sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Prêmio Celso Furtado 2012 tem inscrições prorrogadas até 31 de agosto


Os interessados em concorrer ao Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional Edição 2012: homenagem a Rômulo de Almeida podem efetuar a inscrição até 31 de agosto. O período para realizar a inscrição foi prorrogado com o objetivo de possibilitar acesso ao Prêmio por um maior número de segmentos representativos da sociedade brasileira de todas as regiões do país. O Prêmio   tem a missão de identificar e valorizar trabalhos de acadêmicos, pesquisadores e implementadores de projetos que promovem o‘Desenvolvimento Regional'.
A premiação soma mais de R$ 209 mil a ser distribuído aos vencedores das três categorias, sendo elas "Produção do Conhecimento Acadêmico"; "Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional” e “Projetos Inovadores para Implantação no Território".
Criado pelo Ministério da Integração Nacional por meio de sua Secretaria de Desenvolvimento Regional, neste ano, o prêmio homenageia o professor e economista baiano Rômulo de Almeida, por sua importante contribuição para o desenvolvimento socioeconômico e regional do Brasil.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Plano de Trabalho para Vereança


Prezados, buscando elevar o nível de nossa discussão neste processo eleitoral, pois acredito que devemos aproveitar este momento para discutir com seriedade os nossos problemas bem como propostas para o seu enfrentamento, elaborei um Plano de Trabalho para vereança, que foi protocolado no Cartório Chermont, sob o número 00204145 e registrado sob o número 002022177. Destaco que até o momento fui o único candidato a vereador que registrou o seu plano de trabalho em cartório. 

Contudo, poucos até o momento solicitaram uma cópia do mesmo para análise. Aqueles que quiserem receber uma cópia do mesmo por e-mail é só encaminhar uma mensagem para o endereço: eduardocosta23023@gmail.com

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Conselho Regional de Economia entra com ação no Ministério Público Estadual contra o aumento da tarifa de ônibus


Parabenizo a iniciativa do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA) pela corajosa iniciativa de entrar no Ministério Público Estadual contra o aumento da tarifa de ônibus no município de Belém. O CORECON-PA considera o aumento abusivo e inoportuno por acontecer em pleno período eleitoral. Uma das reivindicações apresentadas pelo CORECON-PA é que a Prefeitura de Belém mostre a planilha de cálculo que justifique a nova tarifa aprovada. Parabenizo o CORECON-PA pela iniciativa em nome do seu presidente Antonio Ximenes.  

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Campanha Eduardo Costa 23.023 ganha as ruas de Mosqueiro


Estivemos neste fim de semana, 20 a 22 de julho, fazendo o corpo a corpo em Mosqueiro. Nos três dias cobrimos as praias do Chapéu Virado, Murubira, Ariramba, Paraíso e Marauh, além da Vila. Fiquei muito feliz com o resultado. Conversando com a população ficou nítido o que já sabíamos. Muitos estão totalmente desiludidos com os políticos e com a política. Contudo fiquei muito surpreso com a forma educada com que fui tratado pela grande maioria. Quase todos foram muito gentis. Escutaram com calma as nossas propostas, perguntaram, deram sugestões e desejaram boa sorte. Quero agradecer publicamente a todos aqueles que nos deram a oportunidade de compartilhar o sonho de uma cidade sustentável, de uma Belém levada a sério. Vejo que esta eleição é também uma oportunidade que temos para conscientizar os eleitores sobre a importância de escolher bons candidatos, seja para prefeito, seja para vereador.  

