sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

COFECON realiza posse da nova presidência e conselheiros

Por Manoel Castanho – Jornalista COFECON

 O Conselho Federal de Economia realizou na noite de quinta-feira (09) a posse de sua nova presidência. O evento aconteceu no Hotel Nacional, em Brasília, e contou com a presença de várias autoridades (tanto locais quanto de outros estados), professores e dirigentes de outras categorias profissionais.
Após o hino nacional, foi exibido um vídeo comemorativo dos 60 anos da profissão, no qual apresenta-se rapidamente seu início no Brasil, os anos em que ganhou maior projeção nacional, a importância e as habilidades do Economista, bem como as perspectivas para o futuro. As festividades dos 60 anos serão encerradas em breve com o lançamento de um livro contando a história da profissão no Brasil e do Conselho Federal de Economia. 


O agora ex-presidente Waldir Pereira Gomes (acima) fez um discurso no qual prestou contas de sua gestão, destacando uma a uma as principais realizações. Entre elas, destacam-se os despachos executivos, que trouxeram mais diálogo ao sistema COFECON/CORECONs; a implantação da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) como instrumento de valorização profissional, bem como as reuniões mantidas com bancos para pedir deles a obrigatoriedade da ART; o Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (Since) e o Congresso Brasileiro de Economia (CBE) como eventos máximos da categoria; a campanha comemorativa dos 60 anos da profissão; o workshop de gerentes executivos, fiscais e setor jurídico dos CORECONs e o Programa de Desenvolvimento Humano para funcionários do COFECOn; além de uma longa lista de outras realizações.


Acima, a partir da esquerda: Roridan Penido Duarte, Fabíola Andréa Leite de Paula, Eduardo José Monteiro da Costa, Antonio Eduardo Poleti e o presidente Ermes Tadeu Zapelini; abaixo, Júlio Alfredo Rosa Paschoal, Júlio Flávio Gameiro Miragaya, Nei Jorge Correa Cardim, Antonio Eduardo Nogueira, Lourival Batista de Oliveira Junior, o vice-presidente Kanitar Aymoré Saboia Cordeiro e Paulo Roberto Lucho.

Em seguida foram empossados o novo presidente, Ermes Tadeu Zapelini; o vice-presidente Kanitar Aymoré Saboia Cordeiro; os novos conselheiros federais efetivos Antonio Eduardo Poleti, Eduardo José Monteiro da Costa, Fabíola Andréa Leite de Paula, Júlio Alfredo Rosa Paschoal e Roridan Penido Duarte; e os novos suplentes Júlio Flávio Gameiro Miragaya, Nei Jorge Correia Cardim, Paulo Roberto Lucho, Antonio Eduardo Nogueira e Lourival Batista de Oliveira Junior. Wellington Leonardo da Silva (efetivo) e Carlos Henrique Tibiriçá Miranda (suplente) não puderam estar presentes. 
Encerrando a programação da noite, veio o discurso do novo presidente Ermes Tadeu Zapelini (abaixo). Começou falando sobre o Economista: "É o profissional que tem a mais ampla visão do mundo em que vivemos. É o profissional que abarca conhecimentos dos mais diversos campos do saber".


