O Governo Federal vai retirar da Câmara
o projeto de lei de marco regulatório para a atividade de mineração, enviado ao
Congresso em junho de 2013. Para facilitar a tramitação, o Ministério de Minas
e Energia está articulando com a Casa Civil o fatiamento da proposta em outras
três. Com relação ao minério de ferro, a
alíquota dos royalties vai variar entre 2% e 4%. A ideia é criar uma tabela
flexível, atrelada às oscilações internacionais da cotação da commodity. Quanto
maior o preço, maior o royalty. Para todos os outros minérios, o porcentual
será fixo. Os royalties sobre potássio, de 3%, devem cair, uma vez que a maior
parte do produto é importada; os do diamante, hoje em 0,2%, vão aumentar.
Pequenos produtores terão taxação menor. O Governo também pretende retirar a
proibição a empresas estrangeiras, que não podem atuar em regiões fronteiriças.
O segundo projeto a ser enviado ao
Congresso deve tratar da criação da Agência Nacional da Mineração (ANM), que
ficará no lugar do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O terceiro
projeto tratará dos demais temas que envolvem a mineração, como modelo e prazo
de exploração das minas.
A
sociedade paraense precisa participar desse processo! Deveriam ser marcadas
audiências públicas no estado do Pará, na medida em que se trata de um estado
mineiro, onde mais de 20% do PIB advém da atividade mineral. A sociedade
precisa ser partícipe para debater melhor esse assunto, e as audiências
públicas são as ferramentas mais adequadas para isso.
A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em
parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e
Tecnológica do Pará (SECTET) e Universidade Federal do Estado do Pará (UFPA),
realizou na última segunda-feira, 30, no auditório do Instituto Santa
Terezinha, em Bragança, a cerimônia de Assinatura do Convênio 001/2017 de Apoio
à Implantação e Operacionalização do Polo Cientifico e Tecnológico de Pesca e
Aquicultura do Nordeste Paraense, na UFPA campus Bragança, com investimento no valor
total de R$ 3,4 milhões.
O objetivo do convênio é a implantação e operacionalização do centro de
pesquisas em aquicultura, o Ceanpa, que permitirá o fortalecimento de pesquisas
da área, favorecendo a geração e transferência de tecnologia e conhecimento.
Além disso, a parceria beneficiará a formação de profissionais do curso de
Engenharia de Pesca, pós-graduação em Biologia Ambiental e em Aquicultura e
Pesca, estimulando o desenvolvimento sustentável do setor no Nordeste paraense.
Esse convênio é um marco para a história de Bragança. Ele tem o valor de
R$ 1,3 milhão com a UFPA e já há sinalização de um outro convênio de R$ 1
milhão com o IFPA, além do lançamento de um edital para pesquisa de R$ 1,5
milhão. Estamos fomentando fortemente a pesquisa e a implantação de um polo de
Pesca e Aquicultura em Bragança de modo que a região possa se constituir como
referência na produção de conhecimento, melhoramento genético, produção dos
peixes típicos da Amazônia. A superação da nossa condição de subdesenvolvimento
e a construção de uma nova trajetória de desenvolvimento do estado requer
investimento em ciência, tecnologia, pesquisa, mas, também, a criação de
núcleos de excelência em pesquisa no interior do estado.
Governadores e representantes dos estados do Amapá, Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará e Tocantins - que compõem a Amazônia Legal - reuniram-se na última sexta-feira, 27, em Macapá (AP), durante o "13º Fórum de Governadores da Amazônia Legal", e assinaram a Carta de Macapá, documento com as reivindicações e metas dos governos amazônicos, que será levado ao Palácio do Planalto com o objetivo de ganhar mais apoio do governo federal nas ações, programas e políticas sociais, visando o desenvolvimento humano e sustentável na Amazônia.
Além da implantação do "Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal", dispositivo que consolida e efetiva ações colaborativas para o desenvolvimento da região, a Carta de Macapá destaca pautas ligadas ao desenvolvimento social e sustentável, ao combate ao desmatamento e às agendas ambientais do Brasil e do mundo; medidas para fortalecer a proteção e a promoção de direitos da criança e de adolescentes na Amazônia; e propostas de ações conjuntas para avanços de políticas nas áreas de segurança, educação e saúde e atenção às fronteiras e às áreas de limites entre estados. O documento também cedeu especial atenção aos desafios impostos pela área de segurança pública.
Hoje a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) lotou o auditório Albano Franco, na Federação das Industrias do Pará (Fiepa), no Seminário "Projeções e perspectivas para a economia brasileira e paraense em 2017", onde apresentei as projeções de indicadores econômicos para o estado do Pará em 2017.
Para este ano, estamos fazendo uma projeção de um crescimento do PIB de 1,27%, explicado fundamentalmente em função de 3 setores: crescimento da produção de soja no estado do Pará; entrada em operação de outras turbinas da Hidrelétrica de Belo Monte; e entrada em operação do Projeto Ferro Carajás S11D, que deverá produzir 22 milhões de minério de ferro em 2017.