Pesquisa de Belém 2012 - Doxa


Primeira pesquisa realizada pela Doxa após definição das candidaturas à Prefeitura de Belém revela que se a eleição fosse hoje, o candidato do PSOL, Edmilson Rodrigues, venceria a eleição com 47,6% das intenções de voto. O candidato do PMDB, José Priante, ficaria em segundo lugar com 18,6% dos votos. O terceiro colocado na corrida à sucessão de Duciomar Costa é o candidato do PPS, Arnaldo Jordy, 7,1%; o candidato do PSDB, deputado federal Zenaldo Coutinho com 6,8% está em quarto lugar; O candidato petista, prof. Alfredo Costa e o radialista Jeferson Lima encontram-se empatados com 4,3% das intenções de voto. Já Anivaldo Vale, candidato do PR, aparece com 3,1%. Os demais candidatos aparecem com menos de 1% nesta corrida eleitoral. A Coleta de dados foi realizada no período de 8 a 12 de julho de 2012. A amostra foi de 672 entrevistas, que foi distribuída pelos oito Distritos administrativos de Belém. A metodologia utilizada pela Doxa é a quantitativa domiciliar, estratificada por quotas de sexo, faixa etária e área geográfica. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos dos resultados finais, com nível de segurança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o nº PA-00029/2012, contratada pelo Instituto Amazônico de Planejamento, Gestão Urbana e Ambiental (IAGUA). 

Fonte: Doxa Comunicação Integrada

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Eduardo Costa registra o seu Plano de Trabalho para vereança


Na manhã de hoje, quinta feira dia 19 de julho, foi protocolado no Cartório Chermont, sob o número 00204145 e registrado sob o número 002022177, o Plano de Trabalho para Vereança “Belém levada a sério!” do candidato a vereador Eduardo Costa - 23.023 do Partido Popular Socialista (PPS). 
Apesar de haverem mais de 850 candidatos a vereador em Belém nesta eleição, Eduardo Costa foi o único até o momento que registrou publicamente as suas propostas de trabalho que estão concentradas nas áreas de: educação; juventude; inclusão social e cidadania; saúde e qualidade de vida; geração de emprego e renda; transporte público, mobilidade e acessibilidade; segurança; controle social e transparência da gestão; e, planejamento urbano e regional.

Este plano de trabalho é resultado de uma ampla discussão com vários segmentos da sociedade civil, por meio de um processo aberto, democrático e participativo que levou quase um ano, e constitui um compromisso público que o candidato a vereador Eduardo Costa - 23.023 firma publicamente para o mandato 2013/2016 na Câmara de Vereadores do Município de Belém.
É uma inovação na prática eleitoral de nossa capital e parte do pressuposto de que a campanha para vereador de Belém precisa elevar o nível das discussões apresentando claramente não só os problemas que precisam ser enfrentados, mas as propostas de atuação no parlamento municipal para enfrentamento dos mesmos. Desta forma, este Plano de Trabalho para Vereança, denominado “Belém levada a sério!”, se materializa como um importante instrumento de controle social sobre o mandato e como um pacto social firmado democraticamente nas urnas.
Convém destacar, ainda, que este Plano não se materializa como um documento estático e fechado, podendo incluir novas diretrizes de atuação e novos compromissos em função de elementos de ordem conjuntural, ou mesmo de repactuação democrática com representantes da sociedade.
Quem tiver interesse de receber uma cópia do Plano de Trabalho registrado digitalizado pode solicitar mandando um e-mail para eduardocosta23023@gmail.com.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Carta aberta à população de Belém - Eduardo Costa candidato a vereador número 23.023


