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sábado, 1 de agosto de 2015

Brasil: o país da desigualdade social


Dados recentes da Receita Federal que foram tornados públicos demonstram cabalmente o enorme fosso social que ainda existe na sociedade brasileira, na medida em que menos de 1% dos contribuintes concentram cerca de 30% de toda a riqueza declarada em bens e ativos financeiros.
Chama atenção o dado complementar de que 0,3% dos declarantes de Imposto de Renda no país concentraram, em 2013, 14% da renda total e 21,7% da riqueza, totalizando rendimentos de R$ 298 bilhões e patrimônio de R$ 1,2 trilhão. Isso equivale a uma renda média individual anual de R$ 4,17 milhões e uma riqueza média de R$ 17 milhões por pessoa.
Se adicionarmos a este grupo aqueles com renda mensal acima de 80 salários mínimos, chega-se a 208.158 brasileiros (0,8% dos contribuintes), que respondem sozinhos por 30% da riqueza total declarada à Receita.
A desigualdade social fica também latente quando os dados da Receita Federal explicitam que as camadas mais privilegiadas acabam proporcionalmente pagando menos impostos. Em 2013, do total de rendimentos da faixa que recebe acima de 160 salários mínimo, 35% foram tributados. Na faixa dos que recebem de 3 a 5 salários, por exemplo, mais de 90% da renda foi alvo de pagamento de imposto.
Perpetua-se claramente no país uma inversão tributária na qual sobretaxa-se a produção e o consumo, e muito pouco tributa-se a renda e a riqueza. Desta forma, uma reforma tributária somente será efetiva se conseguir alterar essa assimetria, tornando a tributação sobre o lucro e o patrimônio mais incisiva do que sobre a produção, o consumo e as vendas.
 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Os boêmios cívicos

      O Centro Celso Furtado lança mais um livro da Coleção Pensamento Crítico, em formato digital (e-book), intitulado Os boêmios cívicos. A Assessoria econômico-política de Vargas (1951-54), com organização de Marcos Costa Lima. Os dois primeiros títulos foram: Saúde, Cidadania e Desenvolvimento e Celso Furtado e a Dimensão Cultural do Desenvolvimento. Toda a coleção está disponível, para aquisição, nas versões eletrônica ou impressa, no site da Editora E-papers: www.e-papers.com.br/pensamentocritico

sábado, 13 de abril de 2013

País desenvolvido

Escutei esta no dia de hoje e achei muito boa: "País desenvolvido não é aquele no qual o pobre tem carro, mas no qual o rico usa o transporte público!". Iria mais além, país desenvolvido é aquele que acaba com a pobreza e com a miséria! 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Qualquer projeto de transformação social precisa assentar-se na formação política, na educação e em uma mudança comportamental