O evento também contou com a participação de Júlio Miragaya, Presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Soraya Saavedra Rosar, Gerente Executiva da Unidade de Negociações Internacionais na Confederação Nacional da Indústria (CNI); Alex Moreira, Coordenador do Programa Pará 2030; Izabela Jatene, Secretária Extraordinária de Estado de Integração de Políticas Sociais; e Noêmia Jacob, Secretária Extraordinária de Estado de Gestão Estratégica.
Além de dados do atual cenário econômico e as projeções para 2017 e de um balanço dos primeiros seis meses do Pará 2030 e as metas para 2017, o seminário também abordou os Programas Pará Social e Pará Sustentável.
Na última semana, o Ministério do Meio Ambiente confirmou a reabertura das discussões sobre a destinação de recursos provenientes da compensação por projetos que impactam negativamente o meio ambiente no estado do Pará, como a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no município de Altamira, e o Projeto Ferro Carajás (S11D), em Canaã dos Carajás.
Só o Projeto Ferro Carajás S11D tem um montante de compensações financeiras estimado em R$ 50,5 milhões. Contudo, estas compensações podem ser empregadas em qualquer unidade da federação. Assim, a previsão é que o Pará, que é sede do projeto, ficaria com apenas R$ 10 milhões, cerca de 20% do total, deixando para o governo do estado e as prefeituras do entorno a maior parte do ônus da mitigação dos impactos sociais e ambientais.
Esse fato soma-se a um volume muito maior de injustiças no nosso arranjo federativo, como a ausência de adequadas e justas compensações financeiras pelas perdas que o estado logra com a Lei Kandir e a “ilógica lógica” de cobrança do ICMS de energia elétrica no destino. Ou seja, o estado do Pará sofre com enormes impactos sociais e ambientais desses grandes empreendimentos, sem que tenhamos as devidas compensações financeiras para fazer frente à mitigação desses impactos.
O Brasil precisa é rever a sua lógica em relação ao tratamento com a Amazônia, em especial ao estado do Pará. Nós não podemos continuar sendo tratados como simples “almoxarifado” do desenvolvimento alheio, e as compensações financeiras desses empreendimentos poderiam ajudar a reverter o quadro de exclusão social e de elevada vulnerabilidade social em torno dos grandes projetos.
Nesta quinta-feira, 19, foi dia de "Café com a gestão" na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde apresentei a palestra "A criatividade e a importância da quebra de paradigmas: elementos fundamentais para a gestão pública na atualidade". Em uma conversa com os servidores da instituição, que completará 367 anos de fundação no dia 24 de fevereiro, foram abordadas estratégias inovadores para bons resultados em uma gestão pública. Agradeço a todos os servidores que compareceram e agradeço à equipe da Santa Casa pelo convite! Em breve divulgarei o vídeo da palestra.
Hoje a Metrópole da Amazônia completa 401 anos. Uma "senhora" cheia de histórias interessantes para contar. Um lugar que transborda grandes belezas e múltiplas manifestações culturais.
Apesar das medidas anunciadas
pelo Governo Federal para aquecer a economia, a previsão é de que o ano de 2017
ainda seja muito difícil para os brasileiros. Somente no Pará, a expectativa é
que sejam fechados 15,6 mil postos de trabalho este ano, conforme dados
preliminares da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).
Os números completos e fechados
serão apresentados no dia 25 de janeiro, no "Seminário Projeções e
Perspectivas para a Economia Brasileira e Paraense em 2017", que será
realizado a partir das 8h30, na Federação das Industrias do Pará (Fiepa), com
transmissão ao vivo pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Pará. O
evento contará com a presença do presidente do Conselho Federal de Economia,
Júlio Miragaya, e representantes do Governo do Estado, que irão fazer análise
sobre alguns programas do Executivo Estadual, como o Pará 2030.
Desde já, destaco que para fazer
qualquer projeção sobre a economia paraense em 2017, é preciso ter clareza do
cenário mundial e nacional. O mundo deve ter um crescimento do PIB de cerca de
3%. No caso da União Europeia, o crescimento esperado é de 3,3%, mas há
incerteza por causa da saída do Reino Unido. O que mais terá impacto no Pará,
no entanto, é a situação das economias chinesa e americana, uma vez que esses
dois países são os maiores parceiros comerciais do Estado. Análises mostram que
o PIB da China deve crescer cerca de 6%.
No que diz respeito ao cenário
nacional, a expectativa é que o Brasil só consiga crescimento no PIB a partir
do segundo semestre de 2017. Tudo depende das medidas macroeconômicas adotadas
pelo Governo Federal, entre elas a PEC dos gastos públicos, a reforma da
previdência e a reforma tributária. As estimativas de crescimento para 2017
variam de 0,3% para 0,5%.
Eu acredito que para o Brasil
voltar a ter um crescimento sustentável, precisamos de estabilidade
institucional, que envolve Governo Federal e Congresso. Só vamos ter essa
estabilidade após a eleição de 2018. Inevitavelmente, estamos diante de uma
década perdida. O Brasil só deve voltar a crescer em 2019.