No dia 06 de julho foi dada a largada para mais uma festa democrática que irá no dia 07 de outubro, em primeiro turno, definir os candidatos que irão disputar o segundo turno na eleição para Prefeitura de Belém e os 35 vereadores que irão representar a população na Câmara de Vereadores na legislatura 2013/2016. Não há dúvida de que esta será uma disputa apertada, 10 candidatos a Prefeito e mais de 800 a vereador irão disputar os votos dos eleitores em um jogo democrático que há algumas eleições já vêm demonstrando sinal de falência. O abuso do poder econômico, a compra de votos, a corrupção, a demagogia e a hipocrisia, acabaram gerando uma enorme incredulidade por parte do cidadão de bem neste processo.
O financiamento privado das campanhas torna este jogo também bastante desigual. Como pode um simples candidato a vereador dispor de recursos que superam os seus vencimentos em 4 anos de mandato? O fato é que alguns grupos econômicos financiam alguns candidatos, e os colocam em uma posição privilegiada nesta disputa, esperando que após eleitos usem de suas posições para privilegiar uns em detrimento de outros. Ou seja, alguns não querem servir a população e ao coletivo, mas se servir da coisa pública e a grupos privados. Em muitos momentos há um sinal claro de que vivemos em uma plutocracia disfarçada de democracia, estando o Estado já privatizado por estar nas mãos de grupos econômicos e de interesses.
Ao lado disto a nossa cidade padece por falta de representantes qualificados que possam mudar a nossa trajetória de desenvolvimento. Por falta de criatividade, preparo, interesse e conhecimento da maioria de nossos representantes, principalmente de nossos vereadores, Belém hoje está a beira do colapso. Mais de 500 mil moradores de Belém sobrevivem em uma condição de extrema vulnerabilidade social, sobrevivendo com menos de meio salário mínimo mensal. Ao lado disto cresce o número de trabalhadores informais, o nosso trânsito piora a olhos vistos, a saúde está falida e a segurança a muito deixou de ser uma realidade. Sem falar da falta de projetos direcionados para a geração de emprego e renda, desenvolvimento do turismo e do cooperativismo, educação, juventude, inclusão social e cidadania, cultura popular, esporte e lazer, transporte público, mobilidade e acessibilidade, controle social e transparência da gestão. É em função disto que Belém possui os piores indicadores sociais e em termos de infraestrutura urbana comparativamente a outras cidades do mesmo porte do país. Estamos claramente ficando para trás.
Estas questões precisam ser seriamente debatidas neste período eleitoral, mas lamentavelmente a maior parte da população e dos candidatos a vereador nem se quer sabe qual é o papel do vereador. Promessas impossíveis de serem cumpridas são constantemente feitas. Votos ainda são comprados, apesar da fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em troca de promessas de empregos, cestas básicas, tijolos, telhas, cadeiras de rodas, redes, dentaduras e brindes. É este tipo de político que temos que banir de nossa vida pública. Precisamos fazer valer o Projeto Ficha Limpa no dia 07 de outubro por meio das urnas. Neste dia a população precisa organizar de forma espontânea, sem nenhuma interferência partidária, mais uma marcha contra a corrupção, só que desta vez nas urnas. Precisamos votar em quem tem preparo, caráter, compromisso ético com a coisa pública e projetos concretos para a nossa Cidade de Belém.
Ao contrário do que a maioria pensa, o papel do Vereador não é arrumar emprego, pagar contas de luz e de água, arrumar uma consulta médica, uma passagem intermunicipal ou interestadual, asfaltar uma rua ou oferecer favores a ninguém. O vereador basicamente desempenha as seguintes funções: (i) legisla sobre assuntos de interesse do município; (ii) representa a população junto ao Poder Executivo Municipal; (iii) sugere obras, ações e políticas prioritárias para o executivo municipal; (iv) discute e aprova o Plano Diretor Municipal e o orçamento anual da Prefeitura, além de fiscalizar o cumprimento do Código de Posturas do Município; (v) fiscaliza as políticas, ações, obras e gastos do Poder Executivo Municipal; e, (vi) processa e julga o Prefeito quando ele comete alguma irregularidade.
É este debate que os candidatos a vereadores precisam vencer junto à população. Precisamos fazer valer o Código de Posturas do Município e cobrar que a Prefeitura use efetivamente o Plano Diretor Urbano como um instrumento de planejamento estratégico, sistêmico, integrado, articulado e pactuado, de curto, médio e longo prazo para Belém, e não torná-lo apenas uma peça de ficção elaborada para cumprir uma exigência legal.
Precisamos modernizar a nossa gestão urbana, e estou convencido de que o Programa Cidades Sustentáveis fornece um conjunto de diretrizes e indicadores adequados para repensarmos a nossa gestão. Ao lado do debate da sustentabilidade urbana precisamos de uma ampla e moderna reforma administrativa na gestão municipal, que seja capaz de diminuir o custeio e ampliar a capacidade de investimento, ao mesmo tempo em que aumente a eficiência, eficácia e efetividade das políticas públicas, e aumente também o controle social sobre o planejamento e a gestão destas políticas.
   É este debate que estamos trazendo a população nesta eleição por meio de uma candidatura. Estamos apresentando um Programa para Vereança, “Belém levada a sério!”, amplamente discutido com vários segmentos e que envolve várias diretrizes de atuação. Mas, acima de tudo, esta candidatura assume um compromisso público com a ética, a moralidade e a probidade no trato da coisa pública. A apresentação de um Programa para Vereança durante uma campanha também facilitará o controle social sobre o mandato, na medida em que a população tem de forma clara e transparente os compromissos assumidos.
De fato, esta candidatura se coloca como uma ruptura em nossa cultura política e como um instrumento de representação do clamor popular. Uma voz que não somente clama pela mudança, mas que se propõe a ser um instrumento desta mudança. Precisamos renovar a nossa Câmara de Vereadores. Precisamos qualificar o debate político em nossa cidade e em nosso estado. Precisamos de representantes que façam a diferença por meio de seus mandatos.
É em função disto que peço o seu voto no próximo dia 07 de outubro. Pela mudança, pela renovação, pelo desenvolvimento, por Belém, Eduardo Costa número 23.023 para vereador e Arnaldo Jordy número 23 para Prefeito de Belém.