 Mas o presidente teve que apontar para uma realidade mais dura no que diz respeito à profissão: "A maioria das escolas existentes possui instalações deficientes, corpo docente mal remunerado. A legislação que instituiu este profissional, além de estar defasada num mundo que passou por transformações significativas nas últimas décadas, ainda não especifica claramente os procedimentos inerentes à delimitação do campo profissional. A isso junte-se o encolhimento do mercado de trabalho pelos seus maiores empregadores: o executivo federal, os estaduais e os municipais". Mas prometeu: "Vamos lutar inexoravelmente e deixar de ser vítimas para sermos atores". 
Zapelini também criticou a burocracia que atinge a administração pública e, por extensão, os conselhos. "A realização de qualquer tarefa tem que adequar-se a um conjunto de programas, projetos, planilhas, orçamentos com recursos financeiros disponíveis, formulários, justificativas, pareceres, licitações, dispensas, decisões colegiadas, etc. Tudo isso faz com que o processo decisório se torne moroso, estafante e, por que não dizer, tortuoso". Ao mesmo tempo, o presidente prometeu otimizar os recursos para que cada setor possa ter mais tempo para dedicar-se aos economistas e ao mercado de trabalho. "Vou priorizar objetivos fundamentais para evitar a superficialidade; vou valorizar nossas experiências bem sucedidas, e as más, que nos sirvam de aprendizagem". 
Zapelini destacou que a Lei 1.411/51 dá ao Conselho Federal de Economia a atribuição de servir como órgão consultivo do governo em matéria de economia. "Se o governo não nos está consultando, vamos prestar assessoria opinando com mais ênfase", destacou Zapelini, para então entrar na discussão de conjuntura, criticando especialmente os juros altos praticados no país. "A autoridade monetária abomina o aumento da demanda agregada", colocou o presidente. "Queremos ser os maiores em tudo", ironizou, dizendo que talvez por isso, temos as mais altas taxas de juros do mundo". E ao comentar as taxas de juros de cartão de crédito, voltou a dizer que "são as mais altas", fez uma pausa e concluiu: "da Via Láctea". 
Por fim, referiu-se à importância do planejamento. Afirmou que a atividade econômica deve funcionar de forma articulada, “com profissionais economistas e a santíssima demanda agregada”. Defendeu que os governos estejam presentes “com agências reguladoras ágeis e enérgicas, política fiscal, monetária e cambial articuladas. Todos estes ingredientes sob o guarda-chuva das taxas de juros civilizadas”.
A íntegra do discurso de Zapelini pode ser acessada clicando AQUI.
Depois da cerimônia houve uma recepção no mesmo local.


COFECON realiza Sessão Plenária ampliada em Brasília

O Conselho Federal de Economia realizou nos dias 10 e 11 de fevereiro sua 638ª Sessão Plenária. Além dos conselheiros federais, compareceram também os presidentes dos Conselhos Regionais de Economia, que se reuniram em separado no dia 10. No dia 11 a reunião foi conjunta.


O plenário aprovou o plano de trabalho da presidência, com quatro grandes áreas de atuação: fiscalização, registro, planejamento estratégico e valorização profissional. Entre os projetos apresentados no plano de trabalho estão: aperfeiçoamento da Lei 1.411/51, bem como da consolidação da legislação profissional do economista; projeção e fortalecimento da imagem do economista; programas para melhorar os níveis de inscrições e adimplência nos CORECONs; despachos executivos; capacitação de funcionários do Sistema COFECON/CORECONs, bem como aperfeiçoamento da estrutura administrativa; disseminação da técnica econômica (por meio da Comissão de Acompanhamento da Política Econômica e do Prêmio Brasil de Economia); relacionamento com os estudantes e a academia; entre outros.

SINCE terá nova sede

Após confirmar-se a desistência do CORECON-CE de organizar o Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia (Since), foi permitida a inscrição de CORECONs que se dispusessem a assumir a realização do evento. O Presidente do CORECON-MG,Cláudio Gontijo, após justificar que o Encontro dos Economistas de Língua Portuguesa está previsto para realizar-se  neste ano em Belo Horizonte, entendeu que seria positiva para o sistema COFECON/CORECONs a realização dos dois eventos na mesma oportunidade. O assunto será levado ao plenário do CORECON-MG.
Foi aprovado o calendário de eventos do COFECON para o ano de 2012 com as seguintes atividades:

