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quarta-feira, 31 de março de 2021

ATENÇÃO ALUNOS DO ENSINO MÉDIO: DESAFIO QUERO SER ECONOMISTA

 

Vem aí à edição 2021 do Desafio Quero Ser Economista, um game online realizado pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon). O Desafio Quero ser economista é uma competição sobre conceitos básicos da Ciência Econômica destinado exclusivamente a estudantes de Ensino Médio.

As inscrições ocorrem de 5 de abril a 3 de maio de 2021 pelo site desafioquerosereconomista.org.br. Basta ter acesso à internet para participar do game, que será disputado de 3 a 28 de maio. Além de muito conhecimento, os vencedores ganham prêmios em dinheiro. O primeiro lugar receberá R$ 2 mil; o segundo, R$ 1,5 mil; e o terceiro, R$ 1 mil.

O jogo é disputado em um ambiente online, onde os participantes respondem a enigmas, assistem a vídeos interativos e são desafiados a cumprir missões, tudo de uma forma divertida, simples e dinâmica. Assim, o estudante tem a oportunidade de conhecer melhor as escolas de pensamento econômico, os economistas históricos e diversos conceitos básicos da Economia.

Mais informações em desafioquerosereconomista.org.br, no Facebook em @querosereconomista e no Instagram no perfil @querosereconomista_

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O COFECON e a Amazônia


Verdade seja dita. Uma simples visita ao site oficial do Conselho Federal de Economia (COFECON) demonstra que a Região Amazônica nunca esteve tão prestigiada pela entidade. Isto é resultado de intenso trabalho dos Conselhos Regionais de Economia da Amazônia, dos Conselheiros Federais da Região e do Plenário do COFECON que está dando a devida atenção para a região. Parabéns ao Presidente Paulo Dantas pela forma como está conduzindo a entidade.

Sitio eletrônico do COFECON: http://www.cofecon.org.br/

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nota do Cofecon - Zona Franca de Manaus


O plenário do Conselho Federal de Economia (COFECON) manifesta-se favoravelmente à prorrogação dos incentivos federais concedidos ao Polo Industrial de Manaus (PIM) / Zona Franca de Manaus para até o ano de 2073, conforme a PEC 506/10 tramitando no Congresso Nacional.
O PIM tem representado uma efetiva oportunidade de desenvolvimento econômico e social, não somente para o Estado do Amazonas, mas para todo o Brasil. São mais de 124 mil empregos diretos gerados; investimentos da ordem de US$ 31,2 bilhões nos últimos três anos; e, por meio da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), uma significativa participação no processo de desenvolvimento dos estados da Amazônia Ocidental, sua área de atuação.
Ademais, tem concorrido de forma extraordinária para a preservação e conservação do bioma amazônico ao inibir, indiretamente, atividades agropecuárias que implicam no desmatamento. A continuidade do PIM/ZFM resultará na manutenção da preservação de sua floresta, hoje de 97% no estado do Amazonas, o que é do interesse de toda a Nação Brasileira.
As atividades do PIM/ZFM não estão atreladas à exploração de madeira, pastos ou mesmo agricultura, mas a um parque Fabril que gera 124 mil empregos diretos e, considerando a logística em território nacional (como transporte de cabotagem, caminhões, balsas e aviões; armazenagem e desembaraços) e ainda serviços e comércio, o número de empregos indiretos ultrapassa os 400 mil. Além disso, contribui substancialmente para arrecadação tributária (cerca de 50 bilhões de dólares nos últimos 10 anos).
É sabido ainda que em todos os estados do Brasil há diversas empresas que fabricam insumos para o PIM/ZFM e outras empresas que vendem produtos nela produzidos. Igualmente, os impostos gerados têm possibilitado a execução de investimentos em escolas, hospitais, transporte e demais serviços públicos.
Em suma, a Zona Franca de Manaus não é apenas do Amazonas e tampouco da Amazônia Ocidental, mas do Brasil e de todos os Brasileiros. Desta forma, o Conselho Federal de Economia vem se posicionar favoravelmente e afirmar que é de fundamental importância a prorrogação do modelo da Zona Franca de Manaus.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Definido tema do próximo Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia

         O COFECON e o CORECON-GO definiram a data de realizarão do próximo Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia XXIV - SINCE, conforme consta da Consolidação da Legislação da Profissão do Economista. O XXIV SINCE será realizado de 3 a 5 de setembro de 2014, em Goiânia-GO, com o seguinte tema: “Por um projeto de nação: política econômica, pacto federativo e desenvolvimento regional”, tendo como subtemas: G1 - Formação, aperfeiçoamento profissional e mercado de trabalho do economista; G2 - Aperfeiçoamento do Sistema COFECON/CORECONs; G3 - Estrutura e conjuntura econômica, política e social do Brasil.

