sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Mostrando o Pará - Conceição do Araguaia

Amigos, este é o primeiro programa do projeto "Mostrando o Pará", que foi idealizado a partir da minha constatação de que alunos da graduação e pós-graduação não conhecem o estado.
A partir de agora, você terá a oportunidade de acompanhar uma série de viagens que destacam as potencialidades e as personalidades de várias regiões do Pará.
E neste primeiro vídeo: Conceição do Araguaia e uma entrevista com Everaldo Nunes, empresário do setor educacional.

Lei Kandir - 20 anos

Ontem, 25 de agosto, fui muito bem recebido na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Santarém, onde participei do Seminário sobre os 20 anos da Lei Kandir, realizado pelos cursos de Economia e Gestão Pública.

A programação foi excelente! Agradeço o convite! Foi mais uma excelente oportunidade para dialogar com alunos de graduação e da pós-graduação.

Foi gratificante constatar que esses cursos estão ganhando envergadura e dimensão. E é muito válido ver que a Ufopa está focando em temáticas que afetam o desenvolvimento do Pará.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Parabéns, 2º BIS! Parabéns, Aore!

Hoje eu tive uma manhã especial e nostálgica. Ao lado de grandes amigos, pude participar ativamente das homenagens alusivas ao aniversário de 174 anos do 2º Batalhão de Infantaria de Selva. A cerimônia, que também celebrou o aniversário da Associação dos Oficiais R/2 do Exército (Aore-Belém), foi realizada no 2º BIS, em Belém, e contou com a presença de várias autoridades militares.
A ocasião foi emocionante porque me fez relembrar de um momento muito importante da minha vida, quando fiz o Núcleo de Preparação de Oficiais R/2 do Exército, em 1996. Foi muito bom rever alguns parceiros do período da caserna. Nessa época, aprendi a ter disciplina, respeito, hierarquia, força de vontade e perseverança, virtudes que me acompanham até hoje durante as atividades profissionais.













quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Diálogo com pesquisadores

Em uma iniciativa inédita, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa) realizou, no dia 5 de agosto, uma reunião com os coordenadores dos programas de pós-graduação que foram contemplados no edital de Auxílio à Pesquisa e Concessão de Bolsas de Mestrado Acadêmico Nº 006/2016. 

Na ocasião, os pesquisadores assinaram os Instrumentos de Concessão e Aceitação de Apoio Financeiro a Projetos (ICAAF’s) e receberam orientações a respeito da prestação de contas das propostas apresentadas.

Confira os 20 programas de pós-graduação selecionados:

1 - PPG em Engenharia Elétrica
2 - PPG em Psicologia
3 - PPG em Química Medicinal e Modelagem Molecular
4 - PPG em História
5 - PPG em Ciências Ambientais
6 - PPG em Comunicação, Cultura e Amazônia
7 - PPG em Agriculturas Amazônicas
8 - PPG em Recursos Aquáticos Continentais Amazônicos
9 - PPG em Doenças Tropicais
10 - PPG em Educação
11 - PPG em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia
12 - PPG em Geografia
13 - PPG em Linguística Aplicada e Teoria Literária
14 - PPG em Educação
15 - PPG em Engenharia Naval
16 - PPG em Engenharia Mecânica
17 - PPG em Engenharia Química
18 - PPG em Virologia
19 - PPG em Odontologia
20 - PPG em Oncologia e Ciências Médicas

Confira a cobertura da reunião:

A sociedade precisa ser sustentável!

Compartilho com vocês uma reportagem publicada na Revista Amazônia Viva deste mês de agosto, que destaca a importância da metodologia do "Barômetro da Sustentabilidade dos Estados da Amazônia", implantando no Pará pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas.
O Barômetro é uma moderna ferramenta de planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas, que afere o nível de sustentabilidade de uma região a partir do bem-estar humano e bem-estar ambiental. A metologia ajudará a verificar quais as deficiências de cada região, bem como quais as soluções que poderão contribuir para o desenvolvimento do local.
Foram várias as motivações para implantar a metodologia do Barômetro no Pará. Em primeiro lugar, veio a necessidade de ter um parâmetro mais moderno para auferir o desenvolvimento sustentável, seja de cidade, estado ou países. Em segundo, o objetivo de incorporar numa ferramenta um conceito mais moderno de sustentabilidade.
Conheça um pouco mais sobre esta ferramenta:





