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quarta-feira, 21 de março de 2012

CORECON-PA realiza Mesa-Redonda para discutir os impactos políticos e econômicos no Pós-Plebiscito


O Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA) realizou a Mesa-Redonda: “Os Desafios e Perspectivas para o Desenvolvimento do Estado do Pará no Pós-Plebiscito da Divisão”, que contou com a participação de mais de 40 estudantes e profissionais de economia.
O encontro foi moderado pelo Conselheiro João Tertuliano Lins, que convidou os presentes para participar do VI Encontro de Entidades de Economistas da Região Norte (ENAM), que será realizado nos dias 06, 07 e 08 de junho, em Belém e terá como tema principal “1912 – 2012 Cem Anos da Crise da Borracha: do Retrospecto ao Prospecto”.
Ao iniciar o evento, o Presidente do CORECON-PA, Antônio Ximenes fez a entrega da placa alusiva aos 60 anos da profissão do economista no Brasil. Na ocasião, foram homenageados os economistas Sérgio Roberto Bacury de Lira, Ex-Presidente do CORECON-PA e atual Secretário de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPOF) e Ramiro Fernandes Nazaré, Professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e escritor do livro “Tijoca: O Porto da Discórdia”, lançado recentemente.


 A Mesa-Redonda contou ainda, com a participação do Conselheiro do Conselho Federal de Economia (COFECON), o economista Eduardo Costa, que fez uma análise prospectiva ao plebiscito e ressaltou que o os maiores desafios do governo do Estado no pós-plebiscito estão relacionados à inflexão em termos de políticas públicas, planejamento, capacidade de intervenção do governo e governabilidade.
 Já o Cientista Político e Professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), o economista Roberto Corrêa, chamou a atenção para a importância de se começar a pensar no debate sobre reforma política. Ao analisar o cenário político pós-plebiscito, ele destacou também que o recente sistema democrático brasileiro ainda precisa ser aperfeiçoado, pois atualmente as instituições jurídicas sofrem influências políticas e tomam decisões baseadas em interesses.


 Para a aluna do 1º semestre do Curso de Economia, Gessiane Paulino, o debate foi importante no sentido de esclarecer as dúvidas de quem participou na decisão do plebiscito. “A palestra é interessante, pois como venho de Uruará, Oeste do Pará, votei no SIM, uma vez que via a divisão como desenvolvimento do nosso município. Porém, acredito assim como os palestrantes afirmaram que se não houver um planejamento para melhorias nas regiões afetadas, a insatisfação da população só aumentará. Dessa forma, acredito que é preciso  uma gestão para uma melhoria coletiva”, afirmou.
 “O debate serviu como um modo de esclarecer a visão que temos de como o plebiscito influenciou o nosso Estado e de que essa história ainda não terminou, muito pelo contrário foi só mais uma página acrescentada nessa história”, disse a estudante do 3º semestre do Curso de Economia, Driely Falcão.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CORECON-PA

quarta-feira, 7 de março de 2012

CORECON-PA realizará Mesa-Redonda sobre os desafios e perspectivas para o Desenvolvimento do Estado

O Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA) realizará no dia 16 de março (sexta-feira), às 19h00, no auditório da Casa do Economista, a Mesa-Redonda: “Os Desafios e Perspectivas para o Desenvolvimento do Estado do Pará no Pós-Plebiscito da Divisão”.
O evento será moderado pelo Presidente do CORECON-PA, Antônio Ximenes e terá como debatedores o Conselheiro Federal, Eduardo Costa; o economista e cientista político da Universidade Federal do Pará (UFPA), Roberto Corrêa; o Presidente da Associação Comercial do Pará (ACP), Sérgio Bittar e o Presidente da Federação das Indústrias do Pará (FIEPA), José Conrado.
A atividade faz parte da programação do VI Encontro de Entidades de Economistas da Região Norte (ENAM), que será realizado nos dias 06, 07 e 08 de junho, em Belém e terá como tema principal “1912 – 2012 Cem Anos da Crise da Borracha: do Retrospecto ao Prospecto”.
Os interessados em participar do evento deverão efetuar sua inscrição, através dos e-mails: ascom@coreconpara.org.br ou astec@coreconpara.org.br ou pelos telefones: (91) 3223-1988 ou (91) 3222-6917. A inscrição será 1 kg de alimento não perecível que deverá ser entregue no dia da palestra. A sede da Casa do Economista fica localizada na Rua Jerônimo Pimentel, 918.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CORECON-PA