Corecon-Pa convida economistas para audiência pública


Evento debaterá proposta de carreira de Estado para profissionais da área

O Conselho Regional de Economia do Pará convida todos os economistas do Estado para participar da Audiência Pública que debaterá a proposta de criação de Carreira de Estado em nível federal para os profissionais da área. 
Agendada para o dia 07 de março, às 16h, na sede do Corecon-PA, o evento já tem presença confirmada do Presidente da autarquia federal Rosivaldo Batista, do Conselheiro Nélio Bordalo, do Conselheiro Federal do Cofecon Eduardo Costa e do Deputado Federal Claudio Puty.
A Audiência Pública foi um pedido dos economistas servidores da Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia e é o primeiro passo para assegurar condições de carreira e remuneração adequada aos profissionais que atuam nas três esferas do serviço público: municipal, estadual e federal.

 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Comissão do COFECON debate Projeto de Lei atualiza a profissão de Economista com Presidente do Senado Federal


Uma comissão de economistas composta pelo presidente do Cofecon, Paulo Dantas da Costa, realizou na última quinta-feira dia 20 de fevereiro uma visita ao presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros. Dantas esteve acompanhado pelos conselheiros federais Luiz Alberto Machado e Róridan Duarte, pelo presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Manuel Enríquez García, e pelo assessor parlamentar Eugênio Fraga. Na pauta da visita estava o Projeto de Lei do Senado 658/07.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Nota Oficial do Cofecon - Reforma Tributária


Após debate sobre os Impasses da Reforma Tributária no Brasil, realizado durante a Sessão Plenária deste 31 de janeiro de 2014, o Conselho Federal de Economia (Cofecon) torna público o seu posicionamento institucional pela necessidade iminente do Brasil avançar com celeridade nesta discussão. Institucionalmente defendemos que este processo colabore para o fortalecimento do pacto federativo, combata a injustiça tributária no país, resolva o problema da Guerra Fiscal, avance na discussão do Supersimples e estabeleça mecanismos de tributação progressiva. Com isto, defendemos o alívio da enorme incidência de tributos arcados pelos pobres. 

Paulo Dantas da Costa
Presidente do Cofecon

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

SOLENIDADE DE POSSE DA PRESIDÊNCIA DO COFECON


O Conselho Federal de Economia realizará no dia 30 de janeiro, às 20 horas, a solenidade de posse da sua nova presidência e dos conselheiros federais. O evento será realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília. Após a solenidade, será servido um coquetel.
A nova presidência do Cofecon, com mandato durante o ano de 2014, é composta pelos economistas Paulo Dantas da Costa (presidente) e Wellington Leonardo da Silva (vice-presidente). Os novos conselheiros federais, com mandato de três anos (2014-2016), também serão empossados. São eles: Celina Martins Ramalho, João Manoel Gonçalves Barbosa, Júlio Flávio Gameiro Miragaya, Luiz Alberto de Souza Aranha Machado, Nelson Pamplona da Rosa e Odisnei Antonio Bega (efetivos); José Antonio Lutterbach Soares, Marcelo Martinovich dos Santos, Mônica Beraldo Fabrício da Silva, Paulo Brasil Corrêa de Mello, Paulo Salvatore Ponzini e Valery Maineri König.

A presidência
 
Paulo Dantas da Costa graduou-se em Ciências Econômicas (1976) pela Faculdade Católica de Ciências Econômicas da Bahia. Tem também especialização em Direito Tributário e Administração Financeira Governamental. Trabalhou no Banespa antes de sua graduação, ali permanecendo até 1978. Foi Auditor Fiscal da Secretária da Fazenda do Estado da Bahia até junho de 1994, tendo ocupado cargos de direção - o mais importante deles foi o de Coordenador de Programação Financeira. Desde então tem atuado como consultor. Dantas foi vice-presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia em 2002 e 2003 e presidente em 2008 e 2009. Ele será o primeiro representante do Corecon-BA a presidir o Conselho Federal de Economia.
Wellington Leonardo da Silva é formado pela Universidade Gama Filho. Atua como consultor em Planejamento Estratégico Situacional e é Secretário Executivo do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro. Trabalhou no setor privado de 1977 a 1990, na área de comércio internacional, em indústrias do ramo têxtil, maquinaria pesada e química fina. Lecionou nas Faculdades Veiga de Almeida e Gama Filho, nesta última até 1992. Foi Assessor do Sindicato dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro, da AFBNDES-Associação dos Funcionários do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social e Assessor Parlamentar da ex-Deputada Federal Ana Júlia Carepa.