Fapespa e Fiepa lançam Boletim do Comércio Exterior Paraense do 1º semestre

O saldo da balança comercial paraense foi de US$ 3,9 bilhões no primeiro semestre deste ano. Com esse resultado, o Pará obteve o 4° melhor desempenho no ranking nacional, contribuindo para o saldo comercial brasileiro que totalizou em US$ 23,6 bilhões. 
O balanço foi divulgado no dia 5 de agosto, no lançamento do Boletim do Comércio Exterior Paraense do 1° Semestre 2016, elaborado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) em parceria com o Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa).
Vale destacar que, segundo a análise, o Pará ficou apenas atrás do estado do Mato Grosso, que obteve saldo de US$ 7,5 bilhões no comércio exterior, de Minas Gerais com registro de US$ 6,6 bilhões e do Rio Grande do Sul com US$ 4 bilhões.
Na avaliação por produtos de maior demanda, prevalece a exportação de minério de ferro para China, que alcançou a marca de US$ 1,066 bilhão, um incremento de 20,28%. Na mesma trajetória está a soja que atingiu a marca de US$ 57,9 milhões, com aumento de 32,06%.
Já em relação às importações, o total de US$ 633,3 milhões no primeiro semestre deste ano atribui-se às máquinas e equipamentos demandados pelo estado, que responderam por 49% da pauta de importação paraense.

Boletim completo.

Confira a cobertura do lançamento do Boletim:

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Milagre econômico na Coréia do Sul


O último final de semana de julho chegou! Vamos incluir mais uma boa leitura nesta reta final das férias?
A dica de hoje é sobre o livro "Da imitação à Inovação - A dinâmica do aprendizado tecnológico da Coréia", de Linsu Kim, que fala sobre o último milagre econômico verdadeiro do período posterior à Segunda Guerra Mundial, que ocorreu na Coréia do Sul. O país passou da condição de pobre e subdesenvolvido para um dos mais avançados e mais prósperos do mundo.
A obra relata pormenorizadamente como e por que isto se deu, analisando vários vamos industriais, identificando os principais fatores responsáveis pelo processo e discutindo não apenas suas consequências, mas, também, as possibilidades de outros países virem a valer-se do mesmo modelo.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Biologia Molecular e Ambiental em Bragança


“Plasticidade da Formação Hipocampal de Aves Migratórias” é mais um dos projetos que conquistaram o apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), por meio do edital n° 001/2008 de Concessão de Bolsas de Mestrado e Doutorado. Tive a oportunidade de visitar o laboratório de Biologia Molecular e Ambiental, no Instituto Federal do Pará (IFPA) campus Bragança, onde a ideia foi desenvolvida.

De autoria do Dr professor e pesquisador Cristovam Guerreiro Diniz, o projeto foi contemplado pela bolsa de doutorado mediante uma tese com o objetivo de realizar a investigação comparativa do processo migratório e suas consequências para a biologia das aves migrantes.


O laboratório ainda é composto por mais 22 participantes que colaboram na investigação em neuroecologia, entre alunos de graduação, mestrado e doutorado pertencentes à instituição. Recentemente, o grupo de pesquisadores publicou o artigo que recebeu auxílio do edital n° 083/2014 do Programa de Apoio a Núcleos Emergentes Pronem/Fapespa, relacionado à predação e possível extinção de aves migratórias marinhas e exploração desordenada de recursos naturais da pesca.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Combate à doença de chagas

Você já ouviu falar do "Trypanosoma cruzi", protozoário causador da doença de Chagas? Infelizmente, ele ainda é uma ameaça na nossa região, já que, segundo o Ministério da Saúde, 87,5% dos casos da doença no Brasil estão no estado do Pará.


Diante dessa realidade, tornam-se essenciais pesquisas que auxiliem no combate à proliferação da doença. Exemplo disso é o projeto da tecnóloga de alimentos e mestranda do programa de pós-graduação em Saúde Animal na Amazônia, Lorena Pantoja, da UFPA do campus de Castanhal.
Com apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), mediante o edital n° 14/2014 com uma bolsa da Chamada Universal-MCTI, a pesquisa detecta o Trypanosoma cruzi em polpas de açaí comercializadas na microrregião Belém, por meio de técnica de reação em cadeia da Polimerase tradicional e em tempo real.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Trajetórias da Inovação


Minha dica de leitura para o final de semana é sobre o livro "Trajetórias da Inovação - a mudança tecnológica nos Estados Unidos da América no século XX".
Nesta obra, os autores David C. Mowery e Nathan Rosenberg, renomados economistas e historiadores econômicos, apresentam as inovações tecnológicas norte-americanas que se deram nas indústrias automobilística e aeronáutica, no campo dos produtos químicos, na geração e uso de energia elétrica e no domínio da eletrônica e da informática.