FEV
09
Solenidade de Posse da Presidência e Conselheiros Federais
Brasília - DF
10 e 11
638ª Sessão Plenária Ordinária Ampliadado Conselho Federal de Economia
MAR
30 e 31
639ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Economia
Brasília - DF
JUN
6 a 8
VI ENAM – Encontro de Entidades de Economistas da Amazônia Legal
Belém - PA
9
640ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Economia
JUL 
26 e 27
XXVI ENE – Encontro de Entidades de Economistas do Nordeste
João Pessoa - PB
28
641ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Economia
AGO
02 e 03
VII ENESUL – Encontro de Economistas da Região Sul
Porto Alegre - RS
23 a 25
Encontro de Economistas da Região Centro-Oeste
Brasília - DF
SET
5 a 7
Workshop dos Gerentes, Assessores Jurídicos, Fiscais e Contadores do Sistema COFECON/CORECONsSimpósio dos Conselhos Regionais de EconomiaII Gincana Nacional de EconomiaXVIII Prêmio Brasil de Economia e Personalidade Econômica do Ano
Belo Horizonte – MG
(Previsto)
8
642ª Sessão Plenária Ordinária Ampliadado Conselho Federal de Economia
NOV
 28 e 29
643ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Economia
Brasília – DF
30
Assembleia de Delegados Eleitores
DEZ
14 e 15
644ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Economia
Brasília – DF

Convênio com Ministério
Foi apresentada proposta de convenio a ser assinado com o Ministério da Educação (MEC), que permitirá que o COFECON indique especialistas para emitir pareceres sobre os projetos pedagógicos dos cursos de Economia em fase de regulação. O assunto será analisado pela Comissão de Educação COFECON, que discutirá os detalhes dos procedimentos em reunião com o MEC.

Sistema COFECON/CORECONs
O plenário do COFECON também permitiu o parcelamento de débitos do Programa de Ação Imediata (PAI), realizado em 2009, por parte dos CORECONs de Sergipe e Maranhão. Os débitos são referentes a pendências na prestação de contas. O programa liberava uma verba de até R$ 20 mil para que os Regionais utilizassem em tecnologia da informação, fiscalização e capacitação profissional.

Questões discutidas pelos presidentes de Regionais
Ao mesmo tempo em que se realizava a Sessão Plenária, os presidentes de Conselhos Regionais de Economia estavam reunidos em outra espaço, sob a direção do vice-presidente do COFECON, Kanitar Aymoré Saboia Cordeiro. Várias sugestões foram levantadas para a discussão conjunta  no plenário.
Foram propostas pelos Regionais questões como a Anotação de Responsabilidade Técnica e sua regulamentação,  a situação das execuções fiscais diante da Lei 12.514/2011, a melhoria da comunicação entre o COFECON e os CORECONs, a possibilidade de criar um programa que permita a aquisição de imóvel para Regionais que ainda não têm sede própria, a reavaliação das devoluções por não utilização dos recurso do programa PAI.  O VI Encontro de Entidades de Economistas da Amazônia Legal (ENAM) e a situação do CORECON-RR.
Dentre os assuntos  levantados pelos presidentes, alguns se destacaram. Um deles, defendido pelo presidente do CORECON-RS, Geraldo Pinto Rodrigues da Fonseca, refere-se à necessidade de exigir que os editais de concursos públicos destinem aos economistas (e não aos profissionais de nível superior em qualquer área, como ocorre hoje) os cargos cujas atribuições são inerentes ao campo de trabalho deste profissional.
O presidente do CORECON-SP, Manuel Enríquez García, falou sobre os cursos gratuitos de capacitação oferecidos pelo CORECON-SP para os formandos e colocou-se à disposição dos Regionais para enviar vídeos e aulas. Falou também sobre a realização de pesquisa sobre o grau de empregabilidade da profissão (abrangendo mais de 18 mil economistas). Colocou à disposição de todos os CORECONs a TV Economista, importante instrumento de valorização profissional por meio da divulgação de vídeos, palestras e fóruns de debates.

Fonte: Manoel Castanho – Jornalista COFECON


Concursos: oportunidades para Economistas

O Conselho Federal de Economia divulga nesta nota oportunidades para Economistas por meio de concursos públicos. São mais de 100 vagas em todas as regiões do Brasil, com salários que podem chegar a superar a marca de R$ 5 mil. Clique no título da nota e veja as informações sobre inscrições, salários e provas.

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB)
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120210141050434.pdf
Inscrições: http://www.universa.org.br
Prazo: Até 13/03
Custo: R$ 50
Remuneração: 2.989,33 + adicionais de incentivo à qualificação
Vagas: 01 para Economista
Prova: 29/04

Liquigás Distribuidora S/A
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120209132405411.pdf
Inscrições: www.cesgranrio.org.br
Prazo: Até 04/03
Custo: R$ 50
Remuneração: R$ 2.433,69 + adicional de periculosidade (quando for o caso)
Vagas: 36 para Profissional de Vendas (que pode ser disputado por economistas), didividas em 23 diferentes estados e no Distrito Federal
Prova: 15/04

Liquigás Distribuidora S/A
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120209132405606.pdf
Inscrições: www.cesgranrio.org.br
Prazo: Até 04/03
Custo: R$ 50
Remuneração: R$ 3.163,80
Vagas: 01 para Profissional Junior - Ciências Econômicas (São Paulo)
Prova: 15/04

Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (CEASA)
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120209121543521.2.12ceasa.pdf
Inscrições: www.consulplan.net
Prazo: Até 08/03
Custo: R$ 20
Remuneração: R$ 3.909,08
Vagas: Economista - Cadastro de Reserva
Prova: 01/04

Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe)
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120203144240683.pdf
Inscrições: www.cesgranrio.org.br
Prazo: Até 29/02
Custo: R$ 55
Remuneração: R$ 2.687,31 a R$ 3.359,14
Vagas: 02 para Analista de Comércio Exterior Júnior, 02 para Analista de Logística Júnior, 01 para Analista de Logística Júnior com ênfase em PCP, 02 para Analista de Logística Pleno, 01 para Analista de Suprimentos Júnior e 02 para Analista de Suprimentos Pleno, todas disputáveis por Economistas com registro no CORECON
Prova: 22/04

Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape)
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120203144654749.pdf
Inscrições: www.cesgranrio.org.br
Prazo: Até 29/02
Custo: R$ 55
Remuneração: R$ 3.506,58 e R$ 2.805,27, na ordem dos cargos abaixo
Vagas: 01 para Analista de Planejamento e Gestão Júnior e 01 para Analista Financeiro Júnior, ambas disputáveis por Economistas com registro no CORECON
Prova: 22/04

Companhia Potiguar de Gás - POTIGÁS
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120131130654966.pdf
Inscrições: www.potigas.ieses.org
Prazo: Até 09/03
Custo: R$ 75
Remuneração: R$ 3.272,81
Vagas: 01 para Analista Comercial Júnior e 01 para Analista de Planejamento Júnior, ambas disputáveis por Economistas com registro no CORECON
Prova: 15/04

Prefeitura de Ananindeua-PA
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120131151454976.pdf
Inscrições: http://www.fundacaocetap.com.br
Prazo: Até 06/03
Custo: R$ 50
Remuneração: R$ 965,01
Vagas: 10 para o cargo 14 (Gestão - Auditoria Geral), 10 para o cargo 16 (Gestão - Econômico-Financeira)
Prova: Não informada no edital

Junta Comercial do Estado de Pernambuco 
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120131131752485.pdf
Inscrições: www.upenet.com.br
Prazo: Até 04/03
Custo: R$ 55
Remuneração: R$ 2.024,23 + Produtividade de até R$ 900
Vagas: 24 para Analista de Registro Empresarial (sendo 22 em Recife, uma em Caruaru e uma em Petrolina)
Prova: 25/03

Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás
Edital: http://concursos.correioweb.com.br/documentos/20120123143740367.pdf
Inscrições: www.institutocidades.org.br
Prazo: Até 26/02
Custo: R$ 140
Remuneração: R$ 5.542,30
Vagas: 03 para Analista Administrativo e 03 para Auditor de Controle Externo, área Controle Externo. Nível superior em qualquer área.
Prova: 01/04

Fonte: Manoel Castanho – Jornalista do COFECON

Comissão de Economistas Projetistas do CORECON-PA realiza reunião para discutir aumento de taxas cobradas pelo Banco da Amazônia

Representar a Instituição e defender os interesses da classe. Estes foram os principais objetivos da Comissão de Economistas Projetistas do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA) ao realizar o encontro que reuniu economistas, engenheiros, avaliadores, representantes de entidades de classe e demais profissionais preocupados com as recentes medidas adotadas pelo Banco da Amazônia com relação a cobrança de tarifas sobre estruturação de projetos, avaliação de garantias, fiscalização de empreendimentos, além da suspensão do financiamento de capital de giro puro para médias e grandes empresas.
 O Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) é a principal fonte de recursos financeiros estáveis para crédito de fomento, destinado para atender as micros, pequenas, médias e grandes empresas que desenvolvem atividades de baixo impacto ambiental nos setores mineral, industrial, agroindustrial, turístico, infraestrutura, comercial e de serviços.


