Outras duas candidaturas foram postas com ênfase recentemente. O PV
marcou posição ao lançar o advogado José Carlos Lima como candidato ao governo e
o PSOL, como sempre faz, lançou candidatura própria por meio da sindicalista Araceli
Lemos. Tanto o PV quanto o PSOL procuram consolidar uma candidatura alternativa
aos principais blocos de poder que estão se consolidando para a próxima
eleição. Certamente, PV e PSOL encontrarão dificuldades de consolidas as suas
candidaturas, principalmente em decorrência da falta de estrutura econômica
para concorrer. Mas podem surpreender num cenário de elevado acirramento
eleitoral entre os principais concorrentes.
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A indefinição de Jatene e o cenário eleitoral (VI)
A incerteza de Jatene produziu na última
semana mais uma mudança de perspectiva. Duciomar Costa (PTB), que era tido como
candidato ao Senado, já realizou algumas reuniões nas quais anunciou a sua
candidatura ao governo do Pará. O ex-prefeito de Belém está de olho numa
possível polarização do debate entre o PSDB e o PMDB/PT, tentando se colocar
como uma possível via alternativa. Apesar de receber muitas críticas pela
gestão feita a frente da Prefeitura de Belém, Duciomar sempre fez a diferença
nas campanhas em que participou como candidato ao conseguir por meio de sua
estratégia de marketing eleitoral
atingir a sensibilidade do eleitor. Se Duciomar conseguir reproduzir na
campanha estadual o fenômeno que o elegeu deputado estatual e duas vezes
Prefeito de Belém, poderá se tornar um candidato competitivo.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
A indefinição de Jatene e o cenário eleitoral (V)
A candidatura de Helder Barbalho (PMDB), tida
inicialmente como uma aposta incerta, passa a se consolidar cada vez mais no
cenário posto, com pesquisas recentes mostrando que o ex-prefeito de Ananindeua
está assumindo o posto, paulatinamente, de candidato a ser batido. No arco de
aliança que está sendo construído em torno de Helder a vaga para o Senado
estaria reservada para o PT, com Paulo Rocha sendo o nome indicado para
concorrer. Ainda há dúvidas sobre quem comporia a chapa de Helder, assumindo a
vaga de vice-governador. Historicamente, dentro das estratégias eleitorais
construídas no Pará, a vaga de vice normalmente é reservada para representantes
do interior do estado, estando, provavelmente, reservada para um terceiro
partido capaz de somar força neste bloco.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
A indefinição de Jatene e o cenário eleitoral (IV)
Uma curiosidade neste contexto atual é o
papel de “noiva preferida” que foi delegado ao PT. Sondado pelo atual vice de
Jatene e “compromissado” com o ex-prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho
(PMDB), o PT aparentemente, como partido político, está abrindo mão de um projeto
de poder para o estado do Pará em favor de uma aliança capaz de apoiar em nível
nacional a reeleição da atual Presidente Dilma Rousseff (PT) e capaz de em
nível regional derrotar o projeto tucano. Este fato demonstra que conveniências
políticas sazonais podem colocar adversários históricos no mesmo palanque.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
A indefinição de Jatene e o cenário eleitoral (III)
Mais lenha na fogueira foi colocada com o
disse me disse de que o Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), e o
Prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro (PSDB), teriam sido consultados a
respeito do interesse de concorrerem no lugar de Jatene na próxima eleição.