Eduardo Costa

terça-feira, 17 de julho de 2012

E NÃO CONSEGUEM NOTAR!


Isaltino Gomes Coelho Filho

Numa quinta-feira à noite, após três expedientes de trabalho, achei que a televisão me relaxaria. Fui ver um humorístico, “A praça é nossa”. Fez-me rir, no passado. Havia um quadro de um sujeito vendendo bugigangas imprestáveis, e quando alguém perguntava: “Mas, quem compraria isso?”, vinha alguém que dizia “Eu!”. Geralmente todo estropiado, porque comprara o produto e se dera mal. O vendedor imitava os vendedores televisivos americanos, e não movia um músculo facial. Era hilário.
Frustrei-me! Todos os quadros tinham insinuação sexual, e chula. Que pena, Carlos Alberto de Nóbrega! Era um programa que se podia ver com a família. Agora não. E não é moralismo de pastor. Tenho moral, sim, e não me envergonho de tê-la. Além de chulo era de inteligência rala. É uma marca de nosso tempo. A cultura está sendo imbecilizada. A televisão está idiotizando seus assistentes. Os programas e as músicas são medíocres. O massacre do idioma é terrível. Não bastasse o gerundismo, parece que os “s” finais não se pronunciam mais e o sujeito pleonástico, que dói, virou regra: “O Brasil ele tem…”, “A seleção ela vai jogar…”. Ora, o pronome pessoal é desnecessário aqui! Ouvi um professor dizendo “Para mim fazer”.  Outro lascou um “previlégio” (que sacrilégio!).  Minha mãe me ensinou, aos 6 anos, que “mim” não faz nada. Só sofre e recebe. Voltando ao “A praça”: indignou-me. Tenho idade suficiente para desprezar o chulo. O problema é a mediocridade, de puxar todo mundo para baixo. Não quero aulas de Filosofia pela tevê, mas algo que uma pessoa que não tenha QI de ameba em estado de coma assista sem se sentir ultrajada. Chamar-me-ão de “elite”.  É a ofensa preferida dos ignorantes. Tudo bem. Prefiro ser “elite” a ser boçal. Assistir programas de televisão tira alguém da elite.
Na manhã seguinte, arrumava-me e assistia o noticiário. Ou era o mesmo triunfalismo do regime militar (somos um oásis no mundo!) ou eram notícias de acidentes e crimes. Veio uma reportagem sobre violência no trânsito. Por fim, uma senhora comentou: “As pessoas estão ficando cada vez mais brutas”. É verdade, em todas as áreas. Jogos de futebol são um risco para o torcedor. A violência se rotinizou no nosso cotidiano. As pessoas estão se tornando vulgares e não pensantes, como o que consomem. A violência é entretenimento e a sexualidade é a mais reles. A raiz é mesma: a coisificação do homem e da mulher. As pessoas perderam a dignidade (são imagem e semelhança de Deus) e se tornaram mercadoria. Principalmente a mulher. Ela é despida de sua dignidade e transformada em objeto. São coisas cujo valor está na estética. Como os produtos que compramos.
Impressiona-me que as pessoas, principalmente formadoras de opinião, não vejam o todo. Somos uma cultura cada vez mais imersa na sensualidade, e não no cognitivo. As pessoas não são chamadas a pensar, mas a sentir. O mote hoje é “Sinto, logo existo”. Os sentimentos validam a existência. As emoções valem mais que a razão, e numa cultura altamente individualista, as emoções da pessoa lhe são as válidas e as norteadoras de sua conduta. Não há mais dever nem senso do coletivo. As pessoas não são mais entes pensantes e sociais. São apenas animais que devem ter seus instintos saciados. Mesmo que baixos. O prazer rege o mundo, não o dever ou a responsabilidade.