Vivemos atualmente no Brasil um período de amadurecimento democrático. Após a abertura política com a natural ânsia por avanços democráticos e sociais, espelhados na Constituição de 1988 – a Constituição Cidadã – vivemos um período de questionamento de nossas instituições políticas com a reivindicação por uma ampla reforma política sendo expressão disto. Contudo, é também expressão de uma sociedade democrática que garante ao cidadão liberdade de expressão.
Não há dúvida de que ainda não alcançamos no Brasil o Estado Democrático de Direito em sua plenitude. Muitos ainda não têm o seu direito a dignidade minimamente respeitados, expressão de uma sociedade que se caracteriza pela extrema desigualdade social e regional. Porém, temos o direito à liberdade de expressão. Lamentavelmente o nosso povo ainda não compreendeu a dimensão desta conquista.
Ao lado da liberdade de expressão está a possibilidade do cidadão exercer o seu controle social sobre as políticas públicas e sobre os políticos. Creio que só existem políticos corruptos e desvios de verbas públicas numa sociedade na qual o cidadão ainda não exerce o seu direito e o seu dever de fiscalizar os seus representantes. É muito fácil fazer transferência da responsabilidade dizendo que todo o político é ladrão. Ou permitindo no processo eleitoral práticas reprováveis de um modelo patrimonialista que perpetuam no poder a plutocracia que se nutre da “captura de renda” da administração pública, movendo-se por meio de lobbies, do financiamento “escuso” de campanhas e da compra de votos. Não tenho dúvida de que a nossa classe política é um mero espelho de grande parte de nossa sociedade. Se queremos realmente mudança na política de nosso país temos que começar mudando a nossa prática no envolvimento com a coisa pública. Neste sentido, não exercer o controle social, por exemplo, é no mínimo negligência.   
Todo cidadão esclarecido sabe da importância da construção de um projeto de sociedade alternativo, mas isto somente pode acontecer com a ampla participação da população no jogo político por meio do controle social. Para mim, a tão propalada radicalização da democracia somente acontecerá no momento em que o cidadão comum começar a participar dos múltiplos fóruns sociais com vistas a exercer o seu controle social sobre a gestão pública. Para alguns, isto parece óbvio, mas para outros, nem tanto!
Hoje tenho clareza de que este é um processo educacional, e como tal de médio e longo prazo. Ademais, não basta somente educar, é preciso formar cidadão, e neste ponto é questão sine qua non a formação política, que apresente ao educando os seus direitos e os seus deveres. Neste desiderato não basta nutrir o educando de conhecimento instruindo ele a reproduzir paradigmas. Ele precisa ter condições de ter a sua própria leitura, compreendendo as contradições sociais, questionando as “verdades aparentes” e construindo paradigmas alternativos. Ou seja, não podemos educar apenas para reproduzir o status quo, mas precisamos educar para, inclusive, questionar o status quo social prevalecente, pensando em mudanças sociais estruturantes. Somente assim o educando se tornará senhor de sua história e agende da construção de uma nova trajetória histórica. Somente assim formaremos verdadeiros educadores e cidadão. Somente assim, mudaremos a cultura prevalecente e construiremos efetivamente um Estado Democrático e de Direito. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rio+20: as críticas

Boaventura de Sousa Santos*

Antes da crise financeira, a Europa foi talvez o continente em que mais se refletiu sobre a gravidade dos prolemas ecológicos que enfrentamos. Toda esta reflexão está hoje posta de lado e parece, ela própria, um luxo insustentável. Disso é prova evidente o modo como foram tratados pela mídia dois acontecimentos das últimas semanas, o Fórum Econômico Mundial de Davos e o Fórum Social Mundial Temático de Porto Alegre.
O primeiro mereceu toda a atenção, apesar de nada de novo se discutir nele: as análises gastas sobre a crise europeia e a mesma insistência em ruminar sobre os sintomas da crise, ocultando as suas verdadeiras causas. O segundo foi totalmente omitido, apesar de nele se terem discutido os problemas que mais decisivamente condicionam o nosso futuro: as mudanças climáticas, o acesso à água, a qualidade e a quantidade dos alimentos disponíveis ante as pragas da fome e da subnutrição, a justiça ambiental, os bens comuns da humanidade. Esta seletividade mediática mostra bem os riscos que corremos quando a opinião pública se reduz à opinião que se publica.
O Fórum de Porto Alegre visou discutir a Rio+20, ou seja, a Conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável que se realiza no próximo mês de Junho no Rio de Janeiro, 20 anos depois da primeira Conferência da ONU sobre o tema, também realizada no Rio, uma conferência pioneira no alertar para os problemas ambientais que enfrentamos e para as novas dimensões da injustiça social que eles acarretam.
Os debates tiveram duas vertentes principais. Por um lado, a análise crítica dos últimos vinte anos e o modo como ela se reflete nos documentos preparatórios da Conferência; por outro, a discussão de propostas que vão ser apresentadas na Cúpula dos Povos, a conferência das organizações da sociedade civil que se realiza paralelamente à conferência intergovernamental da ONU. Nesta crônica centro-me na análise crítica e dedicarei a próxima crônica às propostas.
             As conclusões principais da análise crítica foram as seguintes. Há 20 anos, a ONU teve um papel importante em alertar para os perigos que a vida humana e não humana corre se o mito do crescimento econômico infinito continuar a dominar as políticas econômicas e se o consumismo irresponsável não for controlado; o planeta é finito, os ciclos vitais de reposição dos recursos naturais estão a ser destruídos e a natureza “vingar-se-á” sob a forma de mudanças climáticas que em breve serão irreversíveis e afetarão de modo especial as populações mais pobres, acrescentando assim novas dimensões de injustiça social às muitas que já existem. Os Estados pareceram tomar nota destes alertas e muitas promessas foram feitas, sob a forma de convenções e protocolos. As multinacionais, grandes agentes da degradação ambiental, pareceram ter ficado em guarda. 
        Infelizmente, este momento de reflexão e de esperança em breve se desvaneceu. Os EUA, então principal poluidor e hoje principal poluidor per capita, recusou-se a assumir qualquer compromisso vinculante no sentido de reduzir as emissões que produzem o aquecimento global. Os países menos desenvolvidos reivindicaram o seu direito a poluir enquanto os mais desenvolvidos não assumissem a dívida ecológica por terem poluído tanto há tanto tempo. As multinacionais investiram para influenciar as legislações nacionais e os tratados internacionais no sentido de prosseguir as suas atividades poluidoras sem grandes restrições. 
O resultado está espelhado nos documentos preparados pela ONU para a Conferência Rio+20. Neles recolhem-se informações importantes sobre inovações de cuidado ambiental mas as propostas que fazem — resumidas no conceito de economia verde — são escandalosamente ineficazes e até contraproducentes: convencer os mercados (sempre livres, sem qualquer restrições) sobre as oportunidades de lucro em investirem no meio ambiente, calculando custos ambientais e atribuindo valor de mercado à natureza. Ou seja, não há outro modo de nos relacionarmos entre humanos e com a natureza que não seja o mercado. Uma orgia neoliberal.


*Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

sábado, 21 de janeiro de 2012

CONFERÊNCIA: GOVERNANÇA, TERRITÓRIO E PACTO FEDERATIVO

O economista, professor da UFPA e Conselheiro Federal de Economia, Eduardo Costa, ministrará nesta sexta-feira, dia 27 de janeiro, a conferência “Governança, Território e Pacto Federativo” para os servidores do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM/PA) e da Procuradoria do Ministério Público junto ao TCM (MPJTCM) que participam do Curso de Especialização em Gestão Sustentável de Municípios do Núcleo de Meio-Ambiente da UFPA, que tem por objetivo contribuir para o fortalecimento e configuração de equipes que ajudem as Prefeituras e lideranças nos processos de estruturação de instâncias de gestão responsável e integral do ambiente, da qualidade de vida e dos territórios municipais no Estado do Pará.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Centro Celso Furtado: Bolsas de Estudo - Mestrado e Doutorado 2012

Está aberta a seleção para a concessão de 5 bolsas de auxílio à conclusão da dissertação de mestrado e 1 bolsa de auxílio à conclusão da tese de doutorado para 2012.

Valores
·       Bolsa de Mestrado:  R$ 1.568,40
·       Bolsa de Doutorado:  R$ 2.965,20

Temas
As bolsas se destinam ao apoio de pesquisas que tratem, na perspectiva da Economia ou de outras Ciências Sociais e tendo por referência o Brasil e outros países em desenvolvimento, de um dos temas seguintes:
·       Agricultura, recursos naturais e desenvolvimento;
·       Aspectos políticos e institucionais do desenvolvimento;
·       Desenvolvimento e mudança estrutural;
·       Desenvolvimento local e regional no Nordeste;
·       Desenvolvimento, política industrial e inovações tecnológicas;
·       Emprego, distribuição de renda e pobreza;
·       Financiamento do desenvolvimento;
·       Integração regional e desenvolvimento;
·       O pensamento de Celso Furtado;
·       Restrição externa, crescimento e inflação;
·       Teorias do desenvolvimento

Cronograma
·       Inscrições: de 13 de dezembro de 2011 a 17 de fevereiro de 2012
·       Prazo para análise: de 17 a 27 de fevereiro de 2012
·       Divulgação dos resultados: 29 de fevereiro de 2012
·       Início da concessão da bolsa: 1º de março de 2012