segunda-feira, 5 de março de 2012

Centro Acadêmico de Ciências Sociais organiza discussões para os calouros


O Centro Acadêmico de Ciências Sociais (Cacs) organizará, de 5 a 8 de março, várias discussões na Semana do Calouro do curso. A entidade realizará discussões tanto sobre a sociedade em geral quanto sobre os desafios da profissão de cientista social, além  de debates acadêmicos.
 Segundo o vice-coordenador do Cacs, o estudante Luiz Guilherme, a calourada deste ano terá o tema (Cons)ciências Sociais: A sociedade no foco das reflexões. “Nossa ideia é mostrar que o curso está atrelado às discussões que ocorrem na sociedade, por isso, além de apresentarmos a profissão, iremos discutir o plebiscito de divisão do Pará e Belo Monte.”
 A expectativa do centro acadêmico é reunir cerca de cem pessoas durante toda a programação, sendo os 80 calouros, mais os veteranos do curso. Para isso, a diretoria do Cacs resolveu fazer um amplo trabalho de divulgação da programação nas redes sociais.
A calourada de Ciências Sociais terá como atração cultural uma roda de tambores.
 “Resolvemos fazer uma roda de tambores com um grupo de crianças de um projeto social, porque essas são ações sociais de fato, na prática, através da cultura popular”,  relata o organizador da atividade, o estudante Rafael Sales, mais conhecido como “Café”.
 Luiz Guilherme solicita que os calouros do curso enviem seus nomes e contatos para os e-mails lggomes@ufpa.br, lokinhatata@gmail.com e thainanunes@hotmail.com para que o Centro Acadêmico tenha como se comunicar com os estudantes.

Veja aqui a programação completa da Recepção aos Calouros de Ciências Sociais.

Texto: Vito Ramon Gemaque – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fonte: http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=5633

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Crônicas sobre Belém (Parte 1): A "ressaca" do plebiscito da divisão e as próximas eleições municipais