Serviço

Posse da presidência do Cofecon
Onde: Sede da CNI (Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco C, edifício Roberto Simonsen)
Quando: 30 de janeiro de 2014, às 20:00 horas
Mais informações: Manoel Castanho (61) 9674-3778

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Comissão Eleitoral do Cofecon encaminha eleições extraordinárias


Aconteceu nesta segunda, 13, na sede do Conselho Regional de Economia do Pará, a reunião da comissão eleitoral da eleição extraordinária presidida pelo Conselheiro Federal Róridan Penido Duarte e pelo membro efetivo Carlos Roberto de Castro. Estiveram presentes na reunião o conselheiro do Corecon-PA, Nélio Bordalo e a representante da Chapa 1 +Valor, Lady Francis. A reunião tinha como pauta a homologação de registro de chapas, procedimentos eleitorais e divulgação do pleito eleitoral.
Durante a reunião foi entregue ao presidente da comissão eleitoral, Róridan Duarte, documentos referentes ao requerimento de registro de chapas, posteriormente, a comissão eleitoral fez análise dos mesmos e proclamou o deferimento da chapa 1. Ao longo do período de inscrições das chapas foi registrada apenas uma chapa para concorrer as eleições.
Em relação ao procedimento eleitoral ficou estabelecido pelo Conselho Federal que o mesmo será realizado exclusivamente por correspondência e a apuração realizada no dia 26 de fevereiro deste ano, na sede do Cofecon, em Brasília. A chapa concorrente deve indicar até o dia 29 de janeiro, fiscais, titular e suplente, não candidatos, em condições de regularidade com o Corecon-PA, para participar do processo de apuração, sendo que as despesas de viagem ficam a cargo do Cofecon.
A divulgação do pleito eleitoral será feita no site do Conselho Regional de Economia do Pará, com informações referentes à Chapa 1 e seus componentes . A Chapa 1 tem até 48 horas, após término da reunião, para enviar informações ao Conselho para divulgação. No decorrer da reunião ficou estabelecido que o Conselho tem até o dia 20 de janeiro de 2014 para entregar etiquetas  dos economistas aptos a votar até a data de 13 de dezembro de 2013.
A Chapa 1 é compostas pelos seguintes candidatos para conselheiros efetivos:  Armando Lírio, Rinaldo Ribeiro Moraes e Raul Paulo Sarmento e para conselheiros suplentes: José de Lima Pereira, José do Egypto e Lady Francis Rodrigues.
 
Fonte: ASCOM, CORECON-PA.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Luiz Alberto Machado – da renúncia pessoal ao fortalecimento institucional


Há exemplos que precisam ser destacados, principalmente quando se tratam de atos de renuncia pessoal que fortalecem as instituições. Isto aconteceu na eleição do Conselho Federal de Economia (COFECON) quando o Conselheiro Luiz Alberto Machado (SP) abriu mão de sua legítima candidatura em favor da unidade do sistema. Luiz Alberto Machado – que exerceu a vice-pesidência do COFECON, e foi presidente em exercício, em função do afastamento do presidente em decorrência de problemas de saúde – deixou um legado, o de que o COFECON está acima de interesses pessoais, e de que a liderança é um ato de conquista meritocrática. Assim, mesmo não tendo concorrido, Machado ratificou a sua liderança ante a Plenária do COFECON e ante a categoria dos economistas brasileiros.
Tinha total mérito e condições de ser Presidente do COFECON, mas abdicou em favor da categoria. Que este exemplo prolifere, principalmente junto daqueles que fazem de tudo em favor de cargos e holofotes. É o exemplo de que não precisa estar em evidência para ajudar na construção do que é coletivo, em contraponto ao exemplo daqueles que fazem de tudo para aparelhar as entidades e direcionam os mandatos para o atendimento de fins privados.
Obrigado Machado, pela amizade conquistada e pelo exemplo deixado.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Nova Eleição para o CORECON-PA


A Plenária do Conselho Federal de Economia (COFECON) acabou de deliberar que em decorrência do cancelamento do processo eleitoral para o Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA), em função da greve da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafo, haverá nova eleição por meio de Processo Eleitoral Extraordinário coordenado pelo (COFECON). Assim, haverá novo edital, inscrição de chapas, e voto somente por correspondência, com a apuração acontecendo em Brasília em data a ser definida pela nova Comissão Eleitoral.

COFECON: Debate sobre conjuntura econômica


Participei hoje pela manhã do debate sobre conjuntura econômica “Perspectiva Econômica do País para 2014”, tendo como expositor o prof. Dr. Antônio Correa de Lacerda. O debate ocorreu na abertura da 655ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Economia (COFECON). Do exposto, pelo palestrante, e discutido na plenária, destaco:
1.    A mídia é constantemente bombardeada com aquilo que é melhor para os rentistas e não para o país, por meio de análises que pecam pela não imparcialidade. Em geral são operadores do mercado financeiro que têm acesso privilegiado a mídia, que não possui os filtros necessários para processarem o que está sendo comunicado;
2.    O debate está muito concentrado na esfera financeira. Muito pouco se discute sobre a economia real, ou questões estratégicas de médio e longo prazo;
3.    A taxa de inflação do Brasil está, nos últimos anos, próxima da média dos países emergentes;
4.    O cenário econômico mundial é de baixo crescimento, taxas de juros baixas e inflação persistente. Neste cenário as “guerras” cambiais e comerciais permanecem como estratégia de muitos países;
5.    A expansão do consumo não se rebate necessariamente no aumento do PIB. Este último é impactado pelo aumento do volume de valor agregado na economia. Isto posto, a capacidade de manipular os níveis de consumo no país para estimular o crescimento da economia é limitado no contexto econômico atual;
6.    O Brasil se tornou uma economia do consumo, contudo, suprida em grande parte, pelas importações. Assim, há um vazamento de renda e a geração de empregos industriais noutros países em detrimento da economia nacional. Este debate está diretamente ligado com a discussão da desindustrialização;
7.    Parte da questão da desindustrialização no Brasil é explicada pela perda de competitividade da indústria nacional frente à indústria mundial. O esgotamento da economia brasileira é explicado por três fatores: o aumento do endividamento das famílias (fato que limita o consumo), a carência de investimentos privados e o desequilíbrio nas transações correntes;
8.    Em 2014 o cenário econômico aponta para um conjunto de fatores adversos: desvalorização do real, aumento dos custos industriais, pressão inflacionária e perspectiva de baixo crescimento econômico;
9.    Há inevitavelmente um erro de adaptação das estratégias econômicas ante ao cenário externo posto. Há um erro de dosagem e de time na condução da política macroeconômica;
10. Recentemente houve uma tendência de diminuição da taxa de juros real. Neste contexto, o setor produtivo, paradoxalmente, apresentou-se, em grande parte, como cético em relação a tendência de queda da taxa de juros. Isto, em parte, é explicado pela cultura do “rentismo” e da arbitragem que se implantou no país;
11. Nada atualmente justifica o atual patamar da taxa de juros básica da economia. Esta alta taxa de juros impõem um custo elevado para as finanças públicas na medida em que, apesar do superávit primário, há um déficit nominal recorrente. Portanto, há um esforço social para pagamento de juros e amortizações da dívida pública no país.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Perspectivas Econômicas do País para 2014


Além da eleição para Presidente e Vice, a 655ª Sessão Plenária do COFECON contará com o debate “Perspectivas Econômicas do País para 2014” tendo como economista convidado Antônio Correa de Lacerda. O debate acontecerá na abertura da Sessão nesta sexta-feira, dia 13 de dezembro, pela manhã.

Eleição COFECON


 
Acontecerá por ocasião da 655ª Sessão Plenária do Conselho Federal de Economia (COFECON), na manhã de sábado, a eleição para a Presidência e Vice da entidade. Até o momento duas chapas estão trabalhando nos bastidores, a primeira encabeçada pelo atual vice-presidente, Luiz Alberto Machado (SP), tendo como vice o Conselheiro Julio Paschoal (GO), e a segunda encabeçada pelo Conselheiro Paulo Dantas da Costa (BA), tendo como vice o Conselheiro Wellington Leonardo da Silva (RJ).  Não resta dúvida que a próxima gestão terá como principal desafio a atualização da legislação que regulamento o exercício da profissão de economista no Brasil. Independente de quem vença, que seja este o espírito da próxima gestão.  
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

PLS 658/07 aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou nesta terça-feira (03) o parecer do senador João Vicente Claudino (PTB/PI) relativo ao Projeto de Lei do Senado 658/07, que atualiza a legislação profissional do Economista. O projeto seguirá para exame da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
O projeto define quais são as atividades privativas dos economistas, bem como aquelas que podem ser exercidas também por outros profissionais. Prevê também a possibilidade de certificação de profissionais para o exercício de atividades técnicas específicas, de modo a criar um credenciamento institucional. Determina ainda que todo trabalho técnico ou serviço prestado por economista fica sujeito à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao respectivo Conselho Regional de Economia.
"Entendo esta aprovação como um significativo avanço no que diz respeito a este projeto", comemora o conselheiro federal Paulo Dantas da Costa, coordenador da Comissão de Normas, Legislação e Fiscalização. "Mas devemos considerar que ainda há muito mais a avançar até a conclusão desta matéria".
Antes de passar pela CAE, o projeto foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). As alterações ali aprovadas foram acolhidas no substitutivo apresentado pelo senador Claudino.