Veja os temas dos projetos, edital e formulárioshttp://www.centrocelsofurtado.org.br/interna.php?ID_S=71#.Txd026XUMfU

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Crônicas sobre Desenvolvimento e Subdesenvolvimento (Parte 1): Algumas notas reflexivas introdutórias

A discussão sobre temas relacionados ao desenvolvimento de uma sociedade vira e mexe entra na pauta quando assuntos relacionados à política, economia, gestão pública e sociologia estão em uma mesa de debates. Para alguns é uma temática distante, coisa de especialistas, de doutores ou de doutos. Para outros, que se dizem pragmáticos, mera utopia. – O mundo é assim mesmo! Exclamam. Alguns expressam o seu romantismo ao afirmarem que somos um país em desenvolvimento, ou emergente, como se fossemos um Leviatã que está emergindo paulatinamente das “profundezas” do subdesenvolvimento. Outros torcem pelo pior, afinal, somente assim a revolução será eminente. Assim, apesar destes se envolverem nas discussões da democracia representativa e até mesmo em seu processo eleitoral, permanecem eternamente a espreita para empunharem no momento certo as armas. Infelizmente, a grande maioria não compreende que a superação da condição de subdesenvolvimento ou de periferia, como prefiro chamar quando o assunto é relacionado a nossa sociedade tropical e diferenciada do sul do Equador,  é uma temática extremamente complexa que requer um determinado nível educacional, uma cultura adequada, visão de futuro, vontade política, planejamento, capacidade de governo, governabilidade, legitimidade e participação popular.   
Por outro lado, não resta duvida de que qualquer discussão que pretenda abordar aspectos relacionados ao desenvolvimento econômico encontra-se no campo de uma ciência social normativa. Não se trata apenas de diagnosticar uma realidade ou de executar um esforço teórico de compreensão de suas principais determinações ou mazelas. Acima de tudo o desenvolvimento econômico é um ramo do conhecimento que procura avaliar o que deveria ser. Deste modo a teoria do desenvolvimento econômico, em que pese se alimentar da ciência social positiva e utilizar-se de seu laboratório experimental, compara a sociedade real com uma realidade ideal. Deste modo, fixa normas de conduta, estabelece julgamentos de valor, relaciona fatos e acontecimentos utilizando-se de princípios de causa e efeito, mas acima de tudo pensa caminhos alternativos para a construção de uma sociedade mais justa.
Falar de desenvolvimento não é algo simples, envolve vários aspectos que estão inter-relacionados, muitas vezes de forma implícita e distante de um olhar destreinado ou desinteressado. Ao mesmo tempo é uma problemática multidimensional, transescalar, articulada e participativa. É multidimensional porque há muito tempo a visão economicista do desenvolvimento foi superada. Sabe-se que o crescimento econômico é uma condição importante para a construção de uma sociedade desenvolvida, porém insuficiente. O desenvolvimento econômico acontece quando a dinâmica econômica transborda para outros conjuntos de determinantes sociais e altera positivamente a qualidade de vida da população, melhorando os seus indicadores sociais e propiciando a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada, quer do ponto de visa social, quer do ponto de vista ambiental. Somado a isto o desenvolvimento pressupõe, e isto entra como elemento tanto de causa como efeito – o famoso efeito “Tostines” –, a existência ou a construção de uma ambiente institucional adequado, capaz de propiciar a determinada sociedade certo nível de capital social, capacidade de governança e autodeterminação, internalizando, portanto, como conseqüência, os principais centros decisórios.
Já se foi o tempo em que o desenvolvimento econômico ou a superação da condição de subdesenvolvimento era apenas de responsabilidade do governo federal. Hoje é uma problemática transescalar que perpassa por um relacionamento federativo entre níveis de governo: união, estados e municípios. Neste sentido a coordenação das ações e a busca por complementaridades passam a ser elementos determinantes da gestão pública contemporânea. Com isto, há otimização de recursos, ações mais eficientes, efetivas e eficazes, e pontencialização dos resultados. 
Ao mesmo tempo em que o desenvolvimento é uma temática transescalar, passa também a requerer uma mudança radical na forma de se programar e implementar políticas públicas, mas para isto torna-se fundamental a articulação intra-escalar das ações e a participação popular no processo. No que se refere à articulação intra-escalar das ações fica para trás a antiga visão setorial que é substituída pela moderna visão territorial da gestão, na qual as ações são pensadas dentro de uma lógica sistêmica de integração de políticas. O paradigma compartimentalizado de se pensar os programas setoriais independentes – “cada um no seu quadrado” – já foi ultrapassado e as complementaridades são buscadas no território, lócus natural de articulação.      
Ao lado disto as modernas teorias do desenvolvimento regional, gestão pública, e do planejamento governamental, tratam a participação popular e o controle social das políticas públicas como elemento central de seu sucesso. A visão de cima para baixo do planejamento na qual o Estado programava e implementava ações e políticas sem um debate democrático com a sociedade está ultrapassada. Hoje as ações de políticas públicas são elaboradas dentro de um ambiente democrático de envolvimento e participação popular. A população precisa ser ouvida, mas acima de tudo envolvida tanto no processo de planejamento, implantação, monitoramento e avaliação das políticas e ações. Ao conseguir envolver a população neste debate, naturalmente o controle social conduzirá a um Estado mais eficiente, efetivo, eficaz, e a corrupção e a má versação dos recursos públicos coibida, constrangida e minorada.
  Em suma, o desenvolvimento econômico é um assunto extremamente complexo que perpassa por uma problemática multidimensional, transescalar, articulada e participativa, e que requer determinado nível educacional e uma cultura adequada, porém isto é tema para a próxima crônica.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CHAMADA PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS II CONFERÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO (CODE) 2011 - Brasília, DF - 23 a 25 de Novembro de 2011

