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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Analistas do mercado estimam maior inflação em 13 anos

O ultimo Boletim Focus divulgado pelo Banco Central estima uma inflação de 9,32% para o ano de 2015, a maior taxa anual nos últimos 13 anos. Em paralelo as estimativas de mercado já apontam para uma queda de 1,97% no PIB em 2015 e um PIB zero em 2016.
Em relação ao câmbio o Boletim Focus projeta uma Taxa de Câmbio de R$ 3,40 por dólar ao fim do ano. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio é de R$ 3,50.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 subiu de US$ 6,40 bilhões para US$ 7,70 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 14,79 bilhões para US$ 15 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil caiu de US$ 66 bilhões para US$ 65 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu em US$ 65 bilhões.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Instituições financeiras preveem que a crise será pior do que o inicialmente imaginado


Ontem o Banco Fibra anunciou a revisão da sua previsão de queda do PIB em 2015 de -1,7% para impressionantes -3,1%. Para 2016, a expectativa foi de -0,2% para -1%.
A revisão para baixo é a mais dramática entre as instituições financeiras, mas não é a única. No Boletim Focus divulgado hoje, a previsão para o PIB foi de recessão de -1,70% para -1,76% em 2015 e crescimento de 0,20%¨para 0,13% em 2016.
Em junho, a mediana para o ano que vem ainda estava em 1%, mas agora muitos bancos já falam em dois anos seguidos de recessão. O Itaú revisou sua projeção de queda do PIB em 2015 de -1,7% para -2,2% e já prevê queda de -0,2% em 2016.
O Credit Suisse acaba de revisar sua projeção de recessão este ano de -1,8% para -2,4%; para 2016, a previsão de um crescimento de 0,6% virou uma nova contração de 0,5%.
O anúncio da revisão da meta fiscal pelo governo federal sinalizou que o ajuste e a crise serão mais difíceis do que o previsto e mexeu com as expectativas. A previsão do Bradesco BBI foi -2% para -2,2% em 2015 e de 0,3% para -0,8% em 2016.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Juros deverão subir na semana que vem


Na semana que vem ocorrerá nova reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Se nenhum fato anormal acontecer tudo indica que o Comitê deliberará pelo sexto aumento consecutivo da taxa básica de juros da economia, elevando a mesma em 0,5 pontos percentuais.
Com a elevação da Selic para 14,25% a.a. o Banco Central espera diminuir ainda mais a pressão inflacionária da economia, tentando convergir o nível geral de preços da economia para o centro da meta da inflação em 2016 que é de 4,5%. Obviamente há um preço a ser pago, desaceleração da economia, aumento do desemprego, aumento do endividamento das famílias e queda do consumo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O fatídico mês de Maio de 2015: o PIB e o emprego


Dados divulgados referentes ao comportamento da economia brasileira no mês de maio mostram que a crise econômica está longe de sua inflexão. Segundo indicador divulgado na última sexta-feira pelo Banco Central (BC), a atividade econômica no Brasil ficou estagnada em maio, mês no qual registrou um avanço marginal de 0,03%, após dois meses em baixa. O resultado do chamado Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que o BC considera como uma medição prévia do Produto Interno Bruto (PIB), acumulou uma contração de 2,64% nos cinco primeiros meses do ano.
A retração da economia brasileira nos últimos 12 meses fechados em maio foi de 3,08% segundo este indicador de periodicidade mensal. Até agora, as previsões do governo brasileiro admitem que a economia se contrairá este ano cerca de 1,2%, embora as projeções do mercado financeiro apontam para que a queda será de pelo menos de 1,5%.
Em qualquer caso, ambas as projeções representariam o pior dado para a maior economia da América Latina desde 1990. Segundo dados oficiais, a economia brasileira diminuiu 0,2% no primeiro trimestre de 2015 em relação ao período anterior. 
No ano, o emprego acumula baixa de 5% e nos últimos 12 meses, de 4,4%. Pela quinta vez seguida, o emprego na indústria recuou. De abril para maio, a queda foi de 1%, a mais intensa desde fevereiro de 2009 segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo nesse mês foi o mais intenso desde fevereiro de 2009 (-1,3%) Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi ainda maior, de 5,8%.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Para matar o carrapato vamos sacrificar o boi