Outro assunto em destaque no mesmo caderno desta matéria foi a balança comercial do Pará, que mostra
estabilidade. Os números de 2016 do Estado estão
sendo fechados, assim como as projeções para 2017. A expectativa é que a
balança comercial paraense permaneça estável, com resultado parecido ao do ano
passado. No último levantamento, de novembro, a balança comercial registrava US$ 8,3 bilhões, mas deve ultrapassar os US$ 9 bilhões quando fechar os dados de
dezembro. Para 2017, a previsão inicial é movimentar US$ 9,8 bilhões. As
exportações, por exemplo, até novembro, já estavam em US$ 9,3 bilhões e para
esse ano a previsão é de US$ 10,9 bilhões. Enquanto isso, as importações devem
ficar em US$ 1,1 bilhão esse ano - até novembro do ano passado elas acumulavam
US$ 1 bilhão.
A indústria extrativa, que até
outubro teve um crescimento de 13,3%, em 2017 deve crescer menos: 10,6%,
conforme projeção preliminar da Fapespa. Já a indústria de transformação deve
continuar em queda. A expectativa é que ela encerre o ano com produção 2,2%
menor - até outubro do ano passado, ela já registrava -7%. As vendas no varejo
paraense, que sofreram queda de 13,3% até outubro, devem fechar o ano com um
aumento de 2,2% em 2017, enquanto a receita desse setor crescerá 8,6%.
O setor de serviços deve
continuar em queda. A previsão para esse ano é que o número negativo seja de
1,7%. Até outubro do ano passado, a queda nesse setor já estava em 4,8%.
Confirmando a previsão inicial da
Fapespa, para 2016, de que o Pará teria um saldo negativo de 30 mil empregos
ano passado, até novembro, esse saldo já estava em -28.463 postos de trabalho.
Para 2017, a previsão da Federação é que o saldo seja de -15.600.
Comércio
Cenário ainda é preocupante
O Boletim Comércio Varejista e de
Serviços, do terceiro trimestre de 2016, já mostrava um cenário preocupante.
Nesse período o setor varejista paraense apresentou recuo de 15,2% em relação
ao mesmo período do ano anterior - foi a segunda baixa mais acentuada de todo o
País, atrás apenas do Amapá (-18,1%). O endividamento das famílias caiu de
75,7% de janeiro para 49,9% em setembro, resultando em uma média de 67,43%. Por
outro lado, a inadimplência aumentou: o percentual de famílias com dívidas em
atraso cresceu 14,2%. Em relação ao mercado de trabalho no setor varejista
paraense, no terceiro trimestre, o saldo de vínculos formais foi negativo em
1.271.
Seminário "Projeções e Perspectivas para a Economia Brasileira e Paraense em 2017"
O evento será realizado no dia 25 de janeiro, no auditório Albano Franco, na Fiepa, e apresentará dados do atual cenário econômico e as projeções para 2017. A programação será transmitida ao vivo pela Escola Superior da Magistratura do Estado do Pará
Em breve, a Fapespa divulgará a programação completa.
O ano de 2017 foi declarado pela Organização Mundial do Turismo (OMT), agência das Nações Unidas, como o Ano Internacional do Turismo Sustentável. Com a declaração, a OMT pretende estimular a adoção de políticas públicas para o setor e promover o avanço da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que tem o fortalecimento do turismo entre suas metas. De acordo com as Nações Unidas, um em cada 11 empregos no mundo são gerados pelo turismo. Além disso, o setor responde por 7% das exportações mundiais e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global. O anúncio oficial do Ano Internacional do Turismo Sustentável será no dia 18 de janeiro, durante uma feira em Madri. Aproveito a notícia para destacar alguns dados a nível local, que apontam que o estado do Pará, de 2012 a 2015, apresentou crescimento de 28% no número total de visitantes motivados pelos seus atrativos turísticos, o que possibilitou um incremento quantitativo de 1,1 milhão de turistas em 2015, quando foi injetada uma receita total, pelos visitantes, de US$ 187 milhões na economia do estado. Esses números foram apontados no Boletim do Turismo do Estado do Pará, estudo inédito lançado no dia 30 de março de 2016, pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo (Setur).
Além de dar destaque para os principais atrativos do estado com uma descrição dos seis polos turísticos denominados Belém, Xingu, Tapajós, Marajó, Amazônia Atlântica e Araguaia, o estudo mostra alguns indicadores relativos ao fluxo de turistas, geração de emprego, investimentos diretos e indiretos, entre outros dados. Também aproveito para adiantar que, este ano, a Fapespa irá divulgar um novo Boletim do Turismo do Estado do Pará. Compartilho com vocês o link do Boletim de 2016: www.fapespa.pa.gov.br/produto/boletins/113?&mes=&ano=2016
Hoje foi inaugurado o Complexo S11D Eliezer Batista, maior complexo minerador da história da Vale, que produzirá minério de ferro ao custo de US$ 7,7 por tonelada, 41% menos do que a média. O projeto fica localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.
O projeto vai aumentar a produção do estado do Pará para 230 Mtpa (milhões de toneladas métricas ao ano - volume que será atingido em 2020).
Em julho deste ano, tive a oportunidade de visitar esse projeto para entender melhor os desafios e os aspectos de sustentabilidade ambiental. Compartilho com vocês alguns números da obra, além de algumas fotos da minha visita ao S11D e o link do meu programa "Mostrando o Pará" em Canaã dos Carajás, que apresenta um bate-papo com Leonardo Neves, Gerente de Sustentabilidade do projeto.