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) convida pesquisadores, professores, estudantes e interessados a apresentar propostas de trabalhos para a sua II Conferência do Desenvolvimento (CODE) – 2011, que se realizará na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), entre 23 e 25 de Novembro de 2011.
Esta conferência tem por objetivo ampliar as oportunidades de participação de pesquisadores das Ciências Humanas em geral num fórum de âmbito nacional, o qual visa debater e problematizar as diversas formulações possíveis para conceitos, trajetórias, atores, instituições e políticas públicas para o desenvolvimento brasileiro.
O Ipea espera estimular o debate contemporâneo com o apoio e presença de especialistas da própria instituição de gestores do governo federal, governos estaduais e municipais; da sociedade civil e dos membros e pesquisadores de variadas associações nacionais de pós-graduação em ciências humanas.
O IPEA estará recebendo, portanto, a partir de 21 de julho de 2011, propostas de artigos os quais deverão ser discutidos em mesas de três (3) apresentações. O prazo limite para o envio das propostas é 18 de setembro de 2011. Os resultados serão divulgados em 18 de outubro de 2011.

Workshop "O Novo Desenvolvimentismo e uma Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento"

O Centro Celso Furtado organiza dias 15 e 16 de agosto o workshop "O Novo Desenvolvimentismo e uma Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento" sob a direção do professor Luis Carlos Bresser-Pereira, na FGV em S. Paulo. Entre os participantes contam-se Arturo Guillén, Carlos Aguiar de Medeiros, Heiner Flassbeck, Leonardo Burlamaqui, Jaime Ros, Thomas Palley, Yoshiaki Nakano, Francisco Eduardo Pires de Souza, Gary Dimski, José Antonio Ocampo, Marco Flávio da Cunha Resende, Ricardo Carneiro, Fernando Nogueira da Costa, Gabriel Palma, José Luis Oreiro, Paulo Gala, Roberto Frenkel. O programa, os papers e demais informações podem ser consultados aqui. Trata-se do primeiro grande evento organizado pelo Centro Celso Furtado na cidade de S.Paulo.
 As comunicações dos palestrantes serão seguidas de debates envolvendo os demais participantes, debatedores e convidados, incluindo economistas das empresas públicas que patrocinam o Centro Celso Furtado. Ao final do evento uma reunião discutirá o programa do Congresso de Desenvolvimento que o Centro organizará em 2012.
 A totalidade do evento será transmitida em direto pela internet nos seguintes links: