl 3.28; Dt 24.17; Dt 19.15; Nm 27.7);
desenvolvimento pessoal, tecnológico e científico (Ef 4.12,13; Ec 1.13; Dt
6.4-9; Os 4.6; Pv 1.7a); separação entre igreja e Estado (1Sm 13.12,13; 2Cr
26.16-20); e, sustentabilidade (Gl 1.27; Pv 12.10; Mt 5.13-16).
Ou seja, dentro desta perspectiva que podemos
chamar de “Visão do Reino”, o cristão precisa não somente almejar a salvação,
mas também a transformação de sua cosmovisão de modo almejar a implantação dos
princípios do Reino de Deus na sociedade, relembrando que o Reino de Deus é
conforme os princípios bíblicos: justiça, paz, felicidade e prosperidade.
Finalmente, é importante ressaltar que a Cosmovisão
Bíblica vê a atividade política, ou as atividades ligadas à gestão pública,
como um ministério que precisa ser exercido por aqueles que são vocacionados
pelo Senhor com o propósito edificar a sociedade por meio de dons naturais que
são dados pelo Senhor (Ef 4.11-16; 1Co 16.6; Tg 1). Mas para isso a igreja
precisa compreender com profundidade o conceito de “vocação”, e este será o
tema de um dos próximos artigos.
Links dos artigos anteriores:
Para quem não viu meus outros 4 artigos que foram publicados nas edições anteriores do informativo, seguem os links:
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Comemoração ao Dia do Administrador
COMEMORAÇÃO AO DIA DO ADMINISTRADOR
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Auditório lotou com quase 300 estudantes do curso de administração da Fibra, que assistiram na noite desta terça-feira, 5 de setembro, à palestra "O Brasil de hoje: eficiência da gestão do Estado brasileiro e o administrador para o futuro". A programação foi realizada em comemoração ao Dia do Administrador, que será celebrado no próximo sábado, dia 9 de setembro. Agradeço o convite do professor Helder Mello e parabenizo toda a equipe do curso de administração da Fibra pela qualidade e excelência!
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Entrevista Lei Kandir - Jornal Cultura
Compartilho o vídeo da entrevista sobre Lei Kandir, que concedi ao Jornal Cultura da última sexta-feira:
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
ESCLARECENDO A LEI KANDIR (PARTE 2) - Perdas
>> ESCLARECENDO A LEI KANDIR (PARTE 2)
• Perdas
• Perdas
Você sabia que o Pará perdeu R$ 35,7 bilhões no período de 1997 a 2016 em decorrência da Lei Kandir? Neste segundo vídeo da série, destaco as perdas que os estados tiveram com essa legislação. Confira:
Café com planejamento sobre a Lei Kandir
CAFÉ COM PLANEJAMENTO SOBRE A LEI KANDIR
Nesta quinta-feira, 31 de agosto, na Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), participei de mais uma edição do evento "Café com planejamento". O tema de hoje abordou o "Impacto da Lei Kandir na arrecadação do ICMS do estado do Pará no período de 1997 - 2016", onde apresentei os dados da nota técnica da Fapespa que apontam as perdas do estado com a legislação. Agradeço à equipe da Seplan pelo convite!
Matéria publicada na Agência Pará:
Perdas e impacto da Lei Kandir são discutidos no Café com Planejamento
Perdas e impacto da Lei Kandir são discutidos no Café com Planejamento
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Audiência Pública no Senado Federal - Lei Kandir
Alguns registros da audiência pública realizada nesta quarta-feira à tarde, pela Comissão Mista Especial sobre a Lei Kandir, no Senado Federal.
Durante a audiência, apresentei os dados da nota técnica "O impacto da Lei Kandir na Arrecadação do ICMS dos Estados no período 1997 - 2016: estimativas das perdas com as desonerações das exportações de produtos primários e semielaborados", elaborada pela Fapespa.
Fiquei muito honrado em representar o estado do Pará em um debate tão importante!
Vale lembrar que amanhã, às 8:30, o debate sobre a Lei Kandir será em Belém, no evento "Café com Planejamento", na Secretaria Estadual de Planejamento, onde será apresentado "O Impacto da Lei Kandir na Arrecadação do ICMS do Estado do Pará no Período de 1997 - 2016". O evento é aberto ao público.
Fotos: Júlio Poloni
Matéria publicada na Agência Pará:
Pará é o 9º estado mais populoso do Brasil com quase 8,37 milhões de habitantes
POPULAÇÃO 2017
Pará é o 9º estado mais populoso do Brasil com quase 8,37 milhões de habitantes
O Pará é o 9º estado mais populoso do país com 8.366.628 habitantes, segundo a Estimativa da População 2017, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com data de referência em 1º de julho de 2017.