Eduardo Costa

Caminhamos para o final do mês de janeiro de 2012. Transcorreu-se mais de um mês do plebiscito da divisão do Pará. Creio que estamos saindo dessa “ressaca” moral. Este plebiscito, não há dúvida, foi resultado de uma sociedade que não desenvolveu ainda uma capacidade de governança capaz de subordinar os interesses exógenos e os particularistas aos interesses da maioria, do povo. O povo, reconheço, uma categoria bastante genérica nos dias atuais, ainda permanece órfão e sujeito a manipulação inescrupulosa de sujeitos e grupos que colocam os seus projetos pessoais a frente dos interesses coletivos.   
Com a questão da divisão do estado decidida democraticamente nas urnas abre-se uma nova agenda para a sociedade paraense. Uma lição tiramos deste processo, não dá para ficar da forma como estávamos, sem rumo, sem uma visão estratégica de desenvolvimento para o estado, uma visão de futuro diferente. O Pará, que gerou no ano de 2011 um saldo aproximado de US$ 17 bilhões em sua balança comercial não tem conseguido transformar o seu dinamismo econômico em melhoria da condição de vida de sua população. Muito pelo contrário 1/3 da sua população, quase 2,5 milhões de pessoas, continuam ainda vivendo abaixo da linha de pobreza, em um quadro caótico de exclusão social que estimula o aumento da violência, a favelização de nossas cidades, a economia informal e uma série de mazelas não enumeradas.
Temos uma agenda desafiadora que passa pela reversão deste modelo excludente, diversificação de nossa base econômica, geração de emprego e renda, inclusão social e aproveitamento de nossas potencialidades latentes. Temos a maior reserva hidrológica do planeta, a maior jazida mineral, o maior banco biológico, um potencial agropecuário ímpar, porém um povo que continua pobre.
Temas fundamentais para a reversão deste modelo não são enfrentados adequadamente: Reforma Tributária, Lei Kandir, a “ilógica lógica” de cobrança do ICMS de energia no destino, Belo Monte os outros 11 projetos hidrelétricos previstos para o estado do Pará, a Reforma Política, e o caos que vem se instalando em todos os sentidos em nossa Região Metropolitana.
O Pará e a Amazônia, apesar de estarem no centro dos interesses mundiais, permanecem na periferia do interesse nacional, submetido a um pacto federativo perverso, gerador de exclusão social e perpetuador da pobreza e da miséria. Ora santuário intocado, ora “almoxarifado” do desenvolvimento alheio, o Pará fica apenas com o ônus da mitigação dos impactos sócio-ambientais dos grandes projetos sem uma devida compensação financeira e social.
Não se pratica uma “alta política” no estado do Pará. A maioria de nossos gestores eleitos e representantes do parlamento não desfrutam de uma visão estratégia para os seus mandatos. Nossos prefeitos rendem-se a política do pão e circo. Grandes obras são anunciadas, demoram muito para serem concluídas, e, quando concluídas, ganham pompa muito acima da realização prática. Falta visão estratégica, falta planejamento urbano e regional. Falta literalmente gestão pública. Não há projetos de governo. Há projetos de perpetuação de poder. E, para isto, na busca da governabilidade, que depende da cooptação da maioria, o governo é fatiado. A indicação política precede a meritocracia. Pessoas sem o mínimo preparo assumem funções estratégicas.
Como decorrência disto, há um estrangulamento do orçamento público municipal. Recursos que estão disponíveis para serem captados em outras esferas são ignorados ou deixam de ser captados, seja por falta de projetos, seja por falta prestações de contas de projetos anteriores, seja em decorrência de prestações de contas rejeitadas, seja pela incompetência de nossos gestores.
Ao lado disto, os já escassos recursos são mal empregados. Grande parte deles nem sequer chegam aonde interessa, na prestação de melhores serviços públicos à população. São represados em nossa ineficiente burocracia pública, quando não sofrem desvios de finalidade em função de grupos de interesses que alimentam a prática da corrupção com a conivência de funcionários públicos cooptados. Com isto, estes recursos não se materializam em melhores serviços públicos, mas vão parar no bolso de “ladrões públicos”, que sempre financiam campanhas políticas com o objetivo de terem “interlocutores” capazes não de trabalharem em prol da coisa pública, mas de se valerem de seus cargos para a apropriação indevida do que é público de forma privada. Esta é a verdadeira privatização do Estado!
A nossa cidade está entrando em colapso. Não é pensada, quanto mais planejada. Respostas vêm somente quando a situação não pode mais ser ignorada, varrida para debaixo do tapete. Chancelamos a gestão reativa, proselitista, e que costuma se perpetuar por meio de práticas populistas e por meio da manipulação de instrumentos de marketing político. As campanhas eleitorais são uma prova disto. O nosso povo não foi educado a votar no candidato que tem o melhor projeto. Aliás, raros são aqueles que se interessam por esta discussão. O voto é ganho na base da emoção e do interesse egoísta e imediatista. Muito dinheiro é gasto na elaboração de um bom programa de televisão, com profissionais de comunicação que falam bem – muitos inclusive vindos de outros estados e que muito pouco conhecem sobre a nossa realidade –, e em um kit básico indispensável (adesivos, bandeiras, carreatas, dentre outros, lícitos e ilícitos). Lamentavelmente ainda se perpetua a prática da compra de votos em que pese à vigilância do Ministério Público Eleitoral.
Esta prática é ainda mais comum nas eleições proporcionais para vereador. Nesta época os pré-candidatos já são procurados e muitos rendem-se ao pragmatismo destas práticas e ofertam ao incauto eleitor ou ao intermediário, muitas vezes um bandido travestido de “líder comunitário” ou representante de grupos, organizados ou não, desde dentaduras, cadeira de rodas, telhas, tijolos, cimento, dinheiro e promessas de empregos ou de facilidades. É uma cultura que já se consolidou em nossa cidade. É uma prática que encarece as eleições e torna quase impossível que um cidadão comum de bem, bem intencionado, com bons projetos para a cidade, concorra a um cargo público eletivo. O poderio econômico acaba determinando muitas vezes o resultado das eleições. Não em prol do bem comum, mas do interesse privado. O voto acaba indo para quem dá mais e não para quem está mais bem preparado. O abuso do poder econômico e as diversas modalidades de crime eleitoral precisam ser combatidos e banidos de nossa sociedade.
Esta mudança, porém, não é fácil. A começar pelo descrédito na política e nos políticos. Precisamos de uma nova cultura política em nossa cidade. O vereador tem por dever legislar e fiscalizar a gestão pública municipal. Infelizmente isto ainda é ignorado por grande parte da população e, por incrível que pareça, por alguns vereadores já em final de mandato.
Não costumamos acompanhar o mandato de quem elegemos para a Câmara Municipal. Raramente os nossos vereadores são procurados para execução do seu dever de ofício. Muitos gabinetes são conhecidos pela formação de filas. É a famosa fila dos pedidos, como se ao abrir a porta dos gabinetes fossem também abertas as “Portas da Esperança”, plagiando Silvio Santos. Mas não é a esperança em uma vida melhor, em uma cidade diferente, em ações efetivas do parlamento municipal e da prefeitura. É a passageira esperança de ver a dor do abandono, do sofrimento, da falta de futuro, amenizada. Nem que seja por meio de um remédio, de uma consulta médica, de uma cesta básica, de alguma facilidade, de uma ajuda financeira, de um “favorzinho” ou de uma colocação política.
A nossa sociedade está alicerçada em um modelo falido. Quem se beneficia deste modelo não tem interesse em mudar efetivamente a vida da população. Muito pelo contrário. Procura perpetuar esta situação de dependência crônica, pois sabe que a sua reeleição não está condicionada a sua capacidade de realizar um bom trabalho como representante do povo, mas na manipulação do mesmo no período eleitoral. Para estes, quanto mais carente e dependente for à população melhor.
A carreira política deve ser abraçada por pessoas altruístas, que querem servir ao público. Querem se dedicar a uma causa nobre e não por aqueles que têm interesses particularistas, que olham apenas a conveniência do cargo, e que querem por meio dele se servir da coisa pública.
Precisamos romper com este circulo vicioso, que perpetua a pobreza e a miséria. Esta cultura da apropriação privada da coisa pública precisa ser combatida. Devemos combater a “politicagem”. Precisamos de uma política diferente. De representantes que tenham capacidade de exercerem bons mandatos em favor da população, que tenham projetos concretos para a cidade, que tenham caráter ilibado e que não se rendam a estas práticas imorais e ilegais.
Este é o momento de pensarmos um novo caminho para Belém. Isto mesmo, a Cidade de Belém do Pará que já fora chamada no auge do Ciclo da Borracha de Nova York do Sul, hoje está ficando para trás. Temos perdido muita coisa nos últimos anos. Arrisco a dizer, nas últimas décadas. Perdemos, em decorrência da ausência de planejamento, a oportunidade de termos uma cidade mais organizada, mais aprazível, mais pujante, menos violenta, com mais oportunidades. Perdemos a Copa do Mundo, investimentos e projetos que poderiam mudar a face de nossa cidade, empregos mais qualificados, renda e inclusão social. Estamos ficando para trás na história. O Brasil vive hoje um momento histórico diferenciado e Belém não está aproveitando as “janelas de oportunidades” que estão abertas.
Há um ditado corrente que diz que não podemos mudar o passado, mas por meio do presente podemos alterar o nosso futuro. Não há dúvida de que Belém precisa de um futuro diferente. Mas para isto precisamos de um projeto para nossa cidade. Este projeto precisa contemplar ações concretas em temas como mobilidade, trânsito, transporte público, geração de emprego e renda, informalidade, incentivo ao turismo, meio-ambiente, segurança pública, saúde pública, inclusão digital, incentivo a cultura, esporte e lazer, reforma administrativa e choque de gestão. Ou seja, não precisamos de um simples Prefeito, precisamos de um estadista para a nossa cidade. Alguém que entenda e, acima de tudo, pratique o planejamento.
Uma gestão urbana qualificada não se faz somente com base em asfalto, mídia e a pirotecnia de grandes projetos que não se consolidam em obras estruturantes. Para ser um bom gestor público é preciso comprometimento, ética, preparo, mas acima de tudo criatividade. Belém precisa se pensada, planejada e reinventada. Viva Belém do Pará!