Vejo o mesmo na igreja. Em uma perspectiva sensual, as pessoas querem o prazer. Não sexual, mas querem o prazer. Avaliam o culto se ele lhes fez bem. O cântico pode ter uma letra esotérica e até antibíblica, mas se fez bem à pessoa, então é válido. Cantamos aberrações, mas se elas nos dão prazer são válidas. A busca do prazer é o culto de si. Numa prática litúrgica sensual (isto é, sustentada pelos sentidos), Deus é um pretexto para as pessoas cultuarem a si mesmas. Como somos espiritualmente sofisticados, não fazemos isso explicitamente, mas camuflamos. Prevalece o nosso gosto: o bom culto é o que nos faz bem e não o que proclama a cruz e anuncia a graça de Deus. Muitos buscam não a glória de Deus, mas sua satisfação pessoal. Alguns acham que Deus foi glorificado se eles se sentiram bem. Por exemplo: uma senhora me disse ter discordado da mensagem bíblica do seu pastor, “porque o seu espírito não corroborou o Espírito”. Sua visão pessoal era mais valiosa que as Escrituras. O que ela ouviu não lhe fez bem, e assim o que ela sentia se sobrepôs à Palavra.
Muitos crentes não têm senso de dever nem visão do todo. Buscam apenas a satisfação pessoal. Não querem o Espírito, mas o espírito (que por vezes dimensionam como o Espírito). “A Bíblia diz” cedeu lugar ao “eu sinto”. O entendimento cedeu espaço ao sentido. Nós não cremos mais. Nós sentimos. A fé deixou de ser compreensão e passou a ser sensação.  O “eu” prevaleceu sobre o “Ele”. E o Deus que se revelou para ter sua mensagem compreendida pelos homens se tornou o Deus das sensações. Nada de razão e tudo de sentido. Não ao cognitivo e sim ao sensual. Estamos copiando a cultura do mundo.
O culto sensual, a valorização dos sentidos, a glorificação do eu e o baixo nível de espiritualidade das igrejas têm conexão. Quando os evangélicos surgem na mídia é porque sucedeu algum escândalo. E não adianta culpar a mídia. Se escândalos não acontecerem não serão noticiados. É que os padrões estão baixos. A sensualidade os rebaixa. A ética requer cognição. Se a abolimos e vivemos na sensação não temos ética.
Não estou “viajando”. Estou abismado com a incompreensão de tantos pregadores. O elemento cognitivo e racional da fé tem sido posto de lado. Nem sempre a Palavra é pregada e assim as pessoas não são chamadas ao raciocínio. Elas são chamadas apenas a sentir. O culto é programado para lhes provocar sensações. Elas são vistas como clientes que devem receber o que buscam. Nesta ótica, o púlpito não proclama a Palavra, mas procura fidelizar clientes. Não chegamos ao chulo e ao obsceno, mas fomos empobrecidos. Vejo isto nos cânticos pobres, na pregação pobre que não expõe a Palavra e sim conceitos culturais que afagam o ego dos ouvintes, e no empobrecimento cultural do culto. Tocam-se os instrumentos mais simples, e assim mesmo nos acordes mais fáceis. A cultura secular está empobrecendo e se mediocrizando. A cultura teológica e cúltica também. Estamos descendo e não subindo. Nosso nível está caindo. Não falo de sofisticação, mas da elevação do espírito que a fé cristã sempre proporcionou.
Compreensão não mata. “… Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse” (At 8.30-31). O mundo precisa entender e a igreja precisa saber explicar. A fé vem pelo ouvir, e não pelo sentir: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). Cuidado com o sensualismo. Um pouco de cognoscibilidade nos fará bem. A cultura dos sentidos não é a mais elevada.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pós-Graduação em Economia Regional e Urbana do Instituto de Economia da Unicamp


O Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico do IE.UNICAMP, na área de concentração em Economia Regional e Urbana, faz saber que já está disponível no site (ver anexo) a bibliografia das provas do seu Processo de Seleção de Candidatos ao Mestrado e Doutorado.

As inscrições serão gratuitas e abrirão no período de 03 a 21/09/2012.

O Processo Seletivo neste Programa é operacionalmente o mesmo para os candidatos formados em economia e áreas afins que tratem das temáticas ou linhas de pesquisa regional e urbana, agrícola e ambiental, história econômica e economia social e do trabalho. Ver: http://www.eco.unicamp.br/.

PRESENTE DE DEUS OU PROPRIEDADE DE DEUS?


Isaltino Gomes Coelho Filho

 Um dia desses vi uma pintura num veículo: “Foi Deus quem deu!”. Entendi a mensagem que o proprietário queria transmitir. Ele reconhecia que Deus lhe proporcionara uma bênção material. No caso, aquele carro.
Mais tarde pus-me a meditar no caso. Respeitosamente, não me soa o reconhecimento correto. Na realidade, há mais de mundano que de espiritual na frase.  Ela não expressa apenas o reconhecimento de que foi uma bênção, mas traz certo ufanismo. Afinal, conheço bem o movimento evangélico de hoje e sei da ênfase que ele coloca em bens materiais como sinal da aprovação divina. Quem é suficientemente bom aos olhos de Deus recebe bênçãos materiais. A doutrina da graça tem sido varrida para longe pelo neopentecostalismo. É um tal de “declarar”, “exigir seus direitos”, “reivindicar” que se vê uma total ignorância do que seja graça. Consequentemente, do que seja o evangelho. Quando alguém diz “Foi Deus quem me deu” pode muito bem estar dizendo: “Viu? Fui um bom menino, e Papai do Céu me deu de presente!”. Vejo tanto ufanismo com bens materiais! Muitos evangélicos parecem mais ligados em Mamom, o pseudo-deus das riquezas, que em Jesus Cristo.
O correto não é “Foi Deus quem deu!”. Porque se somos mesmo cristãos, nada é nosso, e tudo é dele. As coisas que nos vêm às nossas mãos, na realidade não são nossas, mas dele. Estão conosco para nosso uso, mas prestaremos contas delas, porque não somos proprietários, mas servos e mordomos (Lc 12.37 e 42) e despenseiros (1Pe 4.10). Alguns acham que são donos e assim dão migalhas dos bens, do tempo, das emoções e dos afetos para Deus. Amam os bens e dizem que Deus lhes deu.
Se você realmente é uma pessoa que entregou a vida (e não apenas o louvor) a Jesus, nada do que você tem é seu, mas é dele. As pessoas se lembram do Salmo 24.1 quando querem reivindicar coisas como “filhas do Rei”. Se tudo é dele, somos dele e nossas coisas são dele.
Sua vida é dele? Então seu carro não foi presente dele, mas é dele. Sua casa é dele. Seus filhos são dele. Sua carreira é dele. Se ainda não entendeu isso, cante o hino 422 do Hinário Para o Culto Cristão: “Tudo o que sou e o que vier a ser eu ofereço a Deus”. Em um ato de culto ofereça a Deus o que é dele por direito. Que seja de fato.
Nada seu é seu. Tudo seu é dele. Reconheça isso e viva isso antes que ele, insatisfeito com sua visão, dê a outro: “Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos” (Mt 25.28). Lembra-se desta história? Aconteceu quando o senhor chegou e chamou os servos à prestação de contas (Mt 25.19). Demorou, mas veio. Você é apenas servo, e não senhor. Quando ele vier, que não chame você de “servo inútil”.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Compra de votos