Pelo que foi aventado, Zenaldo declinou da possibilidade preferindo terminar o
seu mandato como prefeito. Já Pioneiro, disse que toparia desde que Jatene não
se afastasse do cargo. Neste cenário, a estratégia dos tucanos, ou a falta de
estratégia, permanece ainda uma incógnita.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
A indefinição de Jatene e o cenário eleitoral (II)
Alguns indícios reforçam uma provável não candidatura de Jatene a
reeleição. Alguns militantes do PT noticiaram o fato de que o atual
vice-governador, Helenilson Pontes (PSD), teria proposto uma composição na
próxima eleição, com ele candidato a governo e dispondo da vaga de
vice-governador para o PT. Pelo noticiado, nesta proposta Jatene seria
candidato ao Senado. Três empecilhos apresentaram-se neste cenário. O primeiro
decorreu da resistência de militantes do PSDB em abrir mão da cabeça de chapa. O
segundo decorreu do provável mal-estar com o atual senador e pré-candidato
tucano a reeleição, Mário Couto (que, diga-se de passagem, ainda não “engoliu”
a pré-candidatura de Sidiney Rosa do PSB). O terceiro adveio da imediata recusa
dos interlocutores petistas.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
A indefinição de Jatene e o cenário eleitoral (I)
Muito se tem discutido sobre a indefinição do
atual governador do estado do Pará, Simão Jatene (PSDB), em relação à próxima
eleição. Alguns especulam que em função de um grave problema de saúde e de
pressões familiares Jatene estaria propenso a abrir mão da campanha de reeleição.
Outros especulam que ele estaria trabalhando com a possibilidade de se lançar
candidato ao Senado. O fato é que no seu último pronunciamento na Assembleia
Legislativa o atual governador deu indícios de que no mês de abril estará se
afastando do governo. Doença, candidatura para o Senado ou blefe para confundir
os adversários, ninguém sabe ao certo o que está acontecendo verdadeiramente no
ninho tucano.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Na política do Pará até vaca voa!
Há um ditado popular corrente que em “política
até vaca voa!”. É isto que aparentemente está acontecendo na política do estado
do Pará. Muitas especulações andam acontecendo nos últimos dias sobre os
próximos passos de Simão Jatene. É tanta contrainformação que neste momento é
impossível desenhar qualquer cenário para os próximos meses. A cada dia novas
notícias correm sobre a estratégia do PSDB para as próximas eleições. Membros
do PT divulgaram na semana passada que o atual governador em exercício,
Helenilson Pontes (PSD), teria proposto ao PT uma aliança, com ele vindo
candidato a governador e abrindo a vaga de vice para o PT. Neste jogo, o atual
governador Simão Jatene (PSDB) seria candidato ao Senado. Segundo relatado, o
PT rechaçou de imediato esta composição, que na estratégia tucana isolaria
Helder Barbalho (PMDB).
Neste final de semana, correu a notícia de
que o Prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro (PSDB), estava sendo sondado para
vir candidato na chapa majoritária pelo PSDB. Ele teria dito que poderia vir desde
que Jatene não se afastasse do governo. Resta esperar a decisão de Jatene.
PT: entre o PMDB e a candidatura própria
Neste final de semana, 01 e 02 de fevereiro, a tendência “PT Pra
Valer”, liderada pelos deputados Zé Geraldo e Airton Faleiro, realizou em
Castanhal o seu encontro estadual para definir o posicionamento do grupo em
relação ao posicionamento do partido nas próximas eleições. Conforme relatos,
foi marcante o discurso do ex-deputado federal Paulo Rocha, líder da tendência “Unidade
na Luta”, em defesa de uma aliança com o PMDB ainda no primeiro turno. Assim, ao
que tudo indica as tendências “PT Pra Valer” e “Unidade na Luta” devem marchar
juntas em favor do apoio a Helder Barbalho (PMDB). Do outro lado, membros da
tendência “Democracia Socialista”, da ex-governadora Ana Júlia Carepa e do
deputado federal Claudio Puty, vem reiteradamente defendendo a tese de
candidatura própria. Nesta composição, aumenta-se a probabilidade do PT compor uma
aliança com o PMDB ainda no primeiro turno.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Duciomar: os próximos passos no tabuleiro eleitoral
Neste final de semana muito se especulou nos bastidores sobre um ato
político que o ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa, teria feito em Canãa dos
Carajás. Ao que correu ele teria se lançado como pré-candidato ao Governo do
Estado do Pará. Outra informação paralela diz que ele se lançou pré-candidato
ao Senado. É uma informação que ainda precisa ser confirmada, mas trata-se de
uma peça importante no xadrez político do Pará.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Boataria
A
disputa pela vaga de Governador do Estado do Pará pelo visto entrou na fase da
boataria. A cada dia surge um boato novo. De uns dias para cá o atual
Governador já renunciou a sua candidatura, já fez um acordo com o PMDB, já
virou candidato ao Senado e já se aposentou definitivamente da política (já
escutei até quem dissesse que ele está em estado terminal!). O pior é vermos
algumas pessoas querendo demonstrar que tem acesso privilegiado a informações.