   O último relatório Focus, do Banco Central, apresenta uma mudança de expectativas com relação à taxa de juros, antecipando o viés de alta a ser chancelado na próxima reunião do COPOM, que acontecerá nos dias 28 e 29 de julho próximos.
   Ao que tudo indica haverá novo aumento de 0,5 p.p., o que elevará a Selic para 14,25% a.a., o dobro da taxa de 7,25% que vigorava antes deste ciclo, fundamentalmente em decorrência do viés de alta da taxa inflacionária apresentada pelo mercado, superior a 9% em 2015.
  Outros números também chamam atenção neste contexto, principalmente o aumento do desemprego, e a queda no PIB nacional projetada para este ano em torno de 1,5%.
   Com esta medida ao lado do ajuste fiscal em curso e o aumento da carga tributária, usando uma figura de linguagem, ao que parece o governo federal “para matar o carrapato está sacrificando o boi.”

Para acesso ao ultimo relatório do Boletim Focus: http://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20150710.pdf

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Relatório Focus relata inflação sem controle


O Relatório Focus divulgado no dia de ontem pelo Banco Central apresenta mais elementos preocupantes sobre o cenário econômico brasileiro em 2015. Impulsionado pela previsão de alta em preços controlados (combustíveis, água e energia) o relatório prevê uma inflação acima do teto da meta de inflação que é de 6,5% a.a. A previsão do Banco Central é de uma inflação superior a 7% a.a. podendo chegar a 8%.
Na Região Metropolitana de Belém, que vem apresentando historicamente maior índice de carestia, a FAPESPA, por meio do seu IPC, estima que a inflação seja superior a 9%. Conforme o Boletim IPC/FAPESPA 2014, a inflação acumulada na RMB ano passado foi de 9,91%.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O cenário macroeconômico 2015: um cenário de pífio crescimento econômico


O cenário da macroeconomia brasileira para o ano de 2015 vem se demonstrando bastante preocupante. O ano que ainda está em seu início traz em si um passivo de 2014 que envolve, dentre outros elementos, estagnação econômica, aceleração inflacionária, aumento das taxas de juros, aumento das incertezas dos empresários, retração dos investimentos, escândalos de corrupção e crescente descrédito com o governo federal.
Se isso não basta-se para delinear um ambiente macroeconômico adverso, este início de ano traz consigo: aumento da carga tributária, previsão de aumento do preço dos combustíveis e da energia elétrica, aumento da taxa SELIC pelo COPOM e piora das expectativas do setor empresarias ante ao cenário posto.
Em temos de política macroeconômica o que temos observado é a adoção premeditada de ajustes fiscais e monetários recessivos. Ao lado disto, infelizmente a qualidade do gasto público, a transparência, a probidade e a tríade eficiência, eficácia e efetividade das políticas públicas, e a construção de um Projeto de Nação parecem variáveis exógenas na agenda do governo federal.
São estes fatores que explicam com bastante clareza o porquê de o FMI ter revisto a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2015 para pífios 0,3% do PIB.
 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Juros altos, política econômica e uma breve reflexão


Com o tempo passamos a observar que há um ciclo da taxa básica de juros no Brasil. Sempre que as eleições presidenciais se aproximam o terrorismo com a aceleração da inflação aumenta e o Banco Central adota medidas de política monetária restritiva, começando com a elevação da taxa básica de juros. Agora em janeiro o Comitê de Política Monetária (COPOM) elevou, conforme figura a baixo, para 10,5% a.a. a Taxa Selic. Novos aumentos virão com o objetivo de conter o crédito e freiar o consumo.
 