 O Banco da Amazônia S/A, agente financeiro exclusivo do FNO, estava cobrando taxa de análise no valor de 1% sobre o valor total do projeto, taxa que foi obrigado a extinguir da sua lista de tarifas por determinação Advocacia Geral da União - AGU, mas para surpresa dos empresários da região e dos profissionais que atuam em elaboração de projeto, o Banco volta com a carga cobrando agora 1% do valor total do projeto, sobre um serviço estranho denominado pelo Banco de estruturação da operação, que deverá ser pago no ato do protocolo do projeto, alem de outras taxas para operações de crédito de fomento, tais como 0,50% sobre a validação dos Laudos Técnicos de Avaliação de Garantia, 0,50% para avaliação de bens, mais 1% sobre cada visita técnica (fiscalização) relativa a vistoria de aplicação de cada parcela liberada do financiamento. Tal procedimento do Banco é considerado estranho para os empresários e projetistas, por que o banco já é remunerado pelo Fundo em 3% ,  taxa esta que já está embutida na taxa de juros definida pelo CONDEL-SUDAM que é quem define as políticas de aplicação do FNO.
O engenheiro Albert Puty classifica as taxas cobradas pelo BASA com entraves ao mercado de trabalho do projetista e explica: “Nós, como prestadores de serviços sentimos esse problema devido ao entrave na redução da demanda por crédito de fomento, isso reduz o nosso mercado de trabalho”.
De acordo com o economista Carlos Vicente Cidade, a área de projeto é um dos principais nichos de mercado que existe hoje para o economista. A consultoria em elaboração de projetos é um mercado multidisciplinar que agrega profissionais de diversas áreas. “O FNO é um instrumento de financiamento que torna o crédito mais barato e o custo é menor do que em outras instituições financeiras. Portanto, a partir do momento que o BASA aumenta a sua tarifa, automaticamente encarece o crédito e conseqüentemente o valor do projeto. Essa é uma política ruim tanto para a região pela dificuldade na aplicação do crédito, quanto para o mercado de trabalho, pois afeta diversos profissionais, principalmente os economistas projetistas e os avaliadores de bens para garantias reais”, explicou.
“A reunião foi de suma importância para os economistas projetistas, pois colocou em pauta os entraves criados pelas taxas estipuladas pelo Banco, além de “nos manter atualizados e informados sobre a mudança nos processos dos projetos econômicos que de alguma maneira nos prejudicam enquanto economistas projetistas”, ressaltou a economista Guaraciaba Silva Sarmento. 


O engenheiro Vitor Mello, que atua paralelamente ao economista como avaliador de bens hipotecários para dação em garantia, diz ser esta área uma das mais afetadas com o aumento da taxa. “Esse debate é importante tanto para a classe dos engenheiros avaliadores, quanto para a dos economistas, pois todos nós somos afetados com isso e juntos podemos agregar propostas de solução para esta questão”. 
O Conselheiro e Coordenador da Comissão de Economistas Projetistas do CORECON-PA, Nélio Bordalo Filho, destaca que as taxas em vigor oneram substancialmente os projetos. “Os empresários devem pagar a taxa de 1% de estruturação da operação no ato de protocolização do projeto, além do percentual incidir sobre o investimento total do projeto, portanto incide sobre os recursos a serem pleiteados no Banco e recursos próprios dos empresários”, explicou. Ele acrescentou ainda, “que caso o projeto seja indeferido pelo Banco, o valor pago não é devolvido ao cliente. Em uma simulação de um projeto com investimento total de R$50 Milhões, a taxa é de R$500 mil reais. Uma soma significativa mesmo para uma empresa de médio ou grande porte”.
Outro aspecto relevante a ser destacado é a sustação de aplicação de recursos para capital de giro para empresas de Grande e médio porte, o que é um contra-senso, pois prejudica sobremaneira as micro e pequenas empresas também, uma vez que estas são fornecedoras das medias e grandes empresas, quer seja em serviços ou em produtos necessários as  suas atividades, destaca o conselheiro.
Por se tratar de um assunto polêmico, serão realizadas outras reuniões para definição de estratégias a serem adotadas.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CORECON-PA