NÚMEROS:
✦ US$ 14,3 bilhões em investimentos
✦ 205.890 toneladas de montagem
✦ 90 Mtpa de minério de ferro é a capacidade de produção
✦ 66,7% de teor de ferro é a pureza do minério de ferro a ser produzido
✦ + de 40 mil profissionais passaram pelo projeto desde 2010
O Brasil passa atualmente por uma encruzilhada civilizatória. A crise que tanto se debate é muito mais ampla do que apenas uma crise fiscal e econômica. Vivemos num período de inversão ou de relativização de valores que se expressa, também, numa grave crise de representação política. O resultado deste processo é o aumento do desemprego, piora das desigualdades sociais, aumento da vulnerabilidade social e da violência urbana; e descrédito na política e nos políticos. Contudo, em um Estado Democrático de Direito não há como lograr a tão almejada transformação social longe do processo político democrático. Logo, uma constatação é clara: precisamos escolher melhor nossos representantes! Porém, em nosso ambiente eclesiástico outra pergunta precisa ser feita: qual deve ser o papel dos evangélicos e das igrejas evangélicas neste contexto?
Recentemente li um livro, por sugestão de um amigo, “O Template Social do Antigo Testamento: redescobrindo princípios de Deus para discipular as Nações”, que traz uma visão interessante sobre o assunto. Ao ler este livro, de autoria de Landa Cope, percebi que o alcance da obra missionária é muito mais amplo do que diz o nosso senso comum, ou mesmo do que é comumente apresentado nas igrejas cristãs e nos seminários teológicos. Algumas reflexões sobre a obra me fizeram redigir o artigo "A quarta onda missionária: o Senhor nos chama para redimir a sociedade!", publicado no Jornal Gente Gospel, edição de Dezembro 2016. No decorrer do livro, a autora desenvolve princípios que compõem aquilo que ela denomina de Quarta Onda Missionária. Relendo este texto, percebo o quanto ele está atrelado à atualidade ante as repercussões na política brasileira contemporânea. Vale a pena ler e refletir! Confira o artigo na íntegra:
"Finalmente!". Essa palavra reflete bem o que estou sentindo diante da vitória do Pará no Supremo Tribunal Federal (STF), quando em sessão realizada na quarta-feira (30), foi julgada procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 25, fixando prazo de doze meses para que o Congresso Nacional edite lei complementar para definir os critérios e regras de compensação aos Estados exportadores pelas perdas decorrentes da desoneração das exportações do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), conforme previsto na Lei Kandir. A sensação realmente é de vitória, já que foi por 11 votos a 0 que os ministros STF julgaram procedente a ação movida pelo Estado do Pará. Se ainda não houver lei regulando a matéria quando esgotado o prazo, caberá ao Tribunal de Contas da União (TCU) fixar regras de repasse e calcular as cotas de cada um dos interessados.
Enquanto presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), me sinto muito feliz com a decisão, porque, nos últimos anos, temos defendido fortemente essa bandeira, por meio de vários debates e do lançamento das notas técnicas "Estimativa das Perdas de Arrecadação do ICMS de Energia Elétrica no Estado do Pará (2004 - 2014)", que contabilizou as perdas reais de arrecadação que o estado vem logrando com este mecanismo de inversão tributária; e “Estimativa das Perdas de Arrecadação dos Estados com as Desonerações nas Exportações da Lei Kandir (1997 – 2015)”, apresentada em setembro deste ano com a participação de juristas, parlamentares, representantes de sindicatos e de entidades de classe e vários setores produtivos paraenses, como parte do painel “Os 20 anos da Lei Kandir”, promovido pela OAB-PA na Escola Superior de Advocacia (ESA), juntamente com o Conselho Regional de Economia (Corecon).
O relatório da Fapespa aponta que o montante de perdas acumuladas de 1997 a 2014 pelas exportações de produtos básicos e semielaborados no Estado do Pará é hoje de cerca de R$ 44,168 bilhões. Nos últimos dez anos, o Pará também teve perdas de R$ 21 bilhões com a arrecadação de ICMS sobre a energia aqui gerada - e consumida em outros estados, totalizando mais de R$ 67 bi. Esses números são assustadores e preocupantes, especialmente porque com os valores das perdas em 2015, a capacidade de investimento do Pará poderia ser multiplicada em 2,5 vezes. No que tange às despesas, em 2015, o Estado poderia ter investido em torno de 50% a mais em saúde e segurança, ou 15% a mais em educação, ou 11% a mais em previdência.
Desde 2010, quando eu era presidente do Corecon-PA, já lutava pela ideia de que a maléfica Lei Kandir representa um duplo golpe ao Pará, porque passou a desonerar da cobrança de ICMS as exportações de bens primários e semielaborados e a regulamentar a “ilógica lógica” de cobrança do ICMS de energia no estado de consumo. Além disso, em 2015, em conjunto com duas outras autoras (Tatiane Vianna da Silva e Elizabeth Dias), publicamos o livro “A Lei Kandir e o Estado do Pará: Inconstitucionalidades, Perdas e Impactos na Capacidade de Promoção de Políticas Públicas”, tendo como principais eixos a crítica à inconstitucionalidade da lei, a injustiça federativa imposta ao estado do Pará desde o início da vigência e os dramáticos efeitos econômicos e sociais decorrentes de sua injusta aplicação.