Bate-papo na Revista Negócios e Destaques



O Grupo N&D reconheceu e premiou, no mês de junho, os Lideres do Norte-2016. Na edição da Revista Negócios e Destaques, a história de Líderes, empresas e empresários que construíram o seu império e hoje são destaques na Região Norte. Nas páginas 88, 89, 90 e 91, falei sobre a atual crise econômica, moral, ética e política que assola o Brasil, destacando o desafio que a nossa geração precisa enfrentar mediante a necessidade de uma real revolução cultural embasada por transformações estruturais e sistêmicas.
Avaliei o processo de desenvolvimento e superação de desafios dos estados, tendo como referência a lição deixada pelo maior economista brasileiro do século passado, Celso Furtado, que nos legou que a superação do subdesenvolvimento de uma sociedade acaba sendo sempre a expressão de um insuficiente nível de racionalidade pública e social. Qualquer tentativa de subdesenvolvimento deve estar assentada em um projeto político consistente, fundado em profundo conhecimento da realidade é esposado por amplos segmentos sociais.
Comentei sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que deveria ter sido melhor discutida pela sociedade paraense. Para empreendimentos como esse, é fundamental que as barragens existentes e as que ainda vierem a ser construídas se configurem como positivas para os moradores das regiões dos seus entornos, como Tucuruí, Xingu e Tapajós.
E também falei sobre a Lei Kandir, que faz com que o estado sofra perdas consideráveis de arrecadação com a desoneração de ICMS da exportação de bens primários e semielaborados A perda está estimada em R$ 34 bilhões até 2015. Este tema, inclusive, foi abordado no livro "Lei Kandir e o Estado do Pará: Inconstitucionalidades, Perdas e Impactos na Capacidade de Promoção de Políticas Públicas", em que assinei como um dos autores




segunda-feira, 18 de julho de 2016

S11D - Um dos maiores projetos de extração mineral do mundo




Um total de 2.600 oportunidades de emprego mediante uma produção de 90 milhões de toneladas/ano de minério de ferro, gerando um lucro superior a US$ 1 bilhão/ano. Esses são os números previstos no Projeto S11D, localizado no município de Canaã dos Carajás, sudeste do estado do Pará, com início de operação marcado para os próximos meses.
Este é apenas um dos investimentos que serão apresentados, em breve, no meu projeto intitulado "Mostrando o Pará". Ao todo, o S11D demandou um volume de investimento da ordem de US$ 19,5 bilhões, dos quais US$ 8,1 bilhões diretamente na mina e usina e outros US$ 11,4 bilhões em infraestrutura de apoio, incluindo o prolongamento da Estrada de Ferro de Carajás de Parauapebas até a mina.



A previsão da Vale é de que, no pico da operação, prevista para 2019, sua produção atinja a marca de US$ 230 milhões de toneladas/ano somente no estado do Pará, dobrando o volume que foi produzido no ano de 2011.
Para se ter ideia da mudança da dinâmica social em função da obra, o município de Canaã dos Carajás, que, em 2010, tinha uma população de 26 mil habitantes, de acordo com estimativas da FAPESPA, atingiu 58 mil habitantes em 2015.



Agradeço ao Gerente de Sustentabilidade do projeto, Leonardo Neves, que me recebeu muito bem nessa visita, realizada na última quinta-feira. Fiquei impressionado não só com o projeto, mas, também, com as mudanças na cidade. Desde 2011, a última vez em que visitei o município, pude perceber que as transformações foram significativas.

Fotos: João Thiago Dias

"Mostrando o Pará"




Após 2.343 km rodados de Belém até Conceição do Araguaia, passando por Canaã dos Carajás e Redenção, compartilho meu sentimento de entusiasmo diante de tantas riquezas no nosso estado. É uma diversidade muito grande, mas, infelizmente, pouco conhecida. 
Foram quatro dias em uma viagem que encerrou na madrugada do último domingo, para dar início ao projeto "Mostrando o Pará", que percorrerá pelas 12 regiões de integração do estado, apresentando vídeos com os grandes investimentos e conversando com personalidades sobre as potencialidades e os desafios que temos enquanto sociedade.