Pra quê? Só pode ser vaidade, ou subdesenvolvimento político mesmo. O certo é
que a melhor estratégia na política, em geral, é não sinalizar ao seu
adversário qual será o caminho a ser trilhado. Até o início da campanha muitas
águas ainda vão rolar, e com elas virão naturalmente os boatos...
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Helenilson Pontes (PSD) deverá ser mesmo o vice de Jatene (PSDB)
Apesar
de ter sido cobiçada por alguns políticos a vaga de vice governador na chapa de
Simão Jatene (PSDB), que deverá concorrer a reeleição, ao que tudo indica, deverá mesmo ficar com o
atual vice governador Helenilson Pontes (PSD).
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Araceli Lemos será candidata ao Palácio dos Despachos pelo PSOL
De
acordo com informações em “primeira mão” de um amigo do PSOL, Araceli Lemos
será a candidata do partido ao cargo de governadora do estado do Pará. Araceli
é professora da rede pública de ensino, foi coordenadora estadual do SINTEPP e
da antiga Intersindical dos Servidores Públicos do Estado, além de fundadora do
Fórum Paraense de Defesa da Moradia.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
PSOL define pré-candidato ao Palácio do Planalto
No último final de semana o PSOL
escolheu o senador Randolfe Rodrigues (AP) como pré-candidato à Presidência da
República. O nome de Randolfe tem resistências em setores tidos como mais
"radicais" porque em 2010 foi necessária uma intervenção da executiva
nacional para impedir que o diretório do Amapá fechasse uma aliança com Lucas
Barreto (PTB), candidato ao governo apoiado pelo ex-presidente do Senado José
Sarney (PMDB). Eleito ao Senado, Randolfe afastou-se do grupo de Sarney e
ajudou o PSOL a eleger em Macapá o primeiro prefeito da legenda numa capital,
Clécio Luis.
Já no Pará ainda segue
indefinido, ao menos publicamente, quem será o candidato do partido ao Palácio
dos Despachos. Dentre os nomes ventilados figuram sempre o de Silvia Letícia,
Marinor Brito e Fernando Carneiro. Como é tradição o partido sempre lança
candidato a governo e ao Senado.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
A eleição interna do PT e o futuro político do partido no Pará
Findada
a eleição interna do PT no Pará, com a vitória do Deputado Milton Zimmer, é possível
aventar algumas conclusões e suposições:
1.
As
tendências “Articulação Socialista” e “Democracia Socialista” fortaleceram-se
nos últimos anos;
2.
A
tendência “PT pra valer”, outrora amplamente hegemônica está cedendo espaços na
articulação interna para outras tendências;
3.
O
Paulo Rocha sai fortalecido do processo como virtual candidato ao Senado pelo
partido;
4.
Apesar
do discurso de que a coligação com o PMDB será decidida pela militância, a
composição ainda em primeiro turno com Helder Barbalho parece ganhar a cada dia
mais força;
5.
A
eleição para presidente do PT estadual de um representante do Sul do Pará
dificultará ainda mais o projeto tucano naquela região.
O arco de alianças para 2014
As
articulações políticas caminham para o enfrentamento de três projetos de poder
na eleição para governo do estado do Pará em 2014, tendo como partidos
nucleadores o PSDB, o PT e PSOL. Pelo desenho atual das prováveis coligações são:
Em
torno do projeto do PSDB: PSD, PPS, PEN, PSDC, PTC, PMN, PRP, PTB, PSB, PRB,
PSC, PTdoB, DEM e PP.
Em
torno do projeto do PMDB: PT, PHS, PSL, PPL, PCdoB, Pros, PRTB, PR e PDT.
Em
torno do projeto do PSOL: PSTU, PCB e PCO.
Ainda
indefinidos: PV e PTN.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
A vaga para o Senado em 2014: a campanha que esperamos
Muito mais do que bem elaborados
programas de marketing eleitoral,
esperamos que a próxima eleição seja uma arena de discussão democrática acerca
dos desafios que temos como sociedade para superarmos os nossos péssimos
indicadores sociais e a nossa condição de sociedade subdenvolvida e periférica,
mudando com isto a nossa trajetória histórica de desenvolvimento. Neste
contexto, contudo, compete ao eleitor uma participação mais proativa e um voto
mais consciente, estando, portanto, em suas mãos uma importante arma para
mudança deste quadro.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
A vaga para o Senado em 2014: o que esperamos do próximo senador
Não resta dúvida de que independente de quem
serão os efetivos candidatos ao Senado ano que vem, esta disputa será bastante
concorrida, podendo até mesmo ser mais disputada que a vaga ao Palácio dos
Despachos.
O fato é que após o
exercício democrático do eleitorado paraense, espera-se que o próximo senador
eleito represente dignamente o Pará no Senado, lutando contra o injusto pacto
federativo imposto à população paraense, tendo como principais querelas a Lei
Kandir e as injustas compensações financeiras ao estado, a ilógica cobrança do
ICMS de energia no consumo, deixando no Pará somente o ônus de mitigação dos impactos
sócio-ambientais dos grandes empreendimento de geração de energia elétrica, a
relutância do governo federal de executar os projetos de infraestrutura
necessários ao desenvolvimento do estado do Pará, tais como a derrocada do
Pedral do Lourenço, o prolongamento da Ferrovia Norte-Sul até Barcarena e as
demais obras integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento no estado.
Logo, o próximo Senador eleito terá a árdua missão de tentar mudar o quadro
histórico de posicionamento secundário do estado no cenário de ações e
políticas públicas do governo federal, atraindo mais investimentos e políticas
públicas para o território paraense.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
A vaga para o Senado em 2014: a construção dos “arcos de aliança”
Historicamente é fato de que neste momento
pré-eleitoral muitas pré-candidaturas são postas com o objetivo de barganhar
composições políticas e apoios para as disputas aos cargos de deputado federal
e estadual. Algumas destas pré-candidaturas apresentadas parecem se inserir
neste quadro. Por outro lado, dentro de um mesmo arco de aliança, torna-se
insustentável o lançamento de mais de duas candidaturas.
Neste ponto, o arco de aliança que apoiará a
provável candidatura de Simão Jatene (PSDB) a reeleição, terá que fazer um enorme
exercício de composição, definindo dentro do espectro do PSDB, PSB, SDD, PP e
DEM, quais serão os dois candidatos prioritários. Especulações de bastidores
apontam que provavelmente estas duas vagas na disputa ficarão mesmo com Mário
Couto (PSDB) e Sidney Rosa (PSB), o que garantirá a Jatene a presença
importante nos palanques presidenciáveis de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos
(PSB).
Já no arco de
alianças que se articula em torno da pré-candidatura de Helder Barbalho (PMDB)
esta questão está bastante pacificada, com Paulo Rocha (PT) sendo até o momento
o único candidato desta coligação em construção, garantindo ao candidato
peemedebista o palanque presidenciável de Dilma Rousseff (PT).
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