Apesar de ser formado em economia, com especialização, mestrado e doutorado na área acho que não entendo nada mesmo da matéria. Na minha leitura, completamente diferente do mainstream propagado na academia, nas mídias e defendido pela ortodoxia econômica, que lamentavelmente pauta grande parte das decisões da área fiscal e monetária do Governo Federal, continuamos equivocados nesta lógica. A ortodoxia defende um ataque pelo lado da demanda: aumento dos juros, restrição do crédito, do consumo e dos investimentos, diminuição da demanda efetiva e diminuição da pressão inflacionária. Quem ganha com isto? Certamente o mercado financeiro (forte financiador das campanhas eleitorais). Quem perde? A população com a diminuição do crescimento econômico e com as restrições de acesso ao consumo.
De outro lado, não sendo exaustivo, enxergo que o caminho, ou melhor a política deveria ser inversa. Em vez de diminuir a demanda, deveríamos estar incentivando é a oferta, ou seja, o setor produtivo, gerando emprego, renda, e estimulando o crescimento econômico. Se há aumento de preços por excesso de demanda, em vez de diminuir a demanda, deveríamos estimular a oferta. Mas aí a política deveria ser completamente inversa: diminuição dos juros, incentivo a produção, diminuição da carga tributária, melhoria nos sistemas de infraestrutura e logística, diminuição do “Custo Brasil”, diminuição dos entraves burocráticos para o setor privado e elaboração de verdadeiras políticas voltadas para o desenvolvimento e fortalecimento do setor produtivo. Quem ganha? O Brasil. Quem perde? Uma pequena elite parasitária que aprendeu a usufruir do mercado financeiro.
Observação para alguns incautos estudantes e economistas fissurados em modelos acadêmicos e amantes da ortodoxia. Já é ponto pacífico que para a aceleração do crescimento econômico é necessária certa conivência, ao menos no curto prazo, com aumentos da taxa inflacionária.
Para longe desta visão conjunturalista, e das hegemônicas, mas pobres, análises hidráulicas do sobe e desce de variáveis, deveríamos estar discutindo questões estruturais e o nosso Projeto de Nação.  
Ultima recomendação aos jovens e futuros economistas: em nossas análise precisamos sair do baixo economicismo acadêmico, de modelos dos manuais, e entendermos que a economia é verdadeiramente uma ciência política na sua concepção ampla.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mercado financeiro sobe para 2,4% previsão de alta do PIB em 2013


Analistas do mercado financeiro fecharam a semana passada estimando a inflação do ano em 5,82% e o crescimento do PIB em 2,4%. Contudo, o mercado financeiro continua apostando em uma taxa de crescimento econômico menor ano que vem e uma inflação maior. Isto induz o Banco Central a continuar com uma política monetária contracionista, elevando a taxa básica de juros da economia. Contudo, ao combater a inflação com a elevação dos juros é natural o acontecimento do “efeito rebote”, menor crescimento, maior endividamento público, maior a parcela do orçamento público comprometido com pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Enfim, um paraíso para o capital especulativo e um pesadelo para quem sonha com uma taxa de crescimento mais ousada.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mercado aposta em novo aumento dos juros


O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (COPOM) iniciou no dia de ontem, terça-feira, mais uma reunião de avaliação de conjuntura para avaliar a tríade inflação, crescimento e juros. Os economistas do mercado financeiro, por meio dos meios de comunicação, mantiveram, na semana passada, a previsão de que os juros básicos da economia, atualmente em 8,5% ao ano, serão elevados para 9% pelo COPOM. Se confirmado, será o quarto aumento consecutivo nos juros, que começaram a avançar em abril deste ano para conter a aceleração da inflação.
Como contraponto, em relação ao PIB o mercado baixou sua expectativa, em 2013, de 2,21% para 2,20% de expansão. Já para 2014, a estimativa de crescimento da economia recuou de 2,50% para 2,40%.
Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o Banco Central procura calibrar a taxa básica de juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Infelizmente, segundo a estimativa de economistas ligados ao mercado financeiro, esta alta dos juros, programada para esta semana, não deverá ser a última deste ano. Estimam que os juros atinjam 9,5% até o final de 2013. Isto significa que uma parcela maior do orçamento federal ficará comprometida com o pagamento de juros da dívida pública.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Renda média do trabalhador brasileiro cai pelo quinto mês seguido


Na última quinta-feira, 22 de agosto, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a renda média do trabalhador brasileiro foi para 1.848,40 reais em julho. Em relação a julho de 2012, houve crescimento de 1,5%, mas em termos mensais, é a 5ª queda seguida. O recuo foi de 0,9% em relação a junho e de 1,7% em relação a fevereiro, quando a renda média era de 1.881,25 reais.
Uma das possíveis explicações para isso é que os reajustes salariais têm sido menores. De acordo com dados do Dieese, 84,5% das negociações no primeiro semestre renderam aumentos acima da taxa de inflação. No mesmo período do ano passado, a proporção era de 96,3%. O recuo da renda nos últimos seis meses é mais um dado em um cenário econômico pouco animador. Em julho, a inflação bateu 6,27% no acumulado de 12 meses – quase no teto da meta do governo, de 6,5%. Apesar de ter sido de apenas 0,03% no mês, ela deve sentir a partir de agora um maior efeito do repasse cambial devido à alta do dólar. O ministro da Fazenda Guido Mantega já diminuiu sua projeção de crescimento para 2013 de 3,5% para 2,5%, enquanto os economistas do boletim Focus projetam 2,21%.