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

STF aprova Lei da Ficha Limpa.

            Na tarde desta quinta-feira o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por 7 votos a 4 que a Lei da Ficha Limpa é constitucional e valerá para as eleições municipais de 2012.
            A Lei da Ficha Limpa é o 1º projeto de iniciativa popular a ser aprovado pelo Congresso Nacional e promulgado por um presidente brasileiro. Entrou em vigor em junho de 2010, mas, devido a uma decisão do STF, não valeu para as eleições daquele ano. Para garantir a validade da lei em 2012 duas ações para atestar sua constitucionalidade foram propostas. Uma foi impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outra pelo Partido Popular Socialista (PPS).
            A aprovação da Lei torna inelegíveis por oito anos políticos cassados que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação e os condenados criminalmente por órgão colegiado, bem como os condenados por crimes eleitorais (compra de votos, fraude, falsificação de documento público), lavagem e ocultação de bens, improbidade administrativa, dentre outros, independente de o caso ter sido ou não julgado em última instância.
            Foram favoráveis à validação da Lei os ministros Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello. Foram contrários os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Cezar Peluso.
            A aprovação desta Lei é uma conquista da sociedade brasileira.


Reunião do Movimento Nova Política – 16 de fevereiro

       Hoje à noite, dia 16 de fevereiro, acontecerá mais uma reunião do Movimento Nova Política do estado do Pará. A reunião acontecerá na Galeria São Pedro, atrás do Pátio Belém, às 18h e terá como pauta: a estruturação do movimento no estado; a formação de comitês temáticos; a realização de um primeiro evento público; e os rumos do movimento no estado. A reunião é a aberta a todos aqueles que sonham em construir uma nova cultura política e que estão cansados do atual modelo político-partidário. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sessão Plenária Ordinária Ampliada do Conselho Federal de Economia

Aconteceu nos dias 10 e 11 de fevereiro, a 638ª Sessão Plenária Ordinária Ampliada do Conselho Federal de Economia em Brasília-DF. Na ocasião foi discutido o programa de trabalho para o ano de 2012, a formação de comissões de trabalho, e os mecanismos para implantação do Planejamento Estratégico do COFECON, com destaque para: registro profissional, fiscalização e valorização profissional.  
Na oportunidade o Presidente do CORECON-PA, Antonio Ximenes apresentou e discutiu o projeto do VI Encontro de Entidades de Economistas da Região Norte (ENAM) que será realizado no período de 06 a 08 de junho de 2012, em Belém do Pará, momento em que será discutido o centenário da Crise da Borracha na Amazônia. Já o Conselheiro Federal Eduardo Costa, manifestou naquela plenária a necessidade do Sistema COFECON/CORECONs desenvolver ações mais concretas no sentido de dar maior visibilidade no mercado de trabalho para os economistas, principalmente no setor privado, público e terceiro setor, para isto sugeriu a realização de uma campanha institucional ampla nos meios de comunicação. 
Outra deliberação importante do Plenário do COFECON foi a de que o próximo Simpósio Nacional de Conselhos de Economia (Since) acontecerá no mês de Setembro de 2012, na cidade de Belo Horizonte (MG) concomitante ao Encontro de Economistas de Língua Portuguesa. Ficou também agendado naquela plenária que no dia 09 de Julho de 2012 ocorrerá em Belém do Pará, a 640ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho Federal de Economia.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CORECON-PA