Vale destacar que, mesmo depois de quase 13 anos, o Congresso não cumpriu a determinação constitucional (incluída pela Emenda Constitucional 42, em dezembro de 2003) de editar lei fixando critérios, prazos e condições nas quais se dará a compensação aos estados e ao Distrito Federal da isenção de ICMS sobre as exportações de produtos primários e semielaborados. Diante desse longo período em que o Pará foi vítima dessa injustiça federativa e da excelente notícia de que o Congresso deve legislar a respeito do assunto a contar da decisão, só nos resta continuar juntos e mobilizados. A partir do momento em que a lei complementar estiver sendo editada, devemos estar atentos para que o processo seja justo. Sem dúvidas, a iniciativa do governo paraense merece elogios, porque representa vários estados que sofrem com a perda de recursos pela não cobrança do ICMS em sua totalidade.
Abaixo, o link do vídeo com a transmissão do lançamento da nota técnica em alusão aos 20 anos da Lei Kandir:
Compartilho com vocês um trecho do Culto de Ação de Graças aos
meus 40 anos, celebrado no dia 23, na Comunidade Evangélica Integrada da
Amazônia da Alcindo Cacela. Neste momento, li algumas palavras que escrevi para
resumir o meu sentimento de felicidade e a minha gratidão. Sempre é bom
agradecer a Deus, à família e aos amigos! Confira o vídeo e o texto na íntegra:
Gratidão
O
aniversário de quarenta anos costuma ser tratado como um marco na vida de um
homem. Há um ditado popular que diz que a vida começa aos quarenta. Nesta
perspectiva, estou, então, entrando em uma nova etapa de minha vida.
Normalmente não ligo muito para datas de aniversário; e poucos aniversários
comemorei em minha vida. Mas este tem algo de especial. Provavelmente pelo simbolismo
dos quarenta anos.
Em
paralelo com os preparativos para a festa, me propus em caráter intimista a
fazer uma reflexão sobre o passado. Algo que para mim não é natural, na medida
em que sempre me pautei pelo amanhã.
A
primeira pergunta que me fiz foi: - E se eu morresse hoje?
A
única coisa que me veio foi um sentimento de gratidão e paz. Acho que já
poderia morrer hoje com sentimento de que tudo valeu a pena e a certeza da vida
eterna. Não estou desejando morrer, mas vivi estes primeiros quarenta anos com
tanta intensidade que estou me sentindo como se já, mesmo sendo ainda jovem,
estivesse vivendo horas extras. Um sentimento de que tudo a partir de agora é
lucro.
Inúmeras
lembranças vieram à minha memória nos últimos dias. Fotografias de uma vida que
começam a fazer todo o sentido quando elas integram um filme que fala de
esperança, superação, fé, paixão e amor. Esperança de que um dia alcançaria sonhos
e projetos que em certo momento estavam muito distantes. Superação, pois para
alcançar estes sonhos e projetos foi mais do que necessário vencer as minhas
próprias limitações. Fé porque a crença e a esperança depositadas no Deus
Altíssimo fizeram com aqueles sonhos e projetos se tornassem realidade. Paixão,
talvez a palavra mais adequada para representar o combustível que movia as
ações do dia a dia. Paixão pelo que fazia, paixão pela profissão, paixão pelas
pessoas. E o amor, que hoje se expressa na palavra família; e em especial Carolina.
A
paz, a felicidade, a segurança que sinto são resultados do sentimento de que
houve um sentido de propósito em tudo o que foi feito, o que está sendo feito e
que ainda sonho em fazer. Somo a isto a clara sensação de pertencimento a
pessoas e lugares.
Não
satisfeito me fiz uma segunda pergunta: - O que a vida me ensinou?
Creio
que a principal lição que logrei até o momento foi a de que o tempo todo
estamos exercitando o nosso livre arbítrio e fazendo escolhas. E mais importante
do que poder fazer escolhas é saber como fazer as escolhas certas. Há,
portanto, um conjunto de princípios que ao longo dos anos fui construindo e que
me ajudam hoje a fazer escolhas melhores.
Fazer
o que é certo não é normalmente fazer o que é mais fácil. É melhor ser
responsável do que ser querido. Precisamos aprender a dizer não. Nada é mais
importante do que os seus valores e a sua crença. Melhor é desagradar a alguém
do que romper com os seus princípios. Se é para sonhar, por que não sonhar
alto? Mas não basta apenas sonhar. É fundamental manter o foco e se cercar de
pessoas boas e, principalmente, de boas pessoas, se possível espiritualizadas.
Dificuldades
e obstáculos certamente aparecerão no caminho, mas é preciso manter a visão
fitada no alvo. A visão serve como uma inspiração diária na jornada, mas a
disciplina é que o que nos conduz ao nosso destino. Em alguns momentos o vento
sopra contra nós. Esta é a melhor hora para provar a nós mesmos que aquele
sonho tem valor; para isso é necessário pegar o remo e remar contra a maré e
contra todos se assim for necessário.