Belém precisa ser seriamente discutida neste período eleitoral, mas lamentavelmente a maior parte da população e dos candidatos a vereador nem se quer sabe qual é o papel do vereador. Promessas impossíveis de serem cumpridas são constantemente feitas. Votos ainda são comprados, apesar da fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em troca de promessas de empregos, cestas básicas, tijolos, telhas, cadeiras de rodas, redes, dentaduras e brindes. É este tipo de político que temos que banir de nossa vida pública. Precisamos fazer valer o Projeto Ficha Limpa no dia 07 de outubro por meio das urnas. Neste dia a população precisa organizar de forma espontânea, sem nenhuma interferência partidária, mais uma marcha contra a corrupção, só que desta vez nas urnas. Precisamos votar em quem tem preparo, caráter, compromisso ético com a coisa pública e projetos concretos para a nossa Cidade de Belém.


Reforma Política


segunda-feira, 9 de julho de 2012

II Gincana Nacional de Economia 2012


Campanha não aceito corrupção (Vídeo 2)

Compartilho com vocês o Vídeo 2 sobre a campanha NÃO ACEITO CORRUPÇÃO de iniciativa do Ministério Público Democrático (MPD) em prol de um Brasil mais justo, democrático e com respeito a cidadania. Lembre-se só existe o corrupto porque existe o corruptor. Para mais detalhes sobre a campanha ou para formalizar denúncias de corrupção ao Ministério Público acesse: 



Campanha não aceite corrupção (Vídeo 1)

Compartilho com vocês o Vídeo 1 sobre a campanha NÃO ACEITO CORRUPÇÃO de iniciativa do Ministério Público Democrático (MPD) em prol de um Brasil mais justo, democrático e com respeito a cidadania. Lembre-se só existe o corrupto porque existe o corruptor. Para mais detalhes sobre a campanha ou para formalizar denúncias de corrupção ao Ministério Público acesse: 



quinta-feira, 5 de julho de 2012

Ainda que a figueira não floresça (Habacuque 3.17-19)


Louvar e adorar ao Senhor em momentos de alegria é fácil. Difícil é se manter como adorador e servo fiel em momentos de dificuldades, aflições e angústias. O Senhor nosso Deus tem uma promessa para as nossas vidas. Ele nos fará andar em lugares altos, acima dos problemas, acima das tribulações, acima das angústias, acima das perseguições.  
Compartilho com os amigos uma passagem bíblica que falou muito ao meu coração no dia de hoje, Habacuque 3.17-19: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos

Continuam abertas as inscrições para o XVII Prêmio Tesouro Nacional


Desde abril último continuam abertas as inscrições para o “XVII Prêmio Tesouro Nacional”. A meta é estimular estudos e pesquisas na área de Finanças Públicas. O prêmio é uma iniciativa da Secretaria do Tesouro Nacional, tendo como patrocinadora a Fundação Getúlio Vargas, e a ESAF como responsável por sua realização.
 A edição 2012 do Concurso consiste dos seguintes temas: Política Fiscal e Dívida Pública; Economia e Contabilidade do Setor Público, e Tópicos Especiais de Finanças Públicas.
A premiação, para cada tema, dar-se-á na seguinte conformidade: R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, para o 1°, 2° e o 3° colocado, respectivamente. O prazo de entrega dos trabalhos é até o dia 01/10/2012, data final para postagem nos Correios; o regulamento consta do sítio: www.esaf.fazenda.gov.br