Fonte: Manoel Castanho - COFECON

terça-feira, 19 de novembro de 2013

SENADO: COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS DISCUTE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO


A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) realizou nesta segunda-feira (11) uma audiência pública com o tema “O Sistema da Dívida nos Estados e Municípios”. Vários aspectos do endividamento público foram discutidos, bem como apresentados alguns casos específicos por convidados de várias partes do Brasil. Houve ainda um palestrante internacional: o belga Eric Toussaint, PhD em Ciência Política pela Universidade de Liège.
Ao abrir os trabalhos, o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) ressaltou que a dívida debatida na audiência é financeira, mas para ele “a maior dívida dos estados e municípios é o analfabetismo”.
A primeira debatedora foi Maria Lúcia Fattorelli. A contadora afirmou que vê um sistema que utiliza um instrumento que deveria aportar recursos – o endividamento público – como um sistema que termina por subtraí-los. “O principal aspecto desta dívida é a ausência de contrapartidas”, afirmou. “Queremos saber que dívida é esta, quem a contraiu, quanto nós já pagamos e quanto ainda devemos”.
Amauri Perusso, presidente da Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil, afirmou que há mais de uma década o Congresso Nacional não julga as contas da União. Perusso questionou que serviços públicos deixarão de ser prestados para realizar o pagamento da dívida pública. “A crise fiscal federal já está presente. No leilão de Libra foi exigido um bônus de R$ 15 bilhões”, argumentou.
Eric Toussaint cumprimentou o povo brasileiro pelas manifestações de junho. Ao falar sobre prejuízos após a realização de grandes eventos, afirmou: “É a primeira vez que um povo se pergunta um ano antes de um grande evento acerca da utilização do dinheiro público”.
Toussaint criticou o plano de resgate da Grécia dizendo que a solução para a dívida foi... mais dívidas. “A relação dívida/PIB antes do resgate era de 110%; hoje é de 175%”. Citou também o caso da Islândia com a falência do banco Icesave: contribuintes britânicos e holandeses perderam dinheiro e foram reembolsados por seus respectivos países. Eles passaram a cobrar da Islândia esta dívida e a população do país, em dois referendos, negou que o Estado devesse pagá-la. O caso foi para os tribunais europeus e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) julgou a causa a favor do país nórdico.
A economista Eulália Alvarenga, ex-conselheira do Corecon-MG, falou sobre a dívida de Minas Gerais, citando operações realizadas no governo de Eduardo Azeredo e as renegociações realizadas por Itamar Franco. “Existe um erro de R$ 2,1 bilhões de reais no cálculo dos juros”, afirma Eulália. “E o Tribunal de Contas de Minas Gerais não audita a dívida, apenas analisa”.
Carmen Bressane, auditora da Receita Federal, falou sobre o caso paulistano. “Há dívidas que não foram contraídas pelos paulistanos e são frutos de ilegalidades”, afirmou Bressane, falando sobre a realização de operações fraudulentas durante a gestão de Paulo Maluf (1993-1996) e contextualizando a questão dos títulos públicos como instrumento para contrair dívida. “A CPI dos Precatórios descobriu que havia ilegalidades na comercialização dos títulos públicos”. Ao falar sobre a dívida total do município, acrescentou: “São Paulo tinha uma dívida de R$ 11 bilhões, já pagou R$ 24 bilhões e ainda deve R$ 56 bilhões. Por que é que se empresta dinheiro público a empresas privadas, como as de Eike Batista, usando a Taxa de Juros de Longo Prazo, e se usa uma taxa tão alta para com entes federados?”, questionou.
Lirando de Azevedo Jacundá representou a Federação de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais e citou um caso da sua cidade: “O município estava construindo uma represa para perenizar um rio; foram descobertas irregularidades e, depois de 60% da obra, em vez de colocar os corruptos na cadeia, a população é que foi penalizada”. Ele levou quatro propostas da Federação: o recálculo dos planos de amortização, a proibição de cobrança de juros, a desindexação da dívida ou a utilização do IPCA e o equilíbrio econômico-financeiro. 
Waldery Rodrigues Junior, doutor em Economia pela UnB e servidor do IPEA, afirmou que é difícil pensar numa combinação tão bonita de palavras como auditar e prover cidadania. Ele falou sobre a necessidade de uma auditoria dizendo que a dívida líquida está sob controle, mas a dívida bruta não. Também destacou alguns cuidados a serem tomados no processo. “Por trás de uma boa intenção há uma casca de banana”, afirmou Waldery. “É preciso renegociar, porque hoje 17 estados não conseguem pagar o piso salarial aos professores. Mas há que ter cuidado, porque hoje muitos dos beneficiários são pequenos investidores”.
Entre as manifestações dos senadores presentes, Eduardo Suplicy (PT/SP) destacou que o assunto é complicado até mesmo para economistas. Pediu que as entidades representadas enviem suas sugestões quanto às emendas ao Projeto de Lei Complementar 238/2013, que altera a indexação das dívidas dos estados. E, dirigindo-se a Eulália Alvarenga, perguntou com bom humor o motivo de não ter sido citado “um colega nosso aqui no Senado que foi governador de Minas”, referindo-se a Aécio Neves.
Já o senador Luiz Henrique (PMDB/SC) afirmou que a audiência foi bastante enriquecedora. “Artaxerxes II criou as satrapias. Foi um avanço por ser uma descentralização, mas os sátrapas não tinham autonomia”, afirmou. “A mão de Artaxerxes está presente em nosso país em mecanismos como a Lei Kandir ou os impostos não compartilhados, as chamadas contribuições. Hoje a União detém dois terços de tudo o que é arrecadado em impostos”.  