A
palavra convence, mas o exemplo arrasta. O verdadeiro líder não empurra, vai na
frente. Não podemos ter medo de errar, precisamos de ousadia, inventividade,
criatividade, coragem, determinação e de muita insistência. As situações vão deixando
claro as pessoas que irão remar com você ou aquelas que apenas querem uma
“carona”. Não há vitória sem luta e honra sem sacrifícios. Mas é necessário,
também, ter sabedoria para saber mudar de direção quando se percebe que se está
no cominho errado.
Ressignificar
é uma palavra para ser aprendida e incorporada no dia a dia. Pequenas
conquistas precisam ser reconhecidas e valorizadas, pois mostram que estamos no
caminho certo. Precisamos aprender a dar valor ao que temos, mesmo as pequenas
coisas. Ainda sobe as coisas, elas não são mais importantes do que as pessoas. Não
podemos perder a sensibilidade para o que é humano. A luta por uma sociedade
mais justa, inclusiva e igualitária deve permear todos os nossos projetos e
atitudes.
O
tempo “perdido” não é necessariamente perdido quando o perdemos ao lado de
pessoas especiais. A família precisa estar sentada com você no ponto de
controle e comando da navegação; e não sentada no “porão da embarcação”. Toda
rota de navegação precisa ser definida pela nossa Estrela Guia, o Deus
Altíssimo. Navegando sob orientação deste Deus, não tenho dúvidas de que, cedo
ou tarde, alcançaremos o “porto seguro” dos nossos objetivos, e a paz que só
Jesus Cristo pode dar.
Certa
afirmação popular diz que antes de morrer o homem precisa fazer três coisas:
plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Segundo este adágio mais
uma vez me sinto fazendo hora extra. Já plantei dezenas de árvores, escrevi
alguns livros e tenho três filhos – um menino e duas meninas.
Gosto
de plantar árvores. Não sou um bom jardineiro e confesso que tenho preguiça
para mexer com plantas, apesar de gostar disto. Sei que é um paradoxo, mas acho
que todos nós somos formados por inúmeros paradoxos.
Gosto
de escrever, já publiquei alguns livros, mas não tantos quantos gostaria.
Infelizmente nos últimos anos o excesso de atividades está me tirando da tarefa
prazerosa de escrever. Não sei se promessas de aniversário contam, mas acho que
vou me prometer que tentarei ter um pouco mais de disciplina neste ponto. Tenho
alguns projetos de livros a serem escritos e realmente não gostaria de partir
sem tê-los feito. Aqui acho que estou sendo contraditório, mais um paradoxo, pois
todo bom trabalhador só recebe por hora extra quando o seu expediente está
encerrado. Acho que ainda não encerrei o meu expediente, ainda.
Finalmente,
apesar de sonhar em ter mais um filho, a vida me deu três lindos e maravilhosos
filhos: L, M e N. L de Laura, M de Maria Eduarda e N de Nuno Eduardo. Ainda
falta a letra O, que segundo a Laura seria para a Olívia, mas ainda precisamos
convencer a Carol a ter mais um Dudu!
Mas
voltando aos três lindos filhos que Deus me deu até o momento, é curioso como
os três são totalmente diferentes. E se há um legado que quero deixar para eles
é que vivam a vida com paixão, verdade e intensidade. Que se guiem por uma
conduta ética e proba. Que cultivem um bom caráter. Que sejam leais aos seus
amigos e aos seus princípios. Que jamais abandonem ou se distanciem da sua
família. E, acima de tudo, que amem a Deus sobre todas as coisas.
Longe
de ser um filósofo. Desde cedo me perguntava qual seria o segredo da
felicidade. Com o tempo passei a entender que a felicidade é um “estado de
espírito”. Definitivamente a felicidade é uma questão de escolha. Escolhemos
sermos ou não felizes. Depende fundamentalmente de nossas decisões e da forma
como encaramos o mundo. Sem embargo, três colunas se tornam necessárias para a
construção de uma vida com propósito, plena, e, portanto, feliz. E estas três
colunas precisam estar em equilíbrio: realização profissional, harmonia
familiar e uma vida intima e relacional com Deus.
Passo
as apresentar a seguir em ordem de importância.
A
realização profissional é parte da existência terrena do homem. É o que o faz
se integrar e se sentir útil à sociedade, ao mesmo tempo em que lhe permite
condições de sobrevivência material. Mas não existe sucesso profissional sem
foco, dedicação, sacrifício e uma alta dose de planejamento pessoal. Desde os
meus quinze anos já havia definido o que queria ser. Sonhava fazer mestrado e
doutorado e ser professor de economia de uma universidade federal. A docência
se apresentava para mim muito mais do que uma profissão, mas como uma vocação e
um sentido existencial, que me permitiria tocar pessoas e transformar vidas.
Nesta
jornada, determinado a alcançar o meu objetivo, abri mão durante muito tempo do
que não era essencial. Enquanto alguns se divertiam com a mira no curto prazo
eu estava estudando e olhando para o longo prazo. Durante muito tempo tive a
impressão de que a vida estava passando e eu não a estava vivendo. Tomei
decisões duras e difíceis. Tive oportunidades, mas não eram as que sonhava.
Rejeitei-as na certeza de que tinha um objetivo. Passei dificuldades,
restrições, senti solidão, coisas que muito pouco compartilhei com alguém. A
vida me fez uma pessoa muito reservada em minhas questões pessoais. Tenho um
único e grande confidente, que me viu por alguns breves instantes ter dúvidas,
entrar em crise, chorar de solidão, mas que esteve o tempo todo presente comigo.
Mas Dele eu falo daqui a pouco.
Hoje,
olhando para trás, a sensação é de que tudo valeu a pena. Não há no mundo
profissional a palavra sorte. Existe a recompensa de quem plantou no tempo
certo e a certeza de que toda a colheita é resultado de uma atitude. Hoje tenho
um sentido de propósito profissional e a sensação de que não preciso provar
mais nada a ninguém. Livros, comendas, prêmios, títulos, cargos, são resultados
de uma colheita abundante de alguém que plantou e teve a fé de que “Outro
Alguém” mandaria na “estação certa” chuvas em abundâncias.
A
segunda coluna é a harmonia familiar. Recentemente, na frente de uma Catedral
em Bordeaux, uma cena me marcou profundamente. O sino da igreja badalava
anunciando que a hora da missa havia chegado e em direção ao templo um casal de
velhinhos caminhava lentamente em harmonia, com passos pequeninos, de mãos
dadas. Seguramente ambos tinham mais de noventa anos. Ele curvado pelo peso da
idade e ela frágil, mas ao mesmo tempo firme, ao seu lado. Não precisavam dizer
mais nada. Naquele lento e melódico caminhar estava estampado o significado da
palavra amor: amizade, lealdade, cumplicidade, companheirismo e união. Além de
parar para admirar aquele casal, uma única coisa veio em minha mente, o desejo
de quando eu ficar bem velhinho, como aquele senhor, ter ao meu lado indo
prestar culto ao Deus Altíssimo, entrando de mãos dadas comigo no Templo, e
sentando ao meu lado, a minha Carolina.
O
amor é saber que num mundo com mais de 6 bilhões de habitantes temos uma única
pessoa que nos completa. Que a distância dói. Que a saudade nos deixa inquietos
com a vontade de voltar logo para casa. Que você tem a certeza de que quer
envelhecer ao lado desta pessoa. Que há alguém, mesmo distante, num outro
continente, que está preocupado com você. Que arruma as suas malas para viajar.
Que briga por causa da barba grande, e que lhe ameaça dizendo que se você não fizer
a barba não vai entrar em casa. Que todo dia espera pelo seu retorno para casa.
Que sonha os nossos sonhos. Que não nos deixa fraquejar.
Quando
se tem a verdadeira harmonia familiar é muito mais fácil chegar a lugares
altos. Pois não caminhamos sozinhos.
Mas
a palavra de Deus com toda a sua completude, sabedoria e ensinamentos nos diz
que o cordão que não se quebra é o cordão de três dobras. Conforme Eclesiastes
4:12: “Se alguém quiser prevalecer
contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com
facilidade.”E esta terceira dobra é o
Deus Altíssimo, o meu confidente, a nossa terceira coluna. Não por acaso é este
versículo que encontra-se gravado na minha aliança de casamento.
Nestes
dias de reflexão me fiz então a terceira e derradeira pergunta: - Qual foi o
dia mais importante da minha vida?
Não
tenho dúvidas de que tudo que alcancei e o que vivo hoje é resultado de uma
decisão que tomei aos doze anos de idade. Me lembro como se fosse hoje do dia
em que aceitei a Jesus Cristo como senhor e salvador da minha vida. Fico feliz
porque conheci este Deus ainda enquanto criança. E o homem que sou hoje é
reflexo desta decisão. Estou longe de ser um santo, alguém perfeito, sem
falhas. Todos os dias luto incessantemente contra o “homem carnal”. Não é uma
luta fácil. Erro, peco, me arrependo, peço perdão. Mas uma certeza eu tenho. Se
não fosse a presença e o temor de Deus em minha vida certamente eu seria uma
pessoa bem pior do que sou hoje.
O
que sei é que a obra que Ele começou em minha vida ainda não terminou. Mas, uma
vida intima e relacional com Ele me deu um verdadeiro sentido de propósito na
vida, que me faz focar na eternidade e não apenas nesta passagem momentânea por
este plano terrestre. Ter aceitado a Jesus Cristo me trouxe, além da certeza da
vida eterna, a certeza de que não devemos recolher tesouros para nós neste
plano. Tudo passa, tudo é passageiro, mas a nossa existência espiritual é
eterna.
Com
o tempo entendemos que espiritualidade não é religiosidade. E que a sinceridade
de coração e de propósitos nos aproxima de Deus. Hoje sei que as outras duas
colunas mencionadas dependem fortemente desta coluna principal. A realização
profissional que logro foi fruto da graça do Deus Altíssimo, que abriu portas
impensáveis aos “olhos” humanos. Hoje navego sobe os ventos que vem do Alto, na
certeza de que os projetos que Deus tem para as nossas vidas são infinitamente
mais completos do que os nossos projetos.