Belém, com 1.452.275 habitantes, passou o bastão para Goiânia de 11º município mais populoso do Brasil e está em 12º lugar. A capital paraense é uma das que menos crescem entre as 17 localidades com mais de um milhão de residentes. A Região Metropolitana de Belém possui 2.441.761 pessoas e é a 14ª maior.
No Pará, depois de Belém, os municípios mais populosos (todos acima de 100 mil moradores) são:
Ananindeua: 516.057
Santarém: 296.302
Marabá: 271.594
Parauapebas 202.356
Castanhal: 195.253
Abaetetuba: 153.380
Cametá: 134.100
Marituba: 127.858
São F. do Xingu: 124.806
Bragança: 124.184
Barcarena : 121.190
Altamira: 111.435
Tucuruí : 110.516
Paragominas: 110.026
Tailândia: 103.321
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Pré-lançamento do Edital Interpará - Rio Caeté
Nesta segunda-feira, 28 de agosto, a Fapespa realizou o pré-lançamento do Edital Interpará para a região de integração Rio Caeté. A apresentação foi realizada em dois momentos. Durante a manhã, apresentamos o edital no Instituto Federal do Pará (IFPA) campus Bragança. À tarde, foi a vez de apresentar o investimento da Fapespa na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) campus Capanema.
A Fapespa está investindo o aporte financeiro no valor de R$ 5 milhões aos editais Interpará 2017. Nesta rodada estão contempladas as regiões de integração Rio Caeté, Tocantins, Rio Capim, Guamá e Marajó. Confira algumas fotos:
- Pré-lançamento do Edital Interpará Rio Caeté - reunião no IFPA de Bragança:
- Pré-lançamento do Edital Interpará Rio Caeté - reunião na UFRA de Capanema:
Convite - Palestra em comemoração ao Dia do Administrador
Palestra em comemoração ao Dia do Administrador:
"O Brasil de hoje: eficiência da gestão do estado brasileiro e o administrador para o futuro"
Próxima terça-feira, 5 de setembro, às 19h, no auditório da Fibra, na Av. Gentil Bitencourt. Palestra aberta ao público!
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Palestra "O papel da pesquisa no desenvolvimento da Amazônia: um olhar para o estado do Pará"
Registros da palestra "O papel da pesquisa no desenvolvimento da Amazônia: um olhar para o estado do Pará", que apresentei nesta noite, na Estácio FAP, como aula magna do Simpósio Pesquisa & Inovação Científica. A palestra reuniu estudantes das áreas jurídica, de gestão, de tecnologia e de comunicação.
Agradeço o convite e a recepção do professor Rinaldo Ribeiro Moraes, coordenador de Pesquisa da faculdade, e da professora Marília Resende, diretora acadêmica! Agradeço também a todos que participaram da palestra!
Lançamento e reuniões - Editais Interpará 2017
Lembrando que no dia 31 de agosto, às 10h30, no Hangar, a Fapespa realiza o lançamento dos Editais Interpará 2017 para as regiões de integração: Rio Caeté; Tocantins; Rio Capim / Guamá; e Marajó.
E, durante a próxima semana, serão realizadas a reuniões específicas em cada município contemplado. Programe-se!
ESCLARECENDO A LEI KANDIR (PARTE 1) - Afinal, o que é a Lei Kandir?
13 de setembro de 1996
Data em que a Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir) foi sancionada. Esta legislação gerou graves prejuízos para os estados e municípios brasileiros. Vamos entender um pouco mais sobre o que é a tão comentada Lei Kandir:
Data em que a Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir) foi sancionada. Esta legislação gerou graves prejuízos para os estados e municípios brasileiros. Vamos entender um pouco mais sobre o que é a tão comentada Lei Kandir:
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Precisamos valorizar mais os professores!
Aluno de 15 anos agride professora a socos
Essa manchete de hoje expressa uma triste realidade nas escolas e universidades brasileiras, onde o professor está cada vez mais desempoderado. O desrespeito aos docentes cresce cada vez mais. Os professores vivem sob estresse, tensão e depressão, situação que reflete uma total inversão de valores na prática pedagógica brasileira. Nós precisamos mudar isso, precisamos rever, reconstruir, porque se os nossos jovens crescem sem respeito à hierarquia, à disciplina, aos professores, certamente não serão cidadãos que vão respeitar a ordem, as leis, os idosos, as mulheres e as minorias. É hora de darmos um basta nisso! Precisamos valorizar àqueles que realmente têm muito a contribuir com a sociedade! Precisamos valorizar os professores!
Convite - Café com Planejamento - Lei Kandir
Convite:
Café com Planejamento
"Impacto da Lei Kandir na arrecadação do ICMS do estado do Pará no período de 1997 - 2016"
"Impacto da Lei Kandir na arrecadação do ICMS do estado do Pará no período de 1997 - 2016"
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Palestra sobre o câncer de mama
Hoje recebemos na Fapespa algumas integrantes da Associação Amigas do Peito Pará. A presidente da Associação, Patrícia Cítero, apresentou aos servidores a palestra “Câncer de mama: a importância da informação para maridos, mulheres, filhas e sogras”. Foi uma excelente oportunidade para tirar dúvidas e compartilhar dicas sobre prevenção.