Seminário

 Nos dias 12 e 13, em Brasília, estes e outros debatedores brasileiros e estrangeiros participarão do seminário “O Sistema da Dívida na Conjuntura Nacional e Internacional”. O evento será realizado no auditório da reitoria da Universidade de Brasília.
O Conselho Federal de Economia estará representado pelo conselheiro Roberto Piscitelli. Ele será o relator da Mesa 1, que acontecerá na manhã do dia 11 e tem como tema “O Sistema da Dívida na Conjuntura Nacional e a importância da ferramenta da Auditoria Cidadã”.
Na tarde do mesmo dia a Mesa 2 terá como tema “O Sistema da Dívida na Conjuntura Internacional” e contará com a presença de Eric Toussaint (Bélgica), Henry Morales (Guatemala), Julio Gambina (Argentina), William Gaviria (Colômbia), José Ignacio Acuña (Venezuela), Julie Duchatel (Suíça) e Mikel Noval (Espanha).
 
Fonte: http://www.cofecon.org.br/destaques/204-slideshow-principal/2810-senado-comissao-de-assuntos-economicos-discute-endividamento-publico

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Três economistas norte-americanos dividem Prêmio Nobel de Economia 2013


O Prêmio Nobel de Economia de 2013 será dividido por três economistas norte-americanos. Eugene F. Fama e Lars Peter Hansen, ambos da Universidade de Chicago, e Robert J. Shiller, da Universidade de Yale, foram escolhidos por suas análises empíricas dos preços de ativos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (14) pela Real Academia Sueca de Ciências.
Eugene F. Fama nasceu em 1939 em Boston, Massachusetts. É Ph.D. (1964) pela Universidade de Chicago, onde atua como professor de Finanças.
Lars Peter Hansen nasceu em 1952 e tornou-se Ph.D. (1978) pela Universidade de Minnesota. É professor de Economia e Estatística na Universidade de Chicago.
Robert J. Shiller nasceu em 1946 em Detroit. Tornou-se Ph.D. em 1972 pelo Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), em Boston. É professor de Economia na Universidade de Yale.
Os três dividirão um prêmio de oito milhões de coroas suecas - o que, em cotações de 1º de outubro, corresponde a um total de R$ 2.781.600,00, ou R$ 927.200,00 para cada um.
 


Comunicado

"Não há maneira de prever o preço de ações e títulos nos próximos dias ou semanas. Mas é possível antever o curso dos preços por longos períodos, como os próximos três ou cinco anos. Estas descobertas, que podem ser ao mesmo tempo surpreendentes e contraditórias, foram feitas e analisadas pelos premiados deste ano", afirmou a Real Academia Sueca de Ciências em comunicado divulgado à imprensa.
Em seguida, o comunicado fala sobre o legado de cada um dos ganhadores do Prêmio Nobel 2013. "Começando nos anos 60, Eugene Fama e vários colaboradores demonstraram que estes preços eram difíceis de prever no curto prazo e que novas informações são muito rapidamente incorporadas aos preços. Estas descobertas não apenas tiveram um profundo impacto nas pesquisas subsequentes como também mudaram a prática de mercado".
Em seguida o destaque vem para os estudos de Robert Shiller. "Se os preços são quase impossíveis de prever no curto prazo, não deveria ser mais difícil prevê-los ao longo de vários anos? A resposta é não, como Robert Shiller descobriu no início dos anos 80. Ele verificou que os preços das ações flutuam muito mais do que os dividendos das empresas e que as taxas dos dividendos tendem a cair quando eles são altos e tendem a subir quando eles são baixos. Este padrão se mantém não só para ações, mas também para títulos e outros ativos".
O comunicado apresenta em seguida o legado de Lars Peter Hansen. "Uma abordagem interpreta estes achados em termos de resposta por parte de investidores racionais para a incerteza nos preços. Grandes retornos no futuro são vistos como compensação pela manutenção de ativos em tempos de um risco incomum. Lars Peter Hansen desenvolveu um método estatístico que foi particularmente adequado para testar teorias racionais de precificação de ativos. Usando este método, Hansen e outros pesquisadores descobriram que modificações nestas teorias precisariam percorrer um longo caminho para explicar os preços de ativos.
Por fim, o comunicado justifica a escolha dos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia de 2013. "Os premiados estabeleceram os alicerces do entendimento atual sobre preços de ativos. Ela se baseia em parte nas flutuações durante o risco e nas atitudes de risco e em parte nas tendências comportamentais e fricções do mercado".
 