Até 2020, o Pará receberá 179 bilhões em investimentos, mas, mesmo assim, ainda possui um enorme passivo social. Cerca de 16% da população sobrevive abaixo da linha da pobreza, número que supera 1.200.000 paraenses de nascimento ou opção. A região do Araguaia, por exemplo, é conhecida pelo fantástico potencial no agronegócio com pecuária de corte, leiteira e um setor de turismo que precisa ser melhor conhecido e explorado.
A ideia de mostrar o Pará surgiu a partir da minha experiência no âmbito acadêmico, nas aulas de economia do estado do Pará e de economia da Amazônia, onde pude constatar que vários alunos de graduação e pós-graduação não conhecem o estado. Sendo assim, deixo o convite para todos os amigos e parceiros acompanharem o nosso trabalho.

Fotos: João Thiago Dias

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Espaço Inovação é inaugurado em Belém


Na manhã desta quinta-feira, 30, o Espaço Inovação, prédio situado no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá) foi inaugurado pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet) com apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa). A implantação do Espaço fortalece a política de desenvolvimento socioeconômico, a qual está inserida nas ações do programa “Pará 2030”, lançado esta semana pelo governo estadual.

Com aproximadamente oito mil metros quadrados de área interna, o Espaço Inovação recebeu investimentos de cerca de R$ 20 milhões, dos quais R$ 507 mil são recursos aplicados pela Fapespa nos laboratórios instalados avançados de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), onde a academia e o setor produtivo estarão atrelados para promover o desenvolvimento do estado,

Ao todo são seis laboratórios, sendo quatro ligados à Universidade Federal do Pará (UFPA) e dois à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que oferecerão serviços como a identificação de contaminação por agrotóxicos em alimentos; assessoria agroindustrial na cadeia do açaí e outros produtos; diagnósticos em genética; análise de óleos vegetais; apoio no controle biológico de doenças e pragas na agricultura; e construção de equipamentos eletrônicos. São eles: Centro de Valorização Agroalimentar de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA); Laboratório de Engenharia Biológica; Laboratório de Instrumentação para Produtos Agroindustriais (Agroind); Laboratório de Óleos Vegetais e Derivados; Laboratório de Fitossanidade e Manejo; e Laboratório de Sensores e Sistemas Embarcados (Lasse).




Fotos: Thiago Gomes 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Plano Pará 2030



Hoje pela manhã, em evento oficial, o governador Simão Jatene lançou o Pará 2030, que se coloca como um plano estratégico de desenvolvimento de longo prazo, com o objetivo de promover, com sustentabilidade, a dinamização da economia e a melhoria dos indicadores socioeconômicos do estado. Com alegria, destaco que a Revolução pelo Conhecimento, por meio da ciência, tecnologia e inovação, consolida-se como parte integrante desta estratégia que foi construída envolvendo diversos atores, sob a liderança da SEDEME, através do secretário Adnan Demacki, a quem publicamente parabenizo pela coordenação.
Durante o evento, a Fapespa assinou com o governador Simão Jatene um acordo de compromisso que disponibilizará adicionais R$ 11 milhões, com recursos exclusivos do Tesouro do Estado, para fomento e amparo a pesquisas relacionadas às cadeias produtivas estratégicas do Pará 2030. Com o objetivo de multiplicar estes recursos. já iniciamos tratativas com empresas privadas para, por meio de contrapartidas, dobrar esse montante.
Três são as principais estratégicas que estão sendo construídas neste contexto: o apoio a polos de conhecimentos por meio do financiamento de projetos de pesquisa, a estruturação e manutenção de laboratórios de pesquisa nas instituições de ensino e pesquisa e o apoio a startups de empresas inovadoras. Reitero que as três ações estão diretamente vinculadas às cadeias produtivas estratégicas do Pará 2030. 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Ananindeua aponta nível intermediário de sustentabilidade