II Encontro Regional dos Estudantes de Economia - Norte (ERECO NORTE) e V Encontro de Economia da UFOPA (ENECON)
Atenção, estudantes de Economia!
Está aberto o prazo para submissão de artigos acadêmicos para o II Encontro Regional dos Estudantes de Economia - Norte (ERECO NORTE) e V Encontro de Economia da UFOPA (ENECON). As inscrições seguem até 15 de setembro, e a programação será realizada de 31 de outubro a 4 de novembro, na Universidade de Federal do Oeste do Pará, Campus Tapajós, Santarém.
Termo de cooperação com a União Europeia
Um registro da minha participação, enquanto presidente da Fapespa, juntamente à presidente do Conselho Nacional das Fundações de Pesquisa (Confap), Maria Zaira Turchi, na assinatura do termo de cooperação com a União Europeia para apoio a projetos de pesquisa em torno da temática água.
O projeto, intitulado "International Cooperation for Water", é implementado no âmbito do programa Europeu de apoio à pesquisa e inovação Horizon 2020 e, junto com os parceiros europeus e internacionais, lançará uma chamada conjunta focada na gestão da água em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Registros do #FórumConfapBelém2017
Na última semana, de 16 a 18 de agosto, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) realizou o Fórum Nacional Confap Belém 2017, do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A programação, que celebrou os 10 anos da Fapespa, reuniu presidentes e representante das fundações estaduais de amparo à pesquisa; presidentes e representantes de agência federais de fomento (CNPq, Capes e Finep); representantes de instituições de pesquisa; reitores de universidades; parceiros nacionais e internacionais; diretores da área de CT&I; pesquisadores; além de representantes da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
Durante o evento, a Fapespa também lançou Boletim de Ciência, Tecnologia & Inovação Pará 2017 e anunciou o lançamento, até o final do mês de agosto, de um novo edital de iniciação científica, totalizando R$ 1 milhão, além de quatro editais do Programa InterPará para as regiões do Marajó, Tocantins, Caeté, Capim e Guamá. Os paraenses precisam se apropriar da Fundação para garantir o amparo à pesquisa no Estado. A superação da condição de subdesenvolvimento da Amazônia passa, fundamentalmente, por investimentos em CT&I, por isso a Fapespa deve ser apropriada pela população, que precisa entender a importância do amparo à pesquisa.
Durante essa década, a Fapespa contratou 985 projetos de pesquisa, apoiou 244 eventos e ofertou 6.558 bolsas (total de R$ 80 milhões investidos). Dentre algumas ações recentes, destaco a gestão do Programa Tecnova, as parcerias no polo científico-tecnológico de Salinópolis e no Laboratório da Qualidade do Leite, o apoio técnico-científico ao polo de pesca e aquicultura em Bragança e o convênio com a Santa Casa do Pará. Vale ressaltar que os investimentos na área científica se refletem em novos produtos, novas empresas, verticalização da produção e, consequentemente, em uma economia mais dinâmica.
Foram várias pautas debatidas ao longo do fórum, com destaque para a importância de se investir em ciência, tecnologia e inovação na Amazônia. Além disso, houve uma visita técnica ao Parque Científico e Tecnológico do Guamá, da Universidade Federal do Pará. Neste momento, pudemos mostrar aos nossos visitantes que a comunidade acadêmica do estado do Pará possui expertise e capacidade para produzir conhecimento e inovação em nível mundial, seja para o setor produtivo ou em forma de tecnologias sociais. O que falta é somente mais investimentos da União. Insistimos muito nessa questão ao longo desses dias, a Amazônia não pode ficar apenas numa agradável retórica da União. Enquanto estamos no centro dos interesses internacionais, ainda permanecemos na periferia do interesse estratégico do país. Não é razoável termos 60% do território nacional, 8% da população e do PIB e menos de 1% dos investimentos em C,T&I.
Confira alguns registros desses 3 dias do #FórumConfapBelém2017:
- Solenidade de abertura realizada na quarta-feira, 16, no Palácio dos Despachos - com o lançamento do Boletim de Ciência, Tecnologia & Inovação Pará 2017.
- Mesa redonda "O papel da Ciência e Tecnologia no Desenvolvimento da Amazônia", realizada no dia 17, na Fiepa - Com a apresentação dos dados do Boletim de Ciência, Tecnologia & Inovação Pará 2017.
- Mesa redonda "Relacionamento com Agências Federais e Organismos Internacionais", realizada dia 17, na Fiepa.
- Visita ao Espaço Inovação, do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, na Universidade Federal do Pará, realizada no dia 18.
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