O Prêmio Nobel

O Prêmio Nobel foi criado em 27 de novembro 1895, no testamento de Alfred Nobel, cientista sueco que ficou muito rico com a invenção da dinamite. As áreas premiadas eram: Física, Química, Medicina ou Fisiologia, Literatura e Paz. Os prêmios começaram a ser entregues em 1901.
Em respeito ao testamento de Alfred Nobel, nenhuma outra área de atuação é acrescentada nas premiações. A única exceção foi a Economia. Isso porque em 1968 o Sverige Riksbank (Banco Central da Suécia), comemorando seu tricentenário, instituiu o "Prêmio Sverige Riksbank de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", patrocinado pelo próprio banco. Por esta diferença, ele não leva o nome de "Prêmio Nobel" em sua nomenclatura oficial, mas é anunciado e entregue juntamente com os outros Prêmios Nobel (embora não na mesma semana), além de ter o ganhador escolhido pela Real Academia Sueca de Ciências.
O primeiro Prêmio Nobel de Economia foi entregue em 1969 para o norueguês Ragnar Frisch e para o holandês Jan Tinbergen. Nesta área, a maioria dos premiados são norte-americanos (alguns deles naturalizados). Outra curiosidade: o mais velho ganhador de um Prêmio Nobel foi o economista Leonid Hurwicz (nascido na Rússia, naturalizado norte-americano), aos 90 anos, em 2007, enquanto o mais jovem foi o novaiorquino Kenneth J. Arrow, aos 51 anos, em 1972. E apenas uma vez uma mulher ganhou o Nobel de Economia: foi Elinor Ostrom, em 2009, falecida menos de três anos depois.
Além disso, há uma tendência recente de divisão do Nobel de Economia: desde 2000, houve apenas dois prêmios individuais: Edmund Phelps, em 2006, e Paul Krugman, em 2008. Nos outros anos deste período os prêmios foram divididos entre dois ou mais ganhadores. Esta tendência fez com que, em 2013, o número de prêmios divididos superasse o de prêmios individuais: 23 a 22.

Elaboração: Manoel Castanho (COFECON).

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Conselheiro realizará palestra em simpósio na Câmara


O conselheiro federal Eduardo José Monteiro da Costa foi convidado pela Câmara dos Deputados para ser palestrante no Simpósio de Desenvolvimento Regional. O evento é organizado pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), da Câmara, em parceria com o Ministério da Integração Nacional e a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, do Senado.
O objetivo do evento é promover amplo debate sobre o desenvolvimento das regiões brasileiras, com foco no desenvolvimento regional, abrangendo importantes temas em palestras ministradas por representantes do Governo Federal, da sociedade civil e da classe acadêmica, que estarão reunidos para dialogar com a sociedade sobre a Política Nacional de Desenvolvimento Regional, seus desafios e alternativas.
Nesse mesmo evento ocorrerá o lançamento do livro “Pauta de Desenvolvimento para o Brasil na Visão da CINDRA”. A obra tem a finalidade de propor novas experiências e alternativas de fomento para o País e é resultado da contribuição de diversos atores indispensáveis ao desenvolvimento nacional e à integração das regiões brasileiras, entre os quais se destacam o Ministério da Integração Nacional, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Tribunal de Contas da União (TCU) e Consultores Legislativos da Câmara dos Deputados.
A fala de Eduardo Costa se dará numa mesa de trabalho com o tema "Desafios e Alternativas para o Desenvolvimento Regional. O Simpósio será realizado no dia 16 de outubro, das 08:30 às 14:00, no plenário 15 do Anexo II da Câmara dos Deputados.

Escrito por Manoel Castanho - Jornalista do Cofecon
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

CBE: Economistas aprovam Carta de Manaus


Durante a plenária de encerramento do XX Congresso Brasileiro de Economia, foi aprovada por unanimidade a Carta de Manaus. Entre as recomendações expressas no documento estão a necessidade de criar métodos para mensurar os ativos naturais, o estímulo à utilização de insumos renováveis, a necessidade de encontrar modos de produção mais sustentáveis para setores da economia que geram riqueza mas têm grande impacto no meio ambiente e a necessidade de reduzir as desigualdades regionais. Leia nesta nota a íntegra do documento.