Nesta quarta-feira, 22, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) apresentou o Barômetro da Sustentabilidade do Município de Ananindeua, uma publicação que reúne análises do bem-estar humano e bem-estar ambiental, apontando o nível de sustentabilidade do município. O documento foi lançado em um jantar promovido pela Associação Empresarial de Ananindeua (Acia) em comemoração aos seus 30 anos de fundação, onde estiveram presentes Junta Comercial do Pará (Jucepa), Prefeitura de Ananindeua , Sebrae e empresários locais.
O Barômetro aponta que a cidade apresentou alguns avanços no âmbito social na última década. A taxa de mortalidade infantil, por exemplo, passou de 21,70% para 17,17% para cada mil nascidos vivos. Houve também redução na taxa de pobreza, de 28,77% para 13,94%; e também uma melhora no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 0,606% para 0,718%.
Entretanto, apesar dos avanços observados, o município de Ananindeua ainda detém alguns indicadores nas áreas de educação, saúde, saneamento e vulnerabilidade social, abaixo da média regional. Gravidez na infância e adolescência, Evasão escolar no ensino médio, Roubos e Homicídios possuem os piores desempenhos em relação às metas consideradas sustentáveis.
No que tange ao bem-estar ambiental, os melhores desempenhos foram diagnosticados nos indicadores Desmatamento e Coleta de lixo. De acordo com a análise, não houve indicador na dimensão ambiental com pior desempenho em relação às metas consideradas sustentáveis.
A conclusão do estudo aponta que o nível de sustentabilidade de Ananindeua é “Intermediário”, sendo que a Dimensão Socioeconômica do município encontra-se em situação “Intermediária” e a Dimensão Ambiental, em situação “Potencialmente Sustentável”.
De acordo com o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, o Barômetro da Sustentabilidade pode dar suporte aos gestores na execução de políticas e investimentos públicos. “O que pretendemos com esse estudo é contribuir para avanços significativos no planejamento e realização de ações rumo ao desenvolvimento sustentável, e nesse evento, comemoramos o que foi feito mas pudemos também pensar no futuro. Aliás, o Barômetro de Ananindeua já rendeu bons frutos. Nesta quinta-feira, 23, Fapespa, Prefeitura de Ananindeua, Acia e Sebrae vão assinar o Protocolo de Intenções que dá o ponta pé inicial para o efetivo planejamento estratégico de Ananindeua para os próximos 14 anos”, declarou Costa.
         
   “O Protocolo de Intenções será um ponto de partida fundamental para planejarmos o futuro do nosso município e acredito que o setor produtivo, as entidades de classe, representantes da Prefeitura tem que participar desse momento, pois isso é para todos nós, é para o nosso futuro”, completou o presidente da Acia e também secretário de Desenvolvimento em Ananindeua, Allan Bitar.

“Vamos aproveitar os dados que foram levantados pela Fapespa porque eles nos ajudam a melhorar o atendimento à população. Nesse estudo vamos avaliar o que está bom, para que seja mantido, e o que está ruim, para transformarmos em coisas boas, e poder melhorar a vida dos nossos meio milhões de habitantes”, disse o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro.
Para a avaliação da sustentabilidade, foram escolhidos 27 indicadores, em sua maioria, ligados aos Objetivos do Milênio (ODM) e, ao mesmo tempo, considerados indicadores mais sensíveis às ações imediatas do Estado. Foram selecionados 20 indicadores do Bem-estar Humano e sete indicadores do Bem-estar Ambiental. A escolha destes indicadores foi condicionada à existência, consistência dos dados e facilidade de mensuração, segundo consta no documento.

Para o deputado Eliel Faustino, o Barômetro da Sustentabilidade é uma ferramenta para se fazer um planejamento estratégico da cidade, já que mostra a evolução dos indicadores. “É importante identificar quais os problemas da cidade porque poderá se trabalhar as soluções. Ou seja, o Barômetro passou a ser uma ferramenta fundamental para obter um diagnóstico municipal, tornando-se até mais completa que o IDH, pois este só tem três parâmetros. No caso de Ananindeua, vimos que é uma cidade que tem 95% de sua população concentrada na área urbana, que cresceu ao lado de Belém e teve um crescimento vertiginoso de 70 até 2015 e que precisa do melhoramento das políticas públicas. Vimos na apresentação a questão da segurança pública e da pobreza que precisam de atenção, e essa ferramenta vai ajudar a planejar o futuro”, analisou o deputado.

            O superintendente do Sebrae Pará, Fabrizio Guaglianone, comentou a respeito da parceria com a Fapespa. “O Sebrae vem sendo parceiro nesse processo porque não tem país, estado ou cidade que viva sem o desenvolvimento do setor produtivo, e quem tem o destaque são as micro e pequenas empresas, e o auxílio que o Barômetro vem dando aos municípios é um norte para que se possa direcionar as atividades a passarem a ser mais assertivas, mais eficientes na hora de utilizar o recurso público”, avaliou Guaglianone.
No evento, ainda foi apresentado o Centro Empresarial de Ananindeua pela Acia, o programa Integrador Pará, do Sebrae, e realizações pela Prefeitura de Ananindeua.

Barômetro – A publicação faz parte do projeto “Barômetro da Sustentabilidade de Municípios do Estado do Pará” – que será divulgado para os 144 municípios paraenses, com a finalidade de fomentar o debate sobre a “sustentabilidade regional”, subsidiando, desta forma, a gestão pública, o setor privado e a comunidade acadêmica no que tange à formulação e implementação de ações voltadas à melhoria da qualidade de vida destas localidades.