sábado, 21 de janeiro de 2012

DEBATE: OS DESAFIOS E PERSPECTIVA PARA O ESTADO DO PARÁ PÓS- PLEBISCITO

Acontecerá na próxima segunda-feira, dia 23 de janeiro, a partir das 19h o debate “Os desafios e perspectivas para o Estado do Pará no Pós-Plebiscito da Divisão” organizado pelo Diretório Municipal do Partido Popular Socialista (PPS). O debate contará com a presença do economista Eduardo Costa e do Cientista Político Roberto Correa e acontecerá no Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), sito Almirante Barroso, 1765, em frente ao Hospital Adventista de Belém.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

PARA COMEÇAR A SEMANA: A divisão do Pará não morreu


Derrotado no plebiscito para a divisão do Pará em três estados, com a criação do Carajás e do Tapajós, o deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) apresentará em fevereiro outro projeto de lei com o mesmo intuito. Queiroz quer modificar a lei atual que rege a realização de plebiscitos para as divisões territoriais de estados ou municípios, restringir o universo de votantes aos eleitores da região a ser desmembrada. O Supremo Tribunal Federal considera esse critério inconstitucional.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A festa da vitória

Após a confirmação da vitória do Não as Frentes em Defesa do Pará contra Carajás e Tapajós organizaram uma grande festa popular na Avenida Doca de Souza Franco na noite do dia 11 de dezembro. O ponto alto da noite foram às apresentações dos cantores paraenses. Ah, viva o Pará!