 

Carta de Manaus – 2013
 
Com o tema “Economia verde, desenvolvimento e mudanças econômicas globais”, o evento reuniu, em Manaus-Amazonas, de 04 a 06 de setembro de 2013, em torno de 1.200 economistas, estudantes de economia, pesquisadores, conselheiros do COFECON, presidentes e representantes dos CORECONs, bem como grandes nomes nacionais e internacionais da temática econômica, oportunidade em que foram discutidas formas de medir a sustentabilidade da economia, a reestruturação produtiva global motivada por condicionantes ambientais, as transformações em curso no ambiente das empresas buscando processos fabris mais sustentáveis, as mudanças econômicas promovidas pelas crises e rearranjos das lógicas nos negócios internacionais, os rumos do desenvolvimento do Brasil, com ênfase nas desigualdades regionais e o panorama do empreendedorismo no Brasil e das dinâmicas da economia criativa como frentes de vanguarda da realidade econômica brasileira.

Uma agenda extensa, relevante e contemporânea, discutida por 28 palestrantes ilustres, pelos autores de 66 trabalhos científicos e por congressistas vindos de todo o Brasil, ávidos e participantes, que não se afastaram das sessões até suas finalizações.

Na percepção geral, colhida das manifestações espontâneas, o evento ultrapassou as expectativas e colocou, com seu êxito, novos patamares para serem tomados em conta nos próximos CBEs.

Entre os aspectos relevantes que se tornaram evidentes nas discussões, sobretudo nos painéis temáticos, destacam-se:

1- A necessidade de se ter métodos e métricas adequadas para medir o peso material da economia sobre o ambiente, bem como, para mensurar os ativos naturais e suas depreciações;

2- A urgência em se ter políticas que estimulem dinâmicas econômicas fundamentadas em insumos renováveis e que estejam em consonância com as iniciativas de grande escala apoiadas ou conduzidas pelas agências multilaterais;

3- A imperiosidade das empresas tomarem em conta, como oportunidade estratégica, as demandas por produtos e processos mais sustentáveis continuamente reiterados pela sociedade, formada, cada vez mais, por consumidores conscientes e articulados;

4- A demanda por atenção para setores potenciais geradores de riqueza mas também de efeitos nocivos para o ambiente, como soem ser o mineral e o energético, a fim de que a sociedade continue a contar com suas possibilidades produtivas, devidamente fundamentadas em modos de produção mais sustentáveis;

5- A necessidade das autoridades públicas brasileiras terem em conta as grandes oportunidades que a economia nacional experimenta, com cenários oportunos para tornar-se desenvolvida e mais justa, porém permeadas de obstáculos como aqueles advindos da insuficiente infra-estrutura, da carência educacional em níveis qualificados, da complexidade jurídica para advento e manutenção de empreendimentos privados, do continuo desgaste das representações políticas e outros;

6- A urgência de políticas públicas capazes de diminuir as grandes desigualdades entre as regiões, tendo em vista a necessidade de melhorar as condições de vida dos habitantes das mais carentes, como Norte e Nordeste. Nesse sentido, torna-se imperioso fortalecer e aperfeiçoar as dinâmicas econômicas centrais dos estados dessas regiões, como o Polo Industrial de Manaus, o qual, ademais, tem destacado papel na conservação ambiental na Amazônia Ocidental;

7- A relevância de se fortalecer e ampliar o papel estratégico do empreendedorismo de todas as formas, especialmente, aquelas focadas em negócios ambientais e tecnológicos, bem como, os que decorrem da chamada economia criativa.

Tais questões, distantes de representarem retórica subjetiva de finais de congresso, expressam demandas que requerem consideração em qualquer formulação de rumos estratégicos para o desenvolvimento econômico de base mais sustentável, há muito reclamado pela sociedade brasileira.

Por fim, resta destacar, que a escolha de Manaus para sediar o XX CBE 2013, uma cidade que exubera em seus arredores a mais lídima expressão da Amazônia, expressou bem o tema central do evento. Nessa cidade, às margens do portentoso Rio Negro, os congressistas puderam perceber o quanto é urgente encontrarmos caminhos capazes de aportar riqueza para as nações, qualidade de vida para as pessoas, sem entretanto, dilapidarmos o capital natural do planeta ou destruirmos os santuários da vida da nossa casa comum.

 

Manaus, 06 de setembro de 2013.

Sessão Plenária do XX Congresso Brasileiro de Economia 2013.

 

Escrito por Manoel Castanho