A
vida me ensinou que este Deus Altíssimo não mora lá no céu, com aprendemos
quando criança. Ele habita entre nós, e habita dentro de nós se nós permitimos
a sua entrada. Jesus disse: “Eis que estou à
porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua
casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Ap 3.20).
Assim,
como resultado desta reflexão, somente me vem a mente a palavra gratidão. Gratidão
aos amigos que conquistei nesta vida. Gratidão aos meus pastores. Gratidão à
minha família, aos meus pais, aos meus sogros, ao meu cunhado, aos meus filhos
e em especial à minha esposa Carolina. Gratidão ao Deus Altíssimo pela graça,
pela misericórdia e pelas bênçãos imensuráveis!
É sempre válido destacar que Marabá (Sudeste Paraense) é um município bastante rico, próspero, com inúmeras potencialidades, mas cheio de desafios. No "Mostrando o Pará" de hoje, conversamos com Marcelo Araújo, Secretário de Desenvolvimento de Marabá, que explicou de que forma o município de materializa em termos econômicos para a região sul e sudeste do estado, citando sua posição estratégica mediante um significativo arsenal de recursos naturais. O bate-papo vale como uma aula de geografia, história e de conhecimentos essenciais para a vida de qualquer paraense! Vale a pena conferir!
Nosso amigo Marcelo também comentou sobre as influências da crise econômica internacional de alguns anos, a famosa Crise do subprime, sobre o município; a importância da mineração na localidade; os desdobramentos da implantação de uma siderúrgica e da previsão da construção de uma hidrelétrica; além da questão da infraestrutura, em especial a logística, que passa a ser um elemento fundamental para o desenvolvimento de um polo metalmecânico na região.
O Jornal O Liberal, das Organizações Romulo Maiorana, completou 70 anos. Na edição especial de aniversário, de sábado e domingo (19 e 20/11), foi publicado um artigo meu, onde analiso a importância deste veículo de comunicação mediante o momento de impasses no qual o país encontra-se.
Aproveito para parabenizar novamente o jornal pelo protagonismo do debate e pela sensibilidade de sua linha editorial ao abrir espaço para temas que colocam a nossa agenda republicana e federativa em discussão.
Na agenda de hoje, tivemos reunião entre 13 professores franceses e 12 participantes da Missão Confap, na Universidade de Bordeaux. A instituição resulta da fusão de 3 universidades, e tem cerca de 53 mil estudantes, dos quais 50% são mestrandos e doutorandos, e 10% do total são estrangeiros.
Há aproximadamente 4 mil professores pesquisadores e 150 projetos de colaboração com Europa, porém as pesquisas conjuntas com outros continentes devem aumentar, por conta de um programa chamado Iniciativa de Excelência
Nesta quarta-feira, 16, seguimos com a Missão Confap na França mediante uma agenda de visita técnica na Agropolis Internacional, que é uma fundação de apoio ao desenvolvimento da agricultura e desenvolvimento sustentável.
Ela tem por objetivo o desenvolvimento de um cluster agrícola na região de Languedoc-Rouselion, da qual Montpelier é uma das cidades mais importantes.
São 4 os principais focos da Agropolis: agricultura, alimentação, biodiversidade e meio-ambiente. A instituição tem articulado parcerias entre a Embrapa e empreendedores locais como CIRAD, INRA e IRD.
Um dia após reunirmos com o Embaixador do Brasil na França, Paulo Cesar de Oliveira Campos, visitamos ontem, dia 15 de novembro, um dos 10 polos internacionais mundiais, o Systematic Paris-Regions Digital Ecosystem, e o IRT (Institut de Recherche Technologique) System X, que trabalha com instituições do porte da Universidade Paris-Saclay.
A Universidade de Paris-Saclay é um polo de tecnologia recém-criado pelo governo francês com objetivo de criar um cluster de inovações no entorno de Paris. A lógica da iniciativa está assentada em quatro eixos: estruturação de laboratórios de pesquisa de ponta; escritório de transferência de tecnologia; incubadoras, aceleradoras e co-working; além de um fundo de arranque de startups de 48 milhões de euros.
Ainda no dia 14 de novembro, os membros da Missão Confap na França reuniram no Ministério da Educação Nacional, do Ensino Superior e da Pesquisa, em Paris, tendo como tônica o reconhecimento, por parte de autoridades francesas, da importância da cooperação científica entre os dois países. É a Missão Confap na França fortalecendo parcerias!
Na ocasião, Marie Revel, do setor de Parcerias Universitárias e Científicas do Ministério de Assuntos Exteriores e de Desenvolvimento Internacional da França, afirmou que o Brasil é um parceiro universitário importante e nossa cooperação é antiga e sólida. E ainda destacou que estudantes franceses representam o primeiro contingente acadêmico europeu que de desloca ao Brasil e publicam mais de 1200 artigo por ano.
O dia também foi marcado pela reunião com o embaixador do Brasil na França, Paulo Cesar de Oliveira Campos, que nos recebeu em Paris e ouviu algumas reivindicações. Ele foi convidado a participar do Fórum do